{"id":2369,"date":"2025-12-23T18:20:19","date_gmt":"2025-12-23T21:20:19","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2369"},"modified":"2025-12-23T18:27:39","modified_gmt":"2025-12-23T21:27:39","slug":"gazeta-pernamucana-editorial-propaganda-vira-guerra-enquanto-a-fumaca-esconde-gestores-que-nada-fazem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2369","title":{"rendered":"GAZETA PERNAMUCANA, Editorial: Propaganda vira guerra e o ru\u00eddo poupa gestores que nada entregam"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"669\">O comercial da Havaianas com Fernanda Torres foi pensado para ser leve, solar, de ver\u00e3o. A pe\u00e7a brinca com um ditado antigo, \u201ccome\u00e7ar com o p\u00e9 direito\u201d, e sugere, com humor, que talvez seja melhor come\u00e7ar com os dois p\u00e9s. Bastaria isso. No Brasil de hoje, por\u00e9m, bastou uma frase para que muita gente enxergasse um recado pol\u00edtico, surgissem rea\u00e7\u00f5es de boicote e a conversa escorregasse, quase automaticamente, para o velho tribunal das identidades, onde cada palavra \u00e9 tratada como senha de pertencimento. Em vez de discutir publicidade, discutiu-se car\u00e1ter. Em vez de interpretar linguagem, escolheu-se lado. O epis\u00f3dio, por si s\u00f3, \u00e9 menor. O que ele revela \u00e9 grande.<\/p>\n<p data-start=\"671\" data-end=\"1521\">H\u00e1 um tra\u00e7o do nosso tempo que n\u00e3o pode mais ser tratado como normal: a facilidade com que o debate p\u00fablico \u00e9 capturado por ru\u00eddos que rendem emo\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e custam pouco a quem os acende. A frase do comercial n\u00e3o tem a for\u00e7a de um programa de governo, nem a gravidade de uma medida econ\u00f4mica. Mesmo assim, virou combust\u00edvel. Isso acontece porque a pol\u00edtica brasileira, em parte, trocou o ch\u00e3o da entrega pelo palco da excita\u00e7\u00e3o. Gestores que falham no b\u00e1sico, e aqui n\u00e3o se fala de um partido ou de uma ideologia, mas de um m\u00e9todo que atravessa governos e oposi\u00e7\u00f5es, aprenderam a administrar indigna\u00e7\u00f5es como quem administra agenda. Quando n\u00e3o h\u00e1 resultados robustos para apresentar, o conflito simb\u00f3lico \u00e9 um atalho sedutor: aponta-se um inimigo, convoca-se uma tropa, e o pa\u00eds se ocupa com o teatro enquanto a vida real cobra solu\u00e7\u00f5es sem receber.<\/p>\n<p data-start=\"1523\" data-end=\"2234\">\u00c9 nesse ponto que aparece a tenta\u00e7\u00e3o de chamar tudo de cortina de fuma\u00e7a. Conv\u00e9m ter cautela. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio imaginar conspira\u00e7\u00f5es, sala secreta ou coordena\u00e7\u00e3o entre marca, artista e governo para reconhecer um fen\u00f4meno mais simples e mais perverso. Mesmo sem inten\u00e7\u00e3o, certas pol\u00eamicas acabam operando como fuma\u00e7a porque o ecossistema inteiro recompensa isso. Redes premiam a frase que fere. Influenciadores premiam o esc\u00e2ndalo que engaja. Pol\u00edticos premiam o assunto que mobiliza sem exigir presta\u00e7\u00e3o de contas. E parte da imprensa, pressionada pela velocidade, tamb\u00e9m \u00e9 empurrada para o que est\u00e1 quente. Assim, um epis\u00f3dio perif\u00e9rico ganha centralidade, n\u00e3o por merecimento, mas por rentabilidade emocional.<\/p>\n<p data-start=\"2236\" data-end=\"3388\">Enquanto isso, o pa\u00eds real segue no mesmo lugar, com problemas que n\u00e3o cabem em memes e n\u00e3o se resolvem com indigna\u00e7\u00e3o de curto prazo. O custo de vida continua corroendo a renda. A sensa\u00e7\u00e3o de aperto, para quem vive do trabalho e para quem depende de benef\u00edcios, n\u00e3o se mede apenas por n\u00fameros oficiais; ela se mede na feira, no g\u00e1s, no aluguel, no rem\u00e9dio e no transporte. A vida do aposentado e do assalariado de baixa renda n\u00e3o melhora com debates simb\u00f3licos, melhora com pol\u00edticas consistentes, com servi\u00e7os que funcionem, com planejamento que sobreviva \u00e0 troca de governo. Na educa\u00e7\u00e3o, a desigualdade de aprendizagem permanece como uma ferida antiga, com evas\u00e3o, infraestrutura insuficiente e um abismo entre o discurso sobre futuro e a sala de aula concreta. Na sa\u00fade, a fila segue sendo experi\u00eancia cotidiana de milhares. Na seguran\u00e7a p\u00fablica, alterna-se espet\u00e1culo e vazio, sem continuidade suficiente para produzir tranquilidade duradoura. No desenvolvimento, o Brasil patina entre an\u00fancios e descontinuidade, com baixa produtividade, gargalos de infraestrutura, pouca inova\u00e7\u00e3o e um horizonte que raramente vira projeto nacional compartilhado.<\/p>\n<p data-start=\"3390\" data-end=\"3958\">Para o leitor pernambucano, isso n\u00e3o \u00e9 abstra\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 na espera por atendimento, no \u00f4nibus lotado, na escola que n\u00e3o acompanha o desafio, na renda que n\u00e3o fecha o m\u00eas, na dificuldade em enxergar um plano de longo prazo que fa\u00e7a o estado e o pa\u00eds crescerem sem deixar tanta gente para tr\u00e1s. Quando uma sociedade que vive esse cotidiano se v\u00ea gastando energia coletiva para julgar um slogan como se fosse destino nacional, \u00e9 porque h\u00e1 algo fora de eixo. A indigna\u00e7\u00e3o at\u00e9 pode ser leg\u00edtima, mas o problema \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o que ela toma e a facilidade com que ela \u00e9 capturada.<\/p>\n<p data-start=\"3960\" data-end=\"4476\">A cr\u00edtica, portanto, n\u00e3o \u00e9 \u00e0 marca, nem \u00e0 atriz, nem ao consumidor que reagiu. A cr\u00edtica \u00e9 ao ambiente pol\u00edtico e cultural que transformou qualquer frase em gatilho e qualquer gatilho em guerra. Direita e esquerda, que deveriam ser categorias de projeto, viraram r\u00f3tulos morais usados como porretes. Quem domina essa l\u00f3gica consegue aparecer muito e fazer pouco. Fala-se alto sobre s\u00edmbolos e fala-se baixo sobre metas, indicadores, prioridades e execu\u00e7\u00e3o. E quando o barulho ocupa o centro, o essencial vira rodap\u00e9.<\/p>\n<p data-start=\"4478\" data-end=\"5078\">Se este epis\u00f3dio serve para alguma coisa, serve para lembrar o \u00f3bvio que a rotina tenta esconder: um pa\u00eds n\u00e3o melhora porque escolhe um lado numa pol\u00eamica publicit\u00e1ria. Um pa\u00eds melhora quando cobra, com seriedade e const\u00e2ncia, o que interessa de verdade. Cobrar n\u00e3o \u00e9 gritar, \u00e9 exigir entrega. \u00c9 perguntar onde est\u00e3o as pol\u00edticas p\u00fablicas, quais resultados foram alcan\u00e7ados, o que foi feito com o dinheiro, quais metas foram cumpridas, por que o b\u00e1sico ainda falha, por que a promessa sempre vence a execu\u00e7\u00e3o. Sem esse tipo de cobran\u00e7a, qualquer fuma\u00e7a, intencional ou n\u00e3o, encontrar\u00e1 terreno f\u00e9rtil.<\/p>\n<p data-start=\"5080\" data-end=\"5458\">Se quisermos come\u00e7ar o pr\u00f3ximo ano com os dois p\u00e9s, que seja com os dois p\u00e9s na realidade. Menos liturgia de indigna\u00e7\u00e3o, mais compromisso com o concreto. Menos guerra por sinais, mais press\u00e3o por escola que ensina, sa\u00fade que atende, seguran\u00e7a que protege, renda que dignifica, desenvolvimento que se sustenta. O resto \u00e9 espuma. E espuma, por mais que suba, n\u00e3o alimenta ningu\u00e9m.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O comercial da Havaianas com Fernanda Torres foi pensado para ser leve, solar, de ver\u00e3o. A pe\u00e7a brinca com um ditado antigo, \u201ccome\u00e7ar com o p\u00e9 direito\u201d, e sugere, com humor, que talvez seja melhor come\u00e7ar com os dois p\u00e9s. Bastaria isso. 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