{"id":2360,"date":"2025-12-22T18:37:58","date_gmt":"2025-12-22T21:37:58","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2360"},"modified":"2025-12-23T13:30:08","modified_gmt":"2025-12-23T16:30:08","slug":"gazeta-pernambucana-editotial-o-cinico-lamento-no-palanque-desespero-pela-sobrevivencia-no-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2360","title":{"rendered":"GAZETA PERNAMBUCANA &#8211; EDITORIAL &#8211; O c\u00ednico lamento no palanque: desespero pela sobreviv\u00eancia no poder"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"172\" data-end=\"696\">H\u00e1 um tra\u00e7o recorrente no teatro pol\u00edtico pernambucano, e brasileiro,\u00a0 que se repete com disciplina: o pol\u00edtico que reclama e chora raramente est\u00e1 com o cora\u00e7\u00e3o ferido; muitas vezes est\u00e1 com o poder amea\u00e7ado. N\u00e3o \u00e9 lamento por falta de escola, por hospital lotado, por estrada intransit\u00e1vel no interior. \u00c9, com frequ\u00eancia, lamento por perda de espa\u00e7o, por aus\u00eancia da \u201ccereja do bolo\u201d na pr\u00f3pria cesta \u2014 aquela fatia privilegiada do or\u00e7amento, aquele acesso ao cofre simb\u00f3lico e real que d\u00e1 f\u00f4lego \u00e0 sobreviv\u00eancia pol\u00edtica.<\/p>\n<p data-start=\"698\" data-end=\"1240\">O choro p\u00fablico, nesse enredo, tem fun\u00e7\u00e3o clara: vitimiza, distrai e negocia. Vitimiza porque tenta reescrever o pr\u00f3prio papel: de respons\u00e1vel vira perseguido; de governante vira ref\u00e9m; de articulador vira \u201cinjusti\u00e7ado\u201d. Distrai porque desloca a conversa do essencial \u2014 pol\u00edticas p\u00fablicas, resultados, prioridades \u2014 para o emocional e o perform\u00e1tico. E negocia porque l\u00e1grima, em Bras\u00edlia, no Recife ou no interior, costuma ser moeda. O recado \u00e9 simples: \u201csem mim, nada anda\u201d; \u201csem minha fatia, eu grito\u201d; \u201csem meu quinh\u00e3o, eu viro oposi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p data-start=\"1242\" data-end=\"1725\">Quando o acesso \u00e0 m\u00e1quina diminui, surge a indigna\u00e7\u00e3o. Quando a influ\u00eancia esfria, aparece o arrependimento. E ele grita alto \u2014 n\u00e3o por convic\u00e7\u00e3o, mas por c\u00e1lculo. Troca-se de campo por revolta, n\u00e3o por projeto. Muda-se de lado para punir antigos aliados, n\u00e3o para servir ao eleitor. O advers\u00e1rio, nesse caso, n\u00e3o precisa ser \u201cmelhor\u201d, \u201cmais preparado\u201d ou \u201cmais comprometido\u201d. Basta ser \u00fatil. Basta oferecer abrigo, promessa, palanque e, principalmente, um caminho de volta ao poder.<\/p>\n<p data-start=\"1727\" data-end=\"2165\">O problema \u00e9 que essa l\u00f3gica tem um pre\u00e7o: o povo vira detalhe. O povo vira \u201cesquecimento\u201d. A comunidade pobre e sofrida \u2014 a que vive o aperto do \u00f4nibus lotado, a que enfrenta a fila da regula\u00e7\u00e3o, a que paga caro pelo b\u00e1sico \u2014 aparece apenas na foto, no jingle e na promessa reciclada. Depois, some da agenda real. A pol\u00edtica, quando se torna um sistema de autoprote\u00e7\u00e3o, passa a tratar a popula\u00e7\u00e3o como plateia, n\u00e3o como raz\u00e3o de existir.<\/p>\n<p data-start=\"2167\" data-end=\"2608\">E aqui reside a ferida mais s\u00e9ria do cen\u00e1rio rumo a 2026: uma parte expressiva da classe pol\u00edtica parece ter substitu\u00eddo projeto por patrim\u00f4nio. A meta deixa de ser melhorar a vida coletiva e vira manter e ampliar territ\u00f3rio eleitoral, conservar influ\u00eancia, controlar or\u00e7amento, garantir capilaridade com cargos e nomea\u00e7\u00f5es. O mandato, que deveria ser instrumento p\u00fablico, torna-se ativo privado, administrado como se fosse empresa familiar.<\/p>\n<p data-start=\"2610\" data-end=\"2675\">O resultado se v\u00ea em dois movimentos que se naturalizaram demais.<\/p>\n<p data-start=\"2677\" data-end=\"3188\">O primeiro \u00e9 o nepotismo eleitoral, a dinastia de urna. Em muitos munic\u00edpios do interior \u2014 e n\u00e3o apenas no interior \u2014 a pol\u00edtica virou \u00e1rvore geneal\u00f3gica. E nem se disfar\u00e7a mais. Eleger namorada, esposa, marido, sobrinho, filho, filha: o sobrenome funciona como logomarca. A propaganda se parece com \u00e1lbum de fam\u00edlia. O argumento quase sempre \u00e9 o mesmo: \u201cconfian\u00e7a\u201d, \u201ccontinuidade\u201d, \u201cproximidade\u201d. Mas, na pr\u00e1tica, o que se estabelece \u00e9 um cerco: o poder circula dentro de casa, e a cidade inteira vira quintal.<\/p>\n<p data-start=\"3190\" data-end=\"3636\">O segundo movimento \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o do p\u00f3s-urna. Se a fam\u00edlia n\u00e3o vence na elei\u00e7\u00e3o, a estrutura tenta vencer na caneta: uma secretaria, uma diretoria, um cargo de segundo escal\u00e3o, uma assessoria estrat\u00e9gica \u2014 o bastante para manter presen\u00e7a, or\u00e7amento, influ\u00eancia e vitrine. \u00c9 o poder por dentro, mesmo quando o voto n\u00e3o deu. E assim se monta um ecossistema em que perder a elei\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa perder o controle: significa apenas mudar o m\u00e9todo.<\/p>\n<p data-start=\"3638\" data-end=\"4156\">N\u00e3o se trata de generalizar por gosto ou por raiva. Trata-se de observar um padr\u00e3o que desgasta a democracia por dentro. Quando as alian\u00e7as obedecem a ressentimentos e conveni\u00eancias; quando o discurso muda conforme a dire\u00e7\u00e3o do vento; quando a l\u00e1grima aparece como chantagem; quando a indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 seletiva; quando a lealdade dura at\u00e9 a pr\u00f3xima nomea\u00e7\u00e3o \u2014 o que sobra ao eleitor? Sobra a sensa\u00e7\u00e3o amarga de que a pol\u00edtica virou um condom\u00ednio fechado, com chaves que passam de m\u00e3o em m\u00e3o sempre dentro do mesmo c\u00edrculo.<\/p>\n<p data-start=\"4158\" data-end=\"4420\">E nesse ponto, a frase de Chico Anysio \u2014 dita por um personagem, mas ecoada como diagn\u00f3stico \u2014 aparece como espelho do cinismo que se espalhou: \u201co povo que se dane\u201d. O humor fazia caricatura. Hoje, a realidade parece disputar com a caricatura, \u00e0s vezes vencendo.<\/p>\n<p data-start=\"4422\" data-end=\"4876\">O mais grave \u00e9 que, enquanto isso, as comunidades pobres seguem com os mesmos problemas estruturais: saneamento incompleto, creche insuficiente, evas\u00e3o escolar, inseguran\u00e7a, postos sem m\u00e9dico, estradas vicinais abandonadas, agricultura familiar sem apoio consistente, juventude sem horizonte. O que deveria ser pauta central vira rodap\u00e9. O que deveria ser urg\u00eancia vira promessa de campanha. E o que deveria ser planejamento vira improviso \u2014 quando vira.<\/p>\n<p data-start=\"4878\" data-end=\"5344\">Para 2026, portanto, o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 apenas eleitoral. \u00c9 moral, institucional e cultural. H\u00e1 uma disputa real pelo poder \u2014 sempre houve \u2014, mas o que deveria estar em jogo \u00e9 mais profundo: vamos escolher representantes ou administradores de feudos? Vamos premiar quem entrega resultados ou quem controla estruturas? Vamos aceitar choro como argumento ou exigir n\u00fameros, metas e presta\u00e7\u00e3o de contas? Vamos aplaudir migra\u00e7\u00e3o oportunista de palanque ou cobrar coer\u00eancia?<\/p>\n<p data-start=\"5346\" data-end=\"5710\">A democracia n\u00e3o se sustenta s\u00f3 com urna. Ela depende de vigil\u00e2ncia cidad\u00e3. Depende de imprensa atenta, de eleitor exigente, de sociedade civil organizada, de Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00f3rg\u00e3os de controle atuantes \u2014 e tamb\u00e9m de uma cultura que n\u00e3o normalize o \u201ctodo mundo faz\u201d. Porque quando \u201ctodo mundo faz\u201d vira desculpa, o pr\u00f3ximo passo \u00e9 pior: ningu\u00e9m se envergonha.<\/p>\n<p data-start=\"5712\" data-end=\"6129\">Se 2026 repetir o roteiro, n\u00e3o ser\u00e1 por falta de aviso. O pa\u00eds e Pernambuco j\u00e1 viram esse filme: o pol\u00edtico sem espa\u00e7o grita, reclama, chora, dramatiza, muda de lado, promete \u201cagora vai\u201d, chama o eleitor de \u201cprioridade\u201d e, depois, transforma o mandato em ferramenta de sobreviv\u00eancia pessoal e familiar. A pergunta que fica \u00e9 desconfort\u00e1vel, mas necess\u00e1ria: at\u00e9 quando o eleitor aceitar\u00e1 ser figurante do poder alheio?<\/p>\n<p data-start=\"6131\" data-end=\"6336\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Porque, no fim, h\u00e1 uma verdade que a propaganda n\u00e3o consegue esconder: quando o poder vira heran\u00e7a, o povo vira detalhe. E quando o povo vira detalhe, a pol\u00edtica deixa de ser servi\u00e7o e passa a ser neg\u00f3cio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um tra\u00e7o recorrente no teatro pol\u00edtico pernambucano, e brasileiro,\u00a0 que se repete com disciplina: o pol\u00edtico que reclama e chora raramente est\u00e1 com o cora\u00e7\u00e3o ferido; muitas vezes est\u00e1 com o poder amea\u00e7ado. 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