{"id":2351,"date":"2025-12-19T23:58:01","date_gmt":"2025-12-20T02:58:01","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2351"},"modified":"2025-12-20T00:14:07","modified_gmt":"2025-12-20T03:14:07","slug":"o-futuro-das-utopias-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2351","title":{"rendered":"O futuro das utopias. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013<\/em><\/strong>\u00a0Thomas Morus escreveu em latim sua\u00a0<em>Utopia<\/em>, em 1516. A inspira\u00e7\u00e3o veio ao ler\u00a0<em>Mundus Novus<\/em>\u00a0(1504), de Am\u00e9rico Vesp\u00facio, um navegador experiente que sabia escrever. Talvez o primeiro\u00a0<em>best-seller\u00a0<\/em>do mundo, com mais de 40 edi\u00e7\u00f5es. Tanto sucesso fez que quando quiseram dar nome ao novo continente, que surgiu para o mundo em 12\/10\/1492, em vez de Col\u00f4mbia (que seria o natural, por conta de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo), escolheram Am\u00e9rica (pela cren\u00e7a de ter sido uma descoberta dele, Am\u00e9rico Vesp\u00facio).<\/p>\n<p>Nesse livro, relata Vesp\u00facio que 24 homens, mulheres e crian\u00e7as, presos em uma feitoria de Cabo Frio, seguiriam como degredados para uma ilha \u2013 aquela que, depois, teria nome de um italiano que quase acabou com o pau-brasil do nosso Nordeste, Fernan di Norogna \u2012 hoje, Fernando de Noronha. Da\u00ed veio a ideia, do ingl\u00eas, para conceber uma outra ilha, a de Utopia.<\/p>\n<p>S\u00f3 que Morus logo depois, em 1535, perdeu a cabe\u00e7a. Literalmente. Sem nem saber que aquelas pessoas sequer chegaram a viajar; e encontraram seu destino, longe da ilha que sonhou, pelas m\u00e3os de \u00edndios Termimin\u00f3s chefiados por Arariboia. Mais tarde, 400 anos depois de sua morte (em 1935), Morus foi canonizado e virou santo, mas essa \u00e9 outra hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>A partir dele, muitas outras utopias foram sendo criadas. Quando o mundo era maior, concebidas como um lugar distante \u2013 Anidro, Ac\u00f3rea, Eldorado, Ilhas Afortunadas. Mais tarde, passou a ser apenas um outro tempo \u2013 a sociedade dos homens de bem, de Proudhon; a Nova Atl\u00e2ntida, na ilha de Bensal\u00e9m, do fil\u00f3sofo Francis Bacon; a sociedade sem regras, de Bakunim; a sociedade sem classes, de Marx e Engels.<\/p>\n<p>Bom lembrar, por fim, a da igreja cat\u00f3lica. Mais competente de todas, que promete um outro lugar (o Para\u00edso) em um outro tempo (depois do Ju\u00edzo Final). Aldo Moflley contou pr\u00e1 l\u00e1 de duas mil delas. \u201cDolorosas utopias de todos os fil\u00f3sofos do mundo\u201d, segundo Raul de Le\u00f4ni em seu poema\u00a0<em>Crepuscular\u00a0<\/em>(do livro\u00a0<em>Luz mediterr\u00e2nea<\/em>).<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo das utopias brasileiras, mais conhecida \u00e9 a de Bandeira, sua Pas\u00e1rgada \u2013 em que h\u00e1 camas e mulheres a escolher. Mas, apesar de muito apreciar o poeta do Recife, prefiro a utopia que Guilherme de Figueiredo concebeu em seu\u00a0<em>Viagem a Altemburgo<\/em>. Dando-se ent\u00e3o que, por muito gostar desse curioso conto, n\u00e3o resisti \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de reescrev\u00ea-lo. E tantas vezes o fiz que j\u00e1 nem sei, hoje, de quem \u00e9 cada peda\u00e7o. Faz mal n\u00e3o, o que prestar \u00e9 dele e o resto meu.<\/p>\n<p>Seja como for, nesse pa\u00eds imagin\u00e1rio, tudo funciona bem. Militares por exemplo, que sempre querem chegar ao poder, em Altemburgo come\u00e7am as carreiras como Marechal. A partir da\u00ed, para cada vez que tentarem ser Presidente da Rep\u00fablica, ou depois de cada ato de bravura praticado, perdem um posto, at\u00e9 findar suas carreiras como soldado raso. Pra aprender a ficar quietos.<\/p>\n<p>Criminosos violentos e irrecuper\u00e1veis, outro exemplo, s\u00e3o obrigados a tomar uma \u201cinje\u00e7\u00e3o de bondade\u201d; ap\u00f3s o que passam a viver em santidade, com vidas castas e puras de dar inveja a Madre Tereza de Calcut\u00e1. At\u00e9 que, no m\u00e1ximo em quatro anos, acabam todos mortos. De t\u00e9dio.<\/p>\n<p>Nesse lugar perfeito, cumpre ver tamb\u00e9m a solu\u00e7\u00e3o encontrada para os males da sa\u00fade. Simples e pr\u00e1tica, como tudo em Altemburgo. M\u00e9dicos, por l\u00e1, s\u00e3o os profissionais mais bem remunerados. Com direito a resolver tudo, na vida dos seus pacientes. Inclusive recomendando regimes cru\u00e9is e exerc\u00edcios insensatos \u2013 como o das esteiras, em que se anda mais de hora pra chegar onde j\u00e1 se est\u00e1. Por conta de lip\u00eddios e colester\u00f3is, dizem sempre, como se fosse uma desculpa respeit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Voltando aos m\u00e9dicos, rem\u00e9dios apenas quando os pacientes precisem. Poucos, de prefer\u00eancia. E opera\u00e7\u00f5es, apenas se forem mesmo necess\u00e1rias. Problema \u00e9 s\u00f3 quando morre um desses pacientes; posto que ent\u00e3o, e simplesmente, eles n\u00e3o recebem o sal\u00e1rio do m\u00eas. Assim se explicando porque nos vel\u00f3rios, algumas vezes at\u00e9 mais que as vi\u00favas, m\u00e9dicos sempre choram desconsoladamente.<\/p>\n<p>E com tantas utopias no mercado, em um fim de ano como este em que estamos, n\u00e3o resisto em dizer a minha. Um lugar que n\u00e3o \u00e9 imagin\u00e1rio, como Pas\u00e1rgada ou Altemburgo, mas real. Nosso querido Brasil. E a utopia \u00e9 ver esse pa\u00eds majestoso se reencontrar com sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds menos radicalizado. Mais parecido com aquele habitado por \u201chomens cordiais\u201d, como sonhado por S\u00e9rgio Buarque de Holanda (no seu\u00a0<em>Ra\u00edzes do Brasil<\/em>). Em que possamos conviver bem, mais fraternalmente, respeitando as opini\u00f5es dos que nos s\u00e3o pr\u00f3ximos e n\u00e3o pensam como n\u00f3s.<\/p>\n<p>\u00c9 o presente que desejo receber nesse Natal. Algo imposs\u00edvel? Talvez. Mas devemos seguir nessa trilha. E lembro do amigo Eduardo Galeano que vivia repetindo uma defini\u00e7\u00e3o de Fernando Birri<\/p>\n<p><em>\u2012 A utopia est\u00e1 l\u00e1 no horizonte. Me aproximo dois passos e se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais o alcan\u00e7arei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu n\u00e3o deixe de caminhar.<\/em><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a utopia que sonho. Um caminhar que n\u00e3o finde nunca. Para que possamos construir e reconstruir, sempre, nosso futuro. Na linha dos\u00a0<em>Prov\u00e9rbios e Cantares,\u00a0<\/em>de Antonio Machado, poeta do rio Guadalquivir,<\/p>\n<p><em>\u2012 Caminhante n\u00e3o h\u00e1 caminhos, caminhos se fazem no andar.<\/em><\/p>\n<h4><strong>Bom Natal, amigos. Caminhando, sempre em frente, na dire\u00e7\u00e3o de um Brasil parecido com o de nossas ra\u00edzes. Mais decente. Sobretudo mais solid\u00e1rio. E mais fraterno. Abra\u00e7os, ent\u00e3o, para todos e para cada um.<\/strong><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0Thomas Morus escreveu em latim sua\u00a0Utopia, em 1516. 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