{"id":2273,"date":"2025-12-01T21:51:18","date_gmt":"2025-12-02T00:51:18","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2273"},"modified":"2025-12-01T21:59:35","modified_gmt":"2025-12-02T00:59:35","slug":"sheikha-moza-e-hamlet-o-exilio-como-ressurreicao-e-cicatriz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2273","title":{"rendered":"SHEIKHA MOZA E HAMLET: O EX\u00cdLIO COMO RESSURREI\u00c7\u00c3O E CICATRIZ"},"content":{"rendered":"<h2>Reflex\u00f5es a partir da obra \u201cSheikha Moza, Hamlet e o Ex\u00edlio\u201d, do acad\u00eamico Fl\u00e1vio Chaves<\/h2>\n<p data-start=\"455\" data-end=\"920\">Existem destinos que parecem conversar no sil\u00eancio da Hist\u00f3ria. Figuras que, mesmo separadas por s\u00e9culos, geografia e cultura, emergem unidas por uma ferida comum: o ex\u00edlio. Em \u201cSheikha Moza, Hamlet e o Ex\u00edlio\u201d, o escritor, jornalista e acad\u00eamico Fl\u00e1vio Chaves coloca frente a frente um pr\u00edncipe atormentado e uma mulher real que reergueu uma na\u00e7\u00e3o\u00a0 e d\u00e1 a ambos a mesma pergunta: o que resta de n\u00f3s quando somos arrancados do lugar que cham\u00e1vamos, de ch\u00e3o?<\/p>\n<p data-start=\"922\" data-end=\"1693\">Hamlet conhece um ex\u00edlio sem fronteiras: n\u00e3o \u00e9 expulso da Dinamarca, mas \u00e9 desterrado da verdade, obrigado a respirar o ar viciado da mentira, da corrup\u00e7\u00e3o moral, da fal\u00eancia de princ\u00edpios. No castelo de Elsinor, cercado por riqueza, pompa e sangue azul, encontra a pior pobreza: a perda de sentido. A morte do pai, o trono usurpado, a trai\u00e7\u00e3o que se deita na cama da m\u00e3e \u2014 tudo o lan\u00e7a para fora de si mesmo. Hamlet vive o ex\u00edlio espiritual, filos\u00f3fico, \u00e9tico. Est\u00e1 dentro do seu pa\u00eds, mas n\u00e3o lhe pertence; carrega o peso de uma consci\u00eancia l\u00facida num mundo que teme a claridade. Sua ru\u00edna \u00e9 \u00edntima. Sua p\u00e1tria n\u00e3o \u00e9 o reino, mas aquilo que acredita. E, quando o real se torna insuport\u00e1vel, Hamlet \u00e9 lan\u00e7ado ao mais \u00e1rido desterro: o rompimento com a pr\u00f3pria esperan\u00e7a.<\/p>\n<p data-start=\"1695\" data-end=\"2208\">Sheikha Moza, ao contr\u00e1rio, conhece o ex\u00edlio f\u00edsico. Aos cinco anos de idade, \u00e9 arrancada de sua terra junto com a fam\u00edlia, ap\u00f3s a pris\u00e3o de seu pai, o l\u00edder pol\u00edtico Nasser bin Abdullah Al-Misned, perseguido e silenciado por diverg\u00eancias com o regime. Carregada ainda crian\u00e7a para o L\u00edbano, cresce distante da pr\u00f3pria p\u00e1tria: sem o ch\u00e3o do deserto, sem a mem\u00f3ria coletiva, sem os la\u00e7os que definem uma origem. Enquanto Hamlet se perde dentro de si, Moza perde a terra concreta, a geografia do pertencimento.<\/p>\n<p data-start=\"2210\" data-end=\"2741\">Mas o que seria sua mutila\u00e7\u00e3o se torna for\u00e7a subterr\u00e2nea. Ao retornar ao Catar aos dezoito anos, Moza n\u00e3o volta como v\u00edtima: volta como mulher formada, de entendimento amplo e vis\u00e3o longa. Reergue o nome de seu pai, reconstr\u00f3i sua fam\u00edlia, e, numa ironia hist\u00f3rica que s\u00f3 os esp\u00edritos altivos conseguem suportar, casa-se com o filho daquele que um dia fora opositor de seu pai. N\u00e3o o faz por revanche, mas por repara\u00e7\u00e3o e destino. O ex\u00edlio que a tirou do pa\u00eds a devolve \u00e0 Hist\u00f3ria, desta vez como protagonista de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"2743\" data-end=\"3222\">Em vez da sombra, ela escolhe a arquitetura da luz. Participa da concep\u00e7\u00e3o de universidades, museus, institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa, programas sociais, estruturas culturais e de revitaliza\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Move o Catar para o s\u00e9culo XXI com um tra\u00e7o que n\u00e3o \u00e9 apenas pol\u00edtico: \u00e9 civilizat\u00f3rio. Torna-se s\u00edmbolo da mulher \u00e1rabe contempor\u00e2nea: ativa, culta, consciente, estrategista, diplom\u00e1tica. Sheikha Moza transforma o ex\u00edlio de sua inf\u00e2ncia em fenda por onde entra o futuro.<\/p>\n<p data-start=\"3224\" data-end=\"3447\">Hamlet, sufocado, n\u00e3o encontra sa\u00edda. Moza, ferida, constr\u00f3i pontes. Ele sucumbe ao peso de um sistema que n\u00e3o reconhece a justi\u00e7a; ela ergue um novo horizonte onde a \u00e9tica pode respirar. Ele \u00e9 trag\u00e9dia. Ela \u00e9 reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"3449\" data-end=\"3849\">E \u00e9 essa contraposi\u00e7\u00e3o,\u00a0 entre queda e ascens\u00e3o, sil\u00eancio e palavra, hesita\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o, que d\u00e1 \u00e0 obra de Fl\u00e1vio Chaves sua grandeza moral e filos\u00f3fica. Pois se Hamlet representa o desterro da consci\u00eancia, Sheikha Moza representa a repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Se o pr\u00edncipe denuncia o colapso da \u00e9tica ao redor, a mulher \u00e1rabe comprova que o poder pode ser instrumento de liberta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas de dom\u00ednio.<\/p>\n<p data-start=\"3851\" data-end=\"4194\">Chaves conduz esse encontro com rigor e beleza. N\u00e3o trata Hamlet como mera personagem, nem Moza como \u00edcone distante, mas como reflexos humanos que atravessam a mesma cicatriz universal: a experi\u00eancia de perder o lugar que se ama. O ex\u00edlio aqui n\u00e3o \u00e9 apenas geogr\u00e1fico, nem apenas psicol\u00f3gico, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o profunda da alma arraigada ao tempo.<\/p>\n<p data-start=\"4196\" data-end=\"4444\">Hamlet cai porque o poder o corrompe por dentro e o paralisa. Moza se eleva porque o poder, ao tocar suas m\u00e3os, ganha linguagem, mem\u00f3ria, educa\u00e7\u00e3o, cultura e humanidade. Ele \u00e9 o espelho trincado que denuncia o mundo. Ela \u00e9 a lente que o reorganiza.<\/p>\n<p data-start=\"4446\" data-end=\"4794\">\u201cNenhum poder resiste \u00e0 lucidez\u201d, escreve Chaves. Essa \u00e9 a coluna vertebral da obra. Hamlet \u00e9 aquele que v\u00ea com nitidez demais, e, por isso, n\u00e3o suporta. Moza \u00e9 aquela que viu o suficiente, e, por isso, decidiu agir. Ele \u00e9 o exilado tr\u00e1gico que adoece sob o peso do pensamento. Ela \u00e9 a exilada que transforma pensamento em a\u00e7\u00e3o civilizat\u00f3ria.<\/p>\n<p data-start=\"4796\" data-end=\"5187\">O livro lembra que toda \u00e9poca tem seus exilados, vis\u00edveis e invis\u00edveis: os que perderam a terra, os que perderam a casa, os que perderam a f\u00e9 no poder, os que perderam o nome, os que perderam a pr\u00f3pria imagem diante do espelho. Mas tamb\u00e9m afirma que o ex\u00edlio pode ser tamb\u00e9m g\u00eanese, travessia, purifica\u00e7\u00e3o: lugar onde nasce a lucidez, onde a mem\u00f3ria se fortalece, onde a identidade se refaz.<\/p>\n<p data-start=\"5189\" data-end=\"5414\">No fim, a obra deixa uma convic\u00e7\u00e3o silenciosa: quem carrega a palavra, nunca est\u00e1 totalmente desterrado.<br data-start=\"5299\" data-end=\"5302\" \/>Porque a palavra \u00e9 o pa\u00eds secreto de quem perdeu o ch\u00e3o.E a lucidez, mesmo ferida, sempre encontra caminho.<\/p>\n<p data-start=\"5416\" data-end=\"5752\">Nesta mat\u00e9ria, fica clara a grandeza de \u201cSheikha Moza, Hamlet e o Ex\u00edlio\u201d: um livro que atravessa a literatura e a pol\u00edtica, o Oriente e o Ocidente, a dor e a reconstru\u00e7\u00e3o. E que, com a eleg\u00e2ncia reflexiva de Fl\u00e1vio Chaves, recorda ao leitor que, em meio a quedas, ru\u00ednas, sil\u00eancios e degredos, ainda \u00e9 poss\u00edvel recome\u00e7ar.<\/p>\n<p data-start=\"5754\" data-end=\"6028\">Hamlet \u00e9 o an\u00fancio da ferida.Moza \u00e9 o an\u00fancio da cura. O pr\u00edncipe acusa. A mulher ergue. E o livro revela que, acima de destinos t\u00e3o distintos, existe um mesmo tra\u00e7o unindo todos os que foram arrancados de si: \u00e9 no ex\u00edlio que descobrimos quem realmente somos<strong data-start=\"5975\" data-end=\"6028\">.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reflex\u00f5es a partir da obra \u201cSheikha Moza, Hamlet e o Ex\u00edlio\u201d, do acad\u00eamico Fl\u00e1vio Chaves Existem destinos que parecem conversar no sil\u00eancio da Hist\u00f3ria. Figuras que, mesmo separadas por s\u00e9culos, geografia e cultura, emergem unidas por uma ferida comum: o ex\u00edlio. 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