{"id":2265,"date":"2025-11-29T00:27:47","date_gmt":"2025-11-29T03:27:47","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2265"},"modified":"2025-11-29T00:27:47","modified_gmt":"2025-11-29T03:27:47","slug":"a-dor-do-suicidio-final-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2265","title":{"rendered":"A dor do suic\u00eddio (Final). Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013<\/em><\/strong> E come\u00e7o j\u00e1 lembrando que entre as experi\u00eancias vividas, no escrit\u00f3rio que por tempos dividi com o Velho, houve tamb\u00e9m not\u00edcias boas. Cito apenas duas, para n\u00e3o alongar demais o texto. Uma quando empres\u00e1rio sentou na minha frente e disse com (muita) calma, e sem ang\u00fastias aparentes,<\/p>\n<p><em>\u2012 Vou me suicidar, estou consciente das implica\u00e7\u00f5es e pe\u00e7o apenas que depois explique por favor, \u00e0 minha fam\u00edlia, o porqu\u00ea dessa fuga.<\/em><\/p>\n<p>Iria perder todo seu patrim\u00f4nio, muitos dependiam dele, n\u00e3o queria v\u00ea-los sofrer, nem tinha mais \u00e2nimo para recome\u00e7ar. E, pior, \u00e9 que a culpa do desastre econ\u00f4mico que vivia nem era responsabilidade sua. Respondi<\/p>\n<p><em>\u2012 Tenho solu\u00e7\u00e3o melhor.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Qual?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Salvamos todo seu patrim\u00f4nio (perdeu apenas um apartamento na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem, j\u00e1 ent\u00e3o penhorado).<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Prefiro!!!<\/em><\/p>\n<p>Deu tudo certo e ficou feliz com a solu\u00e7\u00e3o. Claro! Tamb\u00e9m\u2026<\/p>\n<p>De outra vez, est\u00e1vamos numa reuni\u00e3o e notei algo estranho no olhar do cliente. Est\u00e1vamos todos rindo. Mas foi como um clar\u00e3o. N\u00e3o perguntem como, tive a sensa\u00e7\u00e3o clara de que iria se suicidar. Ent\u00e3o olhei para ele, bem nos olhos, e disse<\/p>\n<p><em>\u2012 N\u00e3o \u00e9 uma boa ideia.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Qual?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Essa em que voc\u00ea est\u00e1 pensando.<\/em><\/p>\n<p>Ficou mudo, por algum tempo, depois desabou, e come\u00e7ou a chorar. Mais que isso, a urrar. De dor. E desespero. Ningu\u00e9m entendeu nada, pedi que sa\u00edssem da sala, e ficamos conversando por horas. Em resumo, tamb\u00e9m deu tudo certo. Gra\u00e7as.<\/p>\n<p>Em frente \u00e0 nossa casa, na praia de Piedade, j\u00e1 fui em tr\u00eas ocasi\u00f5es buscar jovens que estavam se afogando. Os dois casos acima relatados, para mim, foram quase afogados que vieram de um outro mar, o de desesperan\u00e7a, para celebrar a vida. Agora, completo esse texto. E j\u00e1 lembro colega de classe que me mandou, sobre o tema, um texto pungente (trechos):<\/p>\n<p><em>\u2012 Conhe\u00e7o bem essa dor\u2026 \u00e9 incomensur\u00e1vel. A dor mais profunda de minha exist\u00eancia\u2026 Aos 17 anos, perdi meu pai e minha av\u00f3 materna, num espa\u00e7o de 6 meses. Ela, em Mar\u00e7o; ele, em Setembro. Preferiram abreviar a vida. A fam\u00edlia desmoronou diante da trag\u00e9dia. Quando chegou a not\u00edcia de minha av\u00f3, j\u00e1 era fato consumado. Meu pai n\u00e3o, depois do tiro que varou seu peito ainda levou 72 horas at\u00e9 partir\u2026 Nesses dias, em que sobreviveu, deparou-se com uma segunda luta. Coitado! O ato n\u00e3o lograra o fim imediato como lhe exigira seu intento. Deve ter experimentado um misto de vergonha, de frustra\u00e7\u00e3o, de incapacidade, por n\u00e3o ter alcan\u00e7ado o que desejava\u2026 N\u00f3s, filhos de suicidas, passamos, da dor extrema da perda \u00e0 tristeza profunda, o inconformismo, a revolta, o compadecimento, a culpa, mesmo a raiva\u2026. Paira sempre o medo da gen\u00e9tica que pode se reproduzir na descend\u00eancia. Penso, especialmente, nos meus filhos.<\/em><\/p>\n<p>Acredito n\u00e3o haver heran\u00e7a, nesse campo. Seria algo sem sentido. Recordo amigo falando em um sobrinho su\u00ed\u00e7o\/alem\u00e3o que tamb\u00e9m seguiu por esse caminho. E o Pastor, isso o deixou perplexo, na fala de sua despedida, apresentou a escolha dele como um \u201cdom de Deus, que deu ao homem a capacidade de escolher o seu destino\u201d. Tenho d\u00favidas sobre isso. Tamb\u00e9m lembro quando ligou Mill\u00f4r Fernandes, chorando, e disse:<\/p>\n<p><em>\u2012 Ontem caiu um avi\u00e3o, no M\u00e9xico, morreram 300 pessoas e nem me incomodei. Mas, hoje, morreu a cozinheira (de morte natural) que estava comigo faz 40 anos e estou devastado.<\/em><\/p>\n<p>Ap\u00f3s o que concluiu<\/p>\n<p><em>\u2012 A vida, meu amigo, \u00e9 breve e perto.<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o apenas isso, Mill\u00f4r, completo agora. Para dizer que a dor que d\u00f3i mais, no fundo, \u00e9 sempre a derradeira, aquela da qual n\u00e3o d\u00e1 para esquecer.<\/p>\n<p>E uma dor como esta ocorreu conosco faz pouco, no Recife, com uma amiga de quem todos gost\u00e1vamos. Ningu\u00e9m suspeitava de nada. Escrevia e nos mandava, todas as semanas, cr\u00f4nicas em que se qualificava como a\u00a0<em>Mulher do 7\u00ba Andar<\/em>.<\/p>\n<p>\u00daltima delas, com t\u00edtulo\u00a0<em>A Castanhola Menina,\u00a0<\/em>foi como premoni\u00e7\u00e3o. Estava preocupada com uma castanhola que plantou, na beira do mar da Boa Viagem, ante o risco de ser cortada pelos trabalhadores da Prefeitura na reforma do cal\u00e7ad\u00e3o. Trechos:<\/p>\n<p><em>\u00a0\u2012 Tomei o maior susto! L\u00e1 estava Em\u00edlia (assim chamava essa \u00e1rvore), \u00e0 beira de um precip\u00edcio\u2026 Naquele momento, n\u00e3o estava ali como militante de nenhuma causa ambiental. Queria apenas salvar Em\u00edlia\u2026 Quando eu j\u00e1 for cinzas e estiver junto aos ossos de meus antepassados em Bezerros, minha bisav\u00f3, meu pai, gosto de pensar que essa Amendoeira continuar\u00e1 viva, adulta, tronco forte, galhos espalhados com folhas gordas, colorindo o outono de amarelos e alaranjados, sombreando quem volta cansado do banho de mar.<\/em><\/p>\n<p>A\u00a0<em>Mulher do 7\u00ba Andar<\/em>, assim a chamava (usando suas pr\u00f3prias palavras), numa noite sem luar, fez como Chet Baker \u2013 o solit\u00e1rio trompetista de s\u00f3 58 anos que, da janela de seu quarto no Hotel Prins Hendrik (em Amsterdam), voou para o nada. E, hoje, \u00e9 \u201ccinzas\u201d.<\/p>\n<p>Como escreveu Almada Negreiros, em um bilhete para os amigos sobre o pintor Amadeo de Souza Cardoso, que se foi com apenas 31 anos, \u201cAos que gritam, a vida cala-os\u201d. Obedecendo \u00e0 regra de Drummond (<em>Alguma poesia<\/em>), \u201cA vida, para mim, \u00e9 a vontade de morrer\u201d. Pena. Para dizer isso em versos escrevi, no estilo dos sonetos portugueses antigos (com as mesmas rimas, repetidas sempre), este<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><strong><em>SONETO DA PARTIDA<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Se a vida \u00e9 uma estrada para a morte<\/em><\/p>\n<p><em>A morte \u00e9 passaporte para a vida<\/em><\/p>\n<p><em>E antes da chegada ou da partida<\/em><\/p>\n<p><em>Nos cabe nesta vida azar ou sorte<\/em><\/p>\n<p><em>Embora falte tempo para a morte<\/em><\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m n\u00e3o sobra tempo para a vida<\/em><\/p>\n<p><em>Porque desde o momento da partida<\/em><\/p>\n<p><em>O tempo segue sempre a sua sorte<\/em><\/p>\n<p><em>E nesse caminhar que \u00e9 partida<\/em><\/p>\n<p><em>E \u00e9 tamb\u00e9m chegada para a morte<\/em><\/p>\n<p><em>Sem nem saber o mapa dessa vida<\/em><\/p>\n<p><em>Choramos sem sentir a triste sorte<\/em><\/p>\n<p><em>Da morte que \u00e9 somente o fim da vida<\/em><\/p>\n<p><em>Da vida que \u00e9 maior que a pr\u00f3pria morte.<\/em><\/p>\n<p>Como ela pr\u00f3pria escreveu, agora est\u00e1 junto ao pai e outros da fam\u00edlia, em Bezerros. E sua \u201cAmendoeira\u201d ficar\u00e1, n\u00e3o se sabe por quanto tempo ainda, mas ficar\u00e1. Saudades da\u00a0<em>Mulher do 7\u00ba Andar<\/em>. Para sempre.<\/p>\n<p>Como palavras derradeiras, nos valha o sonho de M\u00e1rio Quintana (em\u00a0<em>Esconderijo do tempo<\/em>),\u00a0<em>\u201cA vida \u00e9 um inc\u00eandio. Nela dan\u00e7amos, salamandras m\u00e1gicas. Que importa restarem cinzas, se a chama foi bela e alta?\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Seja, ent\u00e3o. Cumprindo apenas proclamar que apesar dos pesares, do tempo que passa mais depressa do que deveria, de todas as dores e tristezas, da solid\u00e3o em nossa porta (salve Carlos Pena Filho) e do desespero, das ilus\u00f5es perdidas e dos sonhos desfeitos, a vida sempre vale a pena.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. 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