{"id":2233,"date":"2025-11-22T01:45:39","date_gmt":"2025-11-22T04:45:39","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2233"},"modified":"2025-11-22T01:45:39","modified_gmt":"2025-11-22T04:45:39","slug":"a-dor-do-suicidio-1aparte-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2233","title":{"rendered":"A dor do suic\u00eddio. (1\u00aaparte). Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 <\/em><\/strong>Num texto de 26\/04\/1926 (<em>sem t\u00edtulo<\/em>), Fernando Pessoa (por \u00c1lvaro de Campos) faz uma provoca\u00e7\u00e3o instigante:<\/p>\n<p>\u2012 Se te queres matar, por que n\u00e3o te queres matar?<\/p>\n<p>Ah, aproveita! Que eu, que tanto amo a morte e a vida,<\/p>\n<p>Se ousasse matar-me, tamb\u00e9m me mataria.<\/p>\n<p>No caso dele n\u00e3o era verdade, que jamais pensou nisso. Embora tenham, alguns amigos, tentado sem sucesso. Como Raul Leal, homossexual que abandonou a advocacia para viver sua triste aventura existencial; e, em Madri, se jogou sob as rodas de um autom\u00f3vel. Escapando, por per\u00edcia do motorista, sem mesmo ser atingido.<\/p>\n<p>Em 25\/09\/1930, deu-se epis\u00f3dio curioso. Quando Pessoa tramou um suic\u00eddio no\u00a0<em>Mata-c\u00e3es\u00a0<\/em>da\u00a0<em>Boca do Inferno<\/em>\u00a0(Cascais), do mago ingl\u00eas Aleister Crowley \u2012 considerado, pelos jornais de seu pa\u00eds, como\u00a0<em>O pior homem da Inglaterra<\/em>. Com ajuda de muita gente: o m\u00e9dium londrino A.V. Peters; o amigo Augusto Ferreira Gomes (para quem fez o pref\u00e1cio de seu\u00a0<em>Quinto Imp\u00e9rio<\/em>); o cunhado Caetano Dias (casado com a irm\u00e3 Teca), que lhe emprestou uma cigarreira, comprada em Zanzibar, dada como de Crowley; e, at\u00e9, a Scotland Yard. Mas era s\u00f3 brincadeira.<\/p>\n<p>\u00danico amigo de Pessoa que chegou a se suicidar, fique o registro, foi o poeta M\u00e1rio de S\u00e1 Carneiro. O mesmo que, na hora de se despedir da vida, no hoje\u00a0<em>Hotel des Artistes\u00a0<\/em>(em Montmartre), lhe deixou esse triste bilhete:<\/p>\n<p>\u2012 Um grande, grande adeus de seu pobre M\u00e1rio de S\u00e1 Carneiro, Paris, 16 abril 1916.<\/p>\n<p>O mesmo S\u00e1 Carneiro deixou tamb\u00e9m, em\u00a0<em>P\u00e1gina dum suicida,\u00a0<\/em>esses belos versos:<\/p>\n<p><em>\u2012 Serei um arrojado descobridor de mundos:<\/em><\/p>\n<p><em>Colombo descobriu a Am\u00e9rica;<\/em><\/p>\n<p><em>Vasco da Gama, a \u00cdndia;\u2026<\/em><\/p>\n<p><em>Eu descobrirei a Morte!\u2026<\/em><\/p>\n<p>No in\u00edcio de texto importante (<em>Eutan\u00e1sia, suic\u00eddio assistido, ortotan\u00e1sia e quest\u00f5es paralelas<\/em>), ainda in\u00e9dito, o ministro do STJ (Marcelo Navarro) Ribeiro Dantas exp\u00f5e:<\/p>\n<p>\u2012 A tens\u00e3o entre decidir sobre o pr\u00f3prio morrer e a sacralidade ou indisponibilidade da vida, percorre toda a discuss\u00e3o sobre a eutan\u00e1sia (ato m\u00e9dico que p\u00f5e fim \u00e0 vida a pedido do paciente) e o suic\u00eddio assistido (quando o paciente, com suporte m\u00e9dico, autoadministra a subst\u00e2ncia letal). Mas o pr\u00f3prio suic\u00eddio, entendido como possibilidade de decidir quando e como morrer, tamb\u00e9m tem a ver com isso tudo.<\/p>\n<p>Vale ainda lembrar, ao falar nesse tema, do livro\u00a0<em>Suicide, mode d\u2019emploi\u00a0<\/em>(A bula do suic\u00eddio), de Claude Guillon. Apesar de vetado pela censura francesa, conseguimos comprar um exemplar nas livrarias. Paris, nesse campo, \u00e9 um pouco do Recife. Para quem quiser, um bom guia. Ensina como falsificar uma receita m\u00e9dica, para comprar os rem\u00e9dios certos nas farm\u00e1cias; permite escolher como se quer morrer \u2012 rapidamente ou devagar, com sofrimento ou n\u00e3o, quanto vai custar. Interessante de ler. Sobretudo por quem n\u00e3o esteja pensando nisso.<\/p>\n<p>Faz pouco, nesse campo, tivemos uma perda importante. Do grande poeta Ant\u00f4nio C\u00edcero, confrade querido na Academia Brasileira de Letras, que cometeu suic\u00eddio assistido na Su\u00ed\u00e7a. E deixou, para os amigos, uma carta pungente. Seguem trechos:<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>\u2012 Encontro-me na Su\u00ed\u00e7a, prestes a praticar eutan\u00e1sia. O que ocorre \u00e9 que minha vida se tornou insuport\u00e1vel. Estou sofrendo de Alzheimer. Assim, n\u00e3o me lembro sequer de algumas coisas que ocorreram n\u00e3o apenas no passado remoto, mas mesmo de coisas que ocorreram ontem. Exceto os amigos mais \u00edntimos, como voc\u00eas, n\u00e3o mais reconhe\u00e7o muitas pessoas que encontro na rua e com as quais j\u00e1 convivi\u2026 Apesar de tudo isso, ainda estou l\u00facido bastante para reconhecer minha terr\u00edvel situa\u00e7\u00e3o\u2026 A conviv\u00eancia com voc\u00eas, meus amigos, era uma das coisas \u2013 sen\u00e3o a coisa \u2013 mais importante da minha vida. Hoje, do jeito em que me encontro, fico at\u00e9 com vergonha de reencontr\u00e1-los\u2026 Espero ter vivido com dignidade e espero morrer com dignidade. Eu os amo muito e lhes envio muitos beijos e abra\u00e7os!<\/p>\n<p>A respeito, bom lembrar novamente o ministro Ribeiro Dantas:<\/p>\n<p>\u2012 Causar a morte de algu\u00e9m \u2014 ainda que por compaix\u00e3o e a pedido expresso do paciente \u2012 \u00e9 crime (art. 114 do C\u00f3digo Penal Su\u00ed\u00e7o). Pena: at\u00e9 3 anos de pris\u00e3o ou multa. Mas o suic\u00eddio assistido \u00e9 permitido em determinadas condi\u00e7\u00f5es. Prestar aux\u00edlio para que a pr\u00f3pria pessoa ponha fim \u00e0 pr\u00f3pria vida n\u00e3o \u00e9 pun\u00edvel quando o ajudante n\u00e3o age por motivo ego\u00edsta (art. 115 do C\u00f3digo Penal).<\/p>\n<p>Ao longo da vida, tive experi\u00eancias pessoais dolorosas. Como a de Annie, na cidadezinha de Gilze (Holanda), que fez dito suic\u00eddio assistido; quando seu irm\u00e3o e escritor Harrie Lemmens, outro amigo pr\u00f3ximo, lhe perguntou<\/p>\n<p><em>\u2012 Voc\u00ea est\u00e1 em paz?<\/em><\/p>\n<p>Ela, sorrindo,<\/p>\n<p><em>\u2012 Mais que isso, aliviada.<\/em><\/p>\n<p>Ou o amigo Aguinaldo Lyra, colega de classe no col\u00e9gio N\u00f3brega; depois, holand\u00eas e alto funcion\u00e1rio do governo, que tamb\u00e9m fez suic\u00eddio assistido. Ligou para mim poucos dias antes, em 29\/10\/2018, para se despedir. Perguntei<\/p>\n<p><em>\u2013 Como vai ser?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 At\u00e9 quarta, me despe\u00e7o de parentes e amigos, entre eles voc\u00ea. Quinta, mulher e filhos. Sexta de manh\u00e3, s\u00f3 a mulher. No come\u00e7o da tarde chegar\u00e3o m\u00e9dico da fam\u00edlia, enfermeiro, juiz, tabeli\u00e3o. E \u00e0s 16 horas, na cama, tomarei uma inje\u00e7\u00e3o. N\u00e3o sentirei dor, assim prometeram.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Adeus, Aguinaldo, breve nos encontraremos em algum lugar.<\/em><\/p>\n<p>Fim do telefonema. Fiquei paralisado. Tudo iria acontecer na sexta, 2 de novembro \u2013 Dia de Finados no Brasil, por artes do Destino. Ao meio-dia daqui. Maria Lect\u00edcia mandou rezar, nessa hora, missa para ele. Lembrei versos de Pessoa (\u00c1lvaro de Campos,\u00a0<em>Dois excertos de odes<\/em>) \u201cVem, dolorosa\/ M\u00e3o fresca sobre a testa em febre dos humildes\/ Sabor de \u00e1gua sobre os l\u00e1bios dos cansados\u201d. Que essa m\u00e3o fresca torne mais doce a sua partida, querido amigo. Descanse em paz.<\/p>\n<p>Lembro tamb\u00e9m conversa com Nehemias Gueiros (presidente da OAB Federal). Na Embaixada do Brasil, em Londres, para comemorar o primeiro t\u00edtulo na F\u00f3rmula 1 de Emerson Fittipaldi (1972). Com o piloto presente, claro. L\u00e1 est\u00e1vamos a convite do embaixador S\u00e9rgio Correia da Costa e sua mulher (da \u00e9poca), Zazi, neta de Oswaldo Aranha. E nem pedimos explica\u00e7\u00f5es, a Nehemias, por ter sido redator do Ato Institucional n\u00famero 2, em 27\/10\/1965, sacralizando a Ditadura Militar. Sem chances porque falava s\u00f3 na mulher que acabara de falecer, tentando suic\u00eddio por tr\u00eas vezes, e nos contou<\/p>\n<p><em>\u2012 Sabem o que doeu de verdade?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 N\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 No hospital em que estava internada para tentar se recuperar, quando eu falava no futuro, que ir\u00edamos ficar bem, ela respondia \u201cE voc\u00ea ainda n\u00e3o percebeu que j\u00e1 basta? Que n\u00e3o quero mais?\u201d<\/em><\/p>\n<p><strong>P.S. Continua da pr\u00f3xima semana.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. 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