{"id":2229,"date":"2025-11-22T00:33:41","date_gmt":"2025-11-22T03:33:41","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2229"},"modified":"2025-11-22T00:33:41","modified_gmt":"2025-11-22T03:33:41","slug":"gazeta-pernambucana-editorial-a-eleicao-sequestrada-pelas-dinastias-e-o-povo-a-deriva-e-esquecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2229","title":{"rendered":"GAZETA PERNAMBUCANA &#8211; EDITORIAL:  A elei\u00e7\u00e3o sequestrada pelas dinastias e o povo \u00e0 deriva e esquecimento"},"content":{"rendered":"<h3 data-start=\"0\" data-end=\"230\">Piratas do poder transformam a democracia em capitania familiar, navegando entre heran\u00e7as, manipula\u00e7\u00e3o emocional e o naufr\u00e1gio silencioso da cidadania.<\/h3>\n<p data-start=\"232\" data-end=\"701\">Numa democracia ainda em busca de maturidade, assiste-se, com desconcertante naturalidade, \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o de um enredo herdado do per\u00edodo colonial, o poder que se transfere por sobrenome, o voto que consagra cl\u00e3s, a elei\u00e7\u00e3o transformada em ritual de continuidade familiar. \u00c9 o tio que passa o bast\u00e3o ao sobrinho, a irm\u00e3 que herda o esp\u00f3lio do irm\u00e3o, o neto que adota o nome pol\u00edtico do av\u00f4 como se herdasse n\u00e3o s\u00f3 um capital simb\u00f3lico, mas a pr\u00f3pria cadeira no parlamento.<\/p>\n<p data-start=\"703\" data-end=\"1091\">N\u00e3o se trata de exce\u00e7\u00e3o, mas de pr\u00e1tica disseminada, e cada vez mais profissionalizada, onde a l\u00f3gica do sangue suplanta o princ\u00edpio da representatividade. Esse fen\u00f4meno, que poder\u00edamos chamar de pol\u00edtica heredit\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 apenas um desvio da democracia, \u00e9 sua par\u00f3dia mais cruel. Enquanto os sobrenomes circulam em c\u00edrculos fechados, o povo permanece estagnado, afogado no esquecimento.<\/p>\n<p data-start=\"1093\" data-end=\"1531\">A perpetua\u00e7\u00e3o familiar do poder corr\u00f3i o esp\u00edrito republicano e transforma o pleito eleitoral em simula\u00e7\u00e3o de escolha. Herda-se a m\u00e1quina, o prest\u00edgio, os favores acumulados. Cria-se uma pol\u00edtica de pertencimento, em que os la\u00e7os familiares valem mais que propostas, e a continuidade \u00e9 vendida como seguran\u00e7a. Os eleitores, seduzidos por nomes familiares, depositam sua confian\u00e7a n\u00e3o em projetos de sociedade, mas em fantasmas de mem\u00f3ria.<\/p>\n<p data-start=\"1533\" data-end=\"2105\">Reatualiza-se, sob nova est\u00e9tica, o velho patrimonialismo, agora, ao inv\u00e9s de fazendas e escravos, herdam-se prefeituras, mandatos e or\u00e7amentos p\u00fablicos. Alexis de Tocqueville, ao alertar para o despotismo suave das democracias, talvez previsse esse cen\u00e1rio em que a liberdade formal convive com a concentra\u00e7\u00e3o invis\u00edvel do poder. Robert Michels, com sua \u201clei de ferro das oligarquias\u201d, diagnosticou o que hoje vemos, mesmo regimes democr\u00e1ticos tendem a se converter em dom\u00ednios de elites est\u00e1veis. Aqui, no entanto, o mecanismo se d\u00e1 \u00e0 vista de todos, e com voto popular.<\/p>\n<p data-start=\"2107\" data-end=\"2453\">O marketing emocional desses grupos \u00e9 meticuloso. Vendem continuidade como estabilidade, tradi\u00e7\u00e3o como confiabilidade, e afeto como identidade pol\u00edtica. O eleitor \u00e9 convencido de que votar no herdeiro \u00e9 preservar conquistas. A aus\u00eancia de debate program\u00e1tico \u00e9 preenchida com biografias emotivas, fotos de fam\u00edlia e uma ret\u00f3rica de pertencimento.<\/p>\n<p data-start=\"2455\" data-end=\"2758\">Mas o que est\u00e1 em jogo n\u00e3o \u00e9 apenas o direito de um familiar suceder outro, \u00e9 a captura do espa\u00e7o p\u00fablico por um projeto privado de poder. N\u00e3o h\u00e1 democracia onde n\u00e3o h\u00e1 altern\u00e2ncia. N\u00e3o h\u00e1 representatividade quando o poder circula entre os mesmos. N\u00e3o h\u00e1 rep\u00fablica onde sobrenomes pesam mais que ideias.<\/p>\n<p data-start=\"2760\" data-end=\"3094\">Como dizia Arist\u00f3teles, a cidade justa \u00e9 aquela orientada para o bem comum, e n\u00e3o para o bem de uma casa. E como lembrava Conf\u00facio, \u201caquele que governa desejando o bem ser\u00e1 seguido pelo povo\u201d. O que vemos \u00e9 o oposto, aqueles que governam desejando manter seu nome sobre o povo, mesmo que isso custe a verdade, o progresso e a justi\u00e7a.<\/p>\n<p data-start=\"3096\" data-end=\"3472\">Estamos diante de capitanias eleitorais que se modernizaram, mas n\u00e3o se transformaram. A roupa mudou, o discurso mudou, mas a l\u00f3gica permanece, manter o poder em casa, como um bem de fam\u00edlia. O povo, reduzido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de ratificador, continua exclu\u00eddo das decis\u00f5es. Navega-se um barco conduzido por piratas heredit\u00e1rios, enquanto a maioria afunda na indiferen\u00e7a e na escassez.<\/p>\n<p data-start=\"3474\" data-end=\"3819\">\u00c9 tempo de romper esse ciclo. O voto deve ser ferramenta de ruptura, n\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o de dinastias. \u00c9 preciso que o eleitor veja al\u00e9m do nome, al\u00e9m do rosto conhecido, al\u00e9m da promessa confort\u00e1vel. S\u00f3 h\u00e1 democracia real onde h\u00e1 disputa real de ideias. De outra forma, estaremos apenas simulando liberdade dentro de uma gaiola de ouro familiar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Piratas do poder transformam a democracia em capitania familiar, navegando entre heran\u00e7as, manipula\u00e7\u00e3o emocional e o naufr\u00e1gio silencioso da cidadania. 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