{"id":2226,"date":"2025-11-16T13:33:48","date_gmt":"2025-11-16T16:33:48","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2226"},"modified":"2025-11-16T13:33:48","modified_gmt":"2025-11-16T16:33:48","slug":"a-cronica-domingueira-por-magno-martins-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2226","title":{"rendered":"A cr\u00f4nica domingueira. Por Magno Martins"},"content":{"rendered":"<div id=\"ub-expand-full-367f24bb-5b17-439e-a846-c4e33ffdbebb\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-partial wp-block-ub-expand-portion\" tabindex=\"0\" role=\"button\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"ub-expand-full-367f24bb-5b17-439e-a846-c4e33ffdbebb\">\n<p><strong>Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>A primeira casa \u00e9 como a primeira professora: imposs\u00edvel esquecer. Para mim, o Di\u00e1rio de Pernambuco, que comemora seu bicenten\u00e1rio, \u00e9 um retrato drummondiano na parede da mem\u00f3ria, impregnado no meu cora\u00e7\u00e3o. Matuto expulso da seca no Sert\u00e3o do Paje\u00fa, pisei na reda\u00e7\u00e3o do velho DP com apenas 17 anos. Foi um estampido de emo\u00e7\u00e3o e ao mesmo tempo de medo.<\/p>\n<p>Medo de tudo: do desafio que se abria pelo futuro incerto, do barulho infernal de um ex\u00e9rcito de malucos produzindo em m\u00e1quinas de datilografia, de estar frente a frente com \u00eddolos que s\u00f3 conhecia pelas p\u00e1ginas do jornal mais antigo em circula\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, como Jos\u00e9 Adalberto Ribeiro, colunista pol\u00edtico, Jo\u00e3o Alberto, colunista social e Adonias de Moura, editor de Esportes e colunista, que me trazia o notici\u00e1rio do meu Santa Cruz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2227 aligncenter\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-15-at-20.50.44-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-15-at-20.50.44-300x225.jpeg 300w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-15-at-20.50.44-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-15-at-20.50.44-768x576.jpeg 768w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/WhatsApp-Image-2025-11-15-at-20.50.44.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"ub-expand-full-367f24bb-5b17-439e-a846-c4e33ffdbebb\" class=\"ub-expand-portion ub-expand-full wp-block-ub-expand-portion\" tabindex=\"0\" role=\"button\" aria-expanded=\"false\" aria-controls=\"ub-expand-full-367f24bb-5b17-439e-a846-c4e33ffdbebb\">\n<p>Gildson Oliveira, editor do Interior, meu primeiro chefe, pr\u00eamio Esso com uma s\u00e9rie de reportagens sobre Luiz Gonzaga, o Rei do Bai\u00e3o, era implac\u00e1vel. Rasgava minhas mat\u00e9rias trazidas do Interior na minha cara, quando perdia a paci\u00eancia com meus textos rebuscados. E dizia: \u201cSabe em qual p\u00e1gina vai sair sua mat\u00e9ria? Na sexta p\u00e1gina, a cesta do lixo\u201d.<\/p>\n<p>Era humilhante? Sim, mas com o passar do tempo compreendi que jornalismo se aprende com chefes chatos, exigentes, duros, cr\u00edticos e at\u00e9 mal-educados. Enfrentei muitos assim em Bras\u00edlia, no Correio Braziliense, no Jornal de Bras\u00edlia, em O Globo. Certa vez, atuando na ag\u00eancia O Globo, meu chefe me escalou para cobrir um balancete econ\u00f4mico, no Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n<p>Foi um desastre, uma experi\u00eancia terr\u00edvel, que nunca vou esquecer. Eram n\u00fameros e mais n\u00fameros intraduz\u00edveis para um rep\u00f3rter que n\u00e3o entendia patavinas de economia fazend\u00e1ria. Levei gritos pelo telefone. Era o in\u00edcio da era digital, de not\u00edcias em tempo real. A concorr\u00eancia nos engoliu.<\/p>\n<p>O Di\u00e1rio de Pernambuco era o cora\u00e7\u00e3o que pulsava mais forte na Pra\u00e7a da Independ\u00eancia, cen\u00e1rio de com\u00edcios e manifesta\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Cen\u00e1rio tamb\u00e9m do assassinato brutal do estudante Dem\u00f3crito de Souza Filho, em 3 de mar\u00e7o de 1945. Ele foi atingido por um tiro da pol\u00edcia pol\u00edtica do Estado Novo durante uma manifesta\u00e7\u00e3o popular. O fato gerou grande repercuss\u00e3o e entrou para a hist\u00f3ria como um marco contra a ditadura de Get\u00falio Vargas.<\/p>\n<p>O DP dos meus tempos de foca (jornalista em in\u00edcio de profiss\u00e3o) era \u00fanico e imbat\u00edvel. O JC, seu concorrente, agonizava. N\u00e3o fazia concorr\u00eancia. Havia ainda o Di\u00e1rio da Manh\u00e3, que Heleno Gouveia, seu controlador, fixava em placas nas ruas mais movimentadas do Recife. Tamb\u00e9m o Di\u00e1rio da Noite, que se espremesse jorrava sangue. Tempos bons! Atuei por 20 anos nos Associados, entre o DP, Correio Braziliense, R\u00e1dio Clube, R\u00e1dio Planalto e Ag\u00eancia Meridional.<\/p>\n<p>Saudade de Ant\u00f4nio Camelo, que me deu carta branca para abrir, montar e dirigir a sucursal do DP em Bras\u00edlia. De Joezil Barros, meu padrinho e amigo de todas as horas. De Sel\u00eanio Homem de Siqueira, um dos intelectuais mais refinados que convivi. De Carlos Cavalcanti, meu segundo chefe, para quem fazia ronda policial e por quem era escalado para cobrir em Exu a guerra entre as fam\u00edlias Alencar, Sampaio e Saraiva.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o lembrar do velho Ponzo, que datilografava as mat\u00e9rias usando apenas uma m\u00e3o por causa de uma defici\u00eancia f\u00edsica. De Danda Neto, meu primeiro chefe na editoria de Pol\u00edtica, de anarquistas, como M\u00e1rcio Maia e Amin Stepple, e de figuras engra\u00e7adas como Zadok Castelo Branco, que batia suas mat\u00e9rias sentado sobre uma pilha de jornais. De gente memor\u00e1vel, como Z\u00e9 Maria Garcia, chefe de diagrama\u00e7\u00e3o por mais de 50 anos.<\/p>\n<p>Z\u00e9 Maria s\u00f3 fazia o espelho da primeira p\u00e1gina do DP depois de bater o ponto na Cristal, onde tomava seus conhaques. No jornalismo do passado, a not\u00edcia estava nas ruas, nas viagens, chegavam em grandes reportagens em que a pr\u00f3pria vida era colocada em risco.<\/p>\n<p>Havia um maior foco em reportagens longas e investigativas, com tempo e espa\u00e7o para um desenvolvimento mais completo dos fatos e narrativas mais ricas. O jornalismo tradicional era percebido como mais rigoroso na verifica\u00e7\u00e3o dos fatos, com a credibilidade sendo um pilar fundamental da profiss\u00e3o, o que gerava maior confian\u00e7a no p\u00fablico.<\/p>\n<p>Profissionais de renome, muitas vezes com estilos de escrita distintos e vozes marcantes (como locutores de r\u00e1dio e \u00e2ncoras de TV), tornavam-se figuras emblem\u00e1ticas e fontes de autoridade. A produ\u00e7\u00e3o e o consumo de not\u00edcias tinham um ritmo menos fren\u00e9tico do que o atual. Os jornais eram di\u00e1rios, e os notici\u00e1rios de r\u00e1dio e TV tinham hor\u00e1rios definidos, permitindo uma digest\u00e3o mais pausada das informa\u00e7\u00f5es, em oposi\u00e7\u00e3o ao fluxo constante da internet.<\/p>\n<p>O estilo jornal\u00edstico buscava um meio-termo entre a linguagem liter\u00e1ria e a falada, valorizando a qualidade do texto e a capacidade de contar hist\u00f3rias de forma envolvente e detalhada. Com a limita\u00e7\u00e3o de canais e a aus\u00eancia de redes sociais, o p\u00fablico tinha acesso a um conjunto de informa\u00e7\u00f5es mais selecionado e editado profissionalmente, o que reduzia a dispers\u00e3o e a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa nostalgia reflete, em parte, a velocidade e a fragmenta\u00e7\u00e3o do jornalismo contempor\u00e2neo, onde a urg\u00eancia da not\u00edcia digital muitas vezes se sobrep\u00f5e ao aprofundamento, e a credibilidade \u00e9 constantemente questionada pela dissemina\u00e7\u00e3o de fake news e conte\u00fados de opini\u00e3o disfar\u00e7ados de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Magno Martins \u2013 Jornalista, poeta e escritor\u00a0 \u2013\u00a0 A primeira casa \u00e9 como a primeira professora: imposs\u00edvel esquecer. 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