{"id":2210,"date":"2025-11-08T23:05:20","date_gmt":"2025-11-09T02:05:20","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2210"},"modified":"2025-11-08T23:05:20","modified_gmt":"2025-11-09T02:05:20","slug":"campos-de-concentracao-e-leitores-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2210","title":{"rendered":"Campos de concentra\u00e7\u00e3o e leitores. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013 <\/em><\/strong>O melhor, para quem escreve, \u00e9 sentir a rea\u00e7\u00e3o dos leitores. Por isso deixo, por baixo dos textos, meu e-mail. Permitindo possam falar, se acaso desejarem.<\/p>\n<p>Na semana passada, por exemplo, relatei um peda\u00e7o da vida de amigo querido, o advogado Mickel Sava Nicollof.\u00a0Todos o elogiaram, nos coment\u00e1rios. Gra\u00e7as. E, mais importante, a fam\u00edlia gostou. Muito. Disse tamb\u00e9m dos campos de concentra\u00e7\u00e3o, como aquele em que seu pai viveu os derradeiros dias, aqui em Pernambuco. E chegaram informa\u00e7\u00f5es. Seguem algumas (entre muitas):<\/p>\n<p><strong>Giovanni Mastroianni.\u00a0<\/strong>Mickel foi registrado caruaruense no mesmo cart\u00f3rio em que me registrei, o primeiro de Caruaru. Pertencente a minha amiga Marieta Lyra de Azevedo, casada com Sizenando Guilherme de Azevedo, ex-prefeito da\u00a0<em>Capital do Agreste<\/em>. Apesar de registrado caruaruense, era sabido por todos que a origem de Mickel era estrangeira (como vimos, nasceu em Berlim).<\/p>\n<p><strong>Girley.\u00a0<\/strong>Nem sei como falar sobre o que interpretei. De todo modo, digamos que foi oportuno. \u00c9 duro saber que inocentes padecem de t\u00e3o abomin\u00e1vel modo de puni\u00e7\u00e3o indevida. Em pleno s\u00e9culo 21.\u00a0Conhe\u00e7o o livro de Rostand, meu velho e dileto amigo de saudosa mem\u00f3ria.\u00a0Meu abra\u00e7o, caro Imortal.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Jo\u00e3o Francisco.\u00a0<\/strong>Get\u00falio flertou forte com o Eixo de Hitler (v. Olga), at\u00e9 que um navio mercante nosso foi abatido por um U-Boat, fato que nos empurrou para combater ao lado dos aliados. Obviamente, ap\u00f3s este ocorrido, japoneses, italianos e especialmente alem\u00e3es tiveram dificuldades.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Jos\u00e9 Almino (filho de Miguel Arraes).\u00a0<\/strong>O sogro de tia Violeta, Henri Gervaiseau, eu o conheci j\u00e1 com mais 90 anos e l\u00facido, me contou que, prisioneiro dos alem\u00e3es na Primeira Guerra em 1916\/1917, ficou num campo de concentra\u00e7\u00e3o na Alemanha at\u00e9 1918. No entanto, as complica\u00e7\u00f5es advindas das discuss\u00f5es sobre o acordo de paz fez com que s\u00f3 chegasse em Chatou (municipalidade perto de Paris) em meados de 1919. Pensava em fazer uma\u00a0<em>agregation de<\/em>\u00a0<em>grec et latin<\/em>, terminou como\u00a0<em>notaire<\/em>\u00a0em Chatou.<\/p>\n<p><strong>Jorge Geisel.\u00a0<\/strong>Em 1945, depois dos inigual\u00e1veis horrores\u00a0 sofridos,\u00a0 quando as na\u00e7\u00f5es civilizadas\u00a0 ocidentais imaginavam\u00a0 que uma vitoriosa \u00e9poca de\u00a0 paz acordada, de justi\u00e7a e, acima de tudo,\u00a0 de Liberdade haveriam de inaugurar uma nova era em busca da felicidade, acabaram trombando em s\u00e9rios impedimentos estabelecidos pelas t\u00e9tricas manifesta\u00e7\u00f5es de apoios, permanentes e c\u00edclicos, aos sucessos materiais, em detrimento das\u00a0 virtudes republicanas (e de limitada dura\u00e7\u00e3o\u2026.) de regimes pol\u00edticos com democracias fraudadas pelos populismos e banhados de interpreta\u00e7\u00f5es sob encomenda em tribunais ideol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>Mauro Grinberg.\u00a0<\/strong>H\u00e1 um fato interessante sobre campos de concentra\u00e7\u00e3o no Brasil. Um navio da marinha alem\u00e3, fazendo o trajeto entre \u00c1frica do Sul e Alemanha, foi for\u00e7ado a atracar no porto de Santos. Quando o Brasil declarou guerra \u00e0 Alemanha, os tripulantes foram levados a um suposto campo de concentra\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o de Pindamonhangaba, onde permaneceram at\u00e9 o final da guerra. Como o campo era brasileiro, a disciplina era bem relaxada e muitos alem\u00e3es acabaram por se enturmar na regi\u00e3o. Terminada a guerra, os mais enturmados ficaram por aqui mesmo. Inclusive dois tripulantes que abriram um restaurante de comida alem\u00e3 chamado Windhuk (o nome do navio), que existe at\u00e9 hoje no bairro de Moema (S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p><strong>Rafael de Menezes.\u00a0<\/strong>J\u00e1 visitei Tarrafal, o campo de Salazar em Cabo Verde, fui no pa\u00eds em congresso dos pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa. Viva Serginho cinquent\u00e3o.<\/p>\n<p>Ocorre que uma frase no in\u00edcio da coluna, amigo leitor, levou a opini\u00f5es desencontradas. Balzac tinha raz\u00e3o (em\u00a0<em>Ferragus<\/em>), quando reconhece que \u201cAs paix\u00f5es perdoam t\u00e3o pouco quanto as leis humanas\u201d. O que escrevi?, senhores, isso:<\/p>\n<p><em>\u2013 Ao ver milhares de brasileiros na Esplanada dos Minist\u00e9rios, tangidos como bois para as pris\u00f5es, velhos e mulheres entre eles, como se fossem um rebanho, a imagem lembrou dos campos de concentra\u00e7\u00e3o. Que assim eram recolhidos, naqueles tempos, opositores do governo.<\/em><\/p>\n<p>Certo ou errado, n\u00e3o importa, foi o que senti vendo aquelas imagens. Alguns leitores concordaram, outros n\u00e3o. Mais importante e de alguma forma triste, nessas diferen\u00e7as, \u00e9 que revelam um Brasil fraturado. Em guerra interna. Toler\u00e2ncia zero com a opini\u00e3o dos outros. Para que tenha o leitor ideia, seguem algumas dessas opini\u00f5es, apenas duas de cada lado para n\u00e3o alongar o texto:<\/p>\n<p><em><strong>Contra o que disse:<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>F\u00e1tima Alencar.\u00a0<\/strong>Antes disso, ao ver\u00a0milhares de brasileiros\u00a0opositores do governo\u00a0democraticamente eleito, na Esplanada dos Minist\u00e9rios totalmente descontrolados e enfurecidos, a imagem me lembra\u00a0um campo de guerra! No fundo, temos pensamentos em comum\u2026<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Xico Bizerra.\u00a0<\/strong>Exagero, solicito v\u00eania, comparar as pris\u00f5es nazistas com as que ocorreram em decorr\u00eancia do 8 de janeiro. Os atos de terror e vandalismo daquele dia n\u00e3o podem ficar impunes sob pena de servirem de est\u00edmulo \u00e0 reincid\u00eancia. Pode-se, a meu ver, at\u00e9 discutir a quest\u00e3o da dosimetria, mas n\u00e3o o m\u00e9rito dos crimes cometidos. Velhinhos e senhoras (n\u00e3o os vi com a B\u00edblia na n\u00e3o) poderiam estar em qualquer lugar, mas n\u00e3o depredando bens da Uni\u00e3o, cagando, literalmente, no \u00e2mbito de institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, promovendo atos de vandalismo expl\u00edcito e viol\u00eancia material.<\/p>\n<p><em><strong>Ou a favor do que disse:<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Edjailson Xavier Correia Jaja.\u00a0<\/strong>Precisamente no dia 08 de janeiro, minha certeza ficou consolidada. Olhei para minha Esposa e afirmei que estava nascendo o\u00a0<em>Juiz Roland Freisler do S\u00e9culo XXI,<\/em>\u00a0dentro do STF, e que a Na\u00e7\u00e3o iria testemunhar o\u00a0<em>Rasgar de sua Constitui\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0e o fim do\u00a0<em>Estado de Direito<\/em>\u00a0pelo Alexandre Moraes, naquela Corte. O Juiz Alem\u00e3o Roland Freisler, bom lembrar, \u00e9 um\u00a0<em>Criminoso Maior<\/em>; que, atrav\u00e9s de Atos Monocr\u00e1ticos, criou o Estado Nazista\u2026<\/p>\n<p>Depois se uniu a Himler, criou os Campos de Concentra\u00e7\u00e3o e seus derivados de Crimes contra a Humanidade; e por \u00faltimo, atrav\u00e9s de narrativas,\u00a0uma Pol\u00edcia Especial junto com Himler,\u00a0que depois viria a ser a SS e a Gestapo, numa divis\u00e3o estrat\u00e9gica. E\u00a0<em>monocraticamente<\/em>, atrav\u00e9s de narrativas, condenou Judeus, Crist\u00e3os e advers\u00e1rios do Regime, os mandando para Campos de Concentra\u00e7\u00e3o criados nessa sociedade infernal\u2026 O Judici\u00e1rio Alem\u00e3o se tornou acima das Leis e da Constitui\u00e7\u00e3o implantando\u00a0o terror para perpetua\u00e7\u00e3o do Nazismo pelo mundo al\u00e9m da Alemanha\u2026 O Juiz Roland Freisler, que transformou a Justi\u00e7a em Terror, era chamado de\u00a0<em>O Carrasco de Toga Vermelha\u2026<\/em><\/p>\n<p><strong>Marcos Albanez.\u00a0<\/strong>Seu artigo de hojeme faz lembrar o nojo e a vontade de vomitar quando me lembro das\u00a0<em>pris\u00f5es legais<\/em>\u00a0dos terroristas de 8 de janeiro\u2026 Paradoxalmente, perigosos terroristas s\u00e3o condenados a 17 anos de pris\u00e3o por terem escrito \u2013 com batom algo numa est\u00e1tua do desmoralizado stf (min\u00fasculo mesmo) e por estarem vendendo picol\u00e9 nos lugares e nas horas erradas\u2026 Com esses caras, o pa\u00eds jamais sair\u00e1 do\u00a0<em>estado de coma profundo<\/em>,\u2026<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>E segue a vida, caro leitor. Fernando Pessoa, numa\u00a0<em>anota\u00e7\u00e3o sem data,<\/em>\u00a0escreveu: \u201cN\u00e3o tenho opini\u00f5es formadas, nem creio demasiadamente no valor de todas opini\u00f5es\u201d. Talvez por isso, respeito as opini\u00f5es dos outros. Sempre. Assim compreendo a Democracia. Na linha do que dizia Trist\u00e3o de Ata\u00edde (Alceu do Amoroso Lima), em\u00a0<em>O problema do trabalho,<\/em>\u00a0\u201cA Democracia \u00e9 um regime de conviv\u00eancia, e n\u00e3o de exclus\u00e3o\u201d. Assim seja. Pelo menos deveria, creio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013 O melhor, para quem escreve, \u00e9 sentir a rea\u00e7\u00e3o dos leitores. 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