{"id":2162,"date":"2025-11-01T21:41:42","date_gmt":"2025-11-02T00:41:42","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2162"},"modified":"2025-11-01T21:41:42","modified_gmt":"2025-11-02T00:41:42","slug":"gazeta-pernambucana-editorial-finados-o-peso-do-silencio-e-a-eterna-presenca-dos-que-se-foram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2162","title":{"rendered":"GAZETA PERNAMBUCANA &#8211; EDITORIAL: Finados, o peso do sil\u00eancio e a eterna presen\u00e7a dos que se foram"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Onde a saudade se faz verbo e a mem\u00f3ria, eternidade.<\/strong><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 apenas uma data no calend\u00e1rio. \u00c9 uma topografia interior, uma paisagem de aus\u00eancias que se faz presente. O Dia de Finados n\u00e3o se anuncia com estrondo, mas com um sil\u00eancio. Um sil\u00eancio denso, povoado, que desce sobre n\u00f3s como um v\u00e9u de fina algod\u00e3o, atrav\u00e9s do qual o mundo de l\u00e1 e o mundo de c\u00e1 se entrela\u00e7am em fios de saudade e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Sua g\u00eanese, no Ocidente, mergulha as ra\u00edzes na umidade dos antigos mosteiros beneditinos. Foi no s\u00e9culo X que o abade Odilo de Cluny instituiu a comemora\u00e7\u00e3o de todos os fi\u00e9is defuntos, um dia ap\u00f3s a celebra\u00e7\u00e3o de Todos os Santos. Era o reconhecimento t\u00e1cito de que a santidade convive com a humanidade, e que a comunidade dos vivos tem uma d\u00edvida de ora\u00e7\u00e3o com a comunidade dos que partiram. A data, desde seu nascimento, carrega esse duplo movimento: erguer os olhos para o c\u00e9u, sem deixar de sentir a terra sob os p\u00e9s, terra essa que um dia nos receber\u00e1.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Neste dia, o luto e a mem\u00f3ria n\u00e3o s\u00e3o opostos, mas irm\u00e3os siameses. O luto \u00e9 a ferida, a cicatriz que lateja. A mem\u00f3ria \u00e9 o b\u00e1lsamo, o sangue que ainda circula por veias rompidas. Lembrar n\u00e3o \u00e9 um ato de fuga da dor, mas uma forma complexa de presen\u00e7a. \u00c9 no ato de rememorar que os que se foram reassumem, por instantes fugidios, sua corporeidade em nosso esp\u00edrito. Eles voltam no cheiro de uma comida, na curva de uma can\u00e7\u00e3o, no modo peculiar como a luz da tarde incide sobre uma cadeira vazia. A homenagem, portanto, \u00e9 essa invoca\u00e7\u00e3o. Ela atravessa o tempo e a cultura popular: das velas acesas nos cemit\u00e9rios europeus, que iluminam o caminho dos mortos, ao copo d\u2019\u00e1gua deixado sobre o altar caseiro, dos coloridos \u201cDias de los Muertos\u201d mexicanos, com suas caveiras doces e flores de cempas\u00fachil, aos quietos passeios entre t\u00famulos em uma manh\u00e3 de novembro.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Aqui, na terra de Freire e Brennand, de maracatus e na\u00e7\u00f5es, a rela\u00e7\u00e3o com os que atravessaram o v\u00e9u \u00e9 um cap\u00edtulo \u00e0 parte na geografia do luto. O pernambucano, forjado na resist\u00eancia e na do\u00e7ura, n\u00e3o se assusta com a morte; dialoga com ela. Nos arranjos de cris\u00e2ntemos que pontuam o Santo Amaro ou o Cemit\u00e9rio das Flores, h\u00e1 mais que ritual; h\u00e1 uma est\u00e9tica da mem\u00f3ria. A limpeza dos m\u00e1rmores e o cuidado com os azulejos dos jazigos s\u00e3o um prolongamento do mesmo zelo que se tem pela fachada da casa, uma extens\u00e3o dom\u00e9stica do afeto. O cemit\u00e9rio, neste dia, n\u00e3o \u00e9 um lugar de horror, mas um territ\u00f3rio de paz e de encontro. Ouvem-se sussurros, v\u00ea-se a m\u00e3o que acaricia a foto no t\u00famulo, o olhar que se perde no infinito, buscando um rosto amado. \u00c9 o rito que d\u00e1 forma ao caos do sentimento, e o sentimento que d\u00e1 vida \u00e0 fria liturgia do rito.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">E no centro de tudo, habita a saudade. A saudade n\u00e3o \u00e9 a simples lembran\u00e7a; \u00e9 a lembran\u00e7a temperada com a dor da impossibilidade. \u00c9 uma linguagem paradoxal que sobrevive \u00e0 morte, um idioma que s\u00f3 se aprende quando se perde o seu interlocutor original. Ela \u00e9 o eco de uma voz em uma sala vazia, a sombra de um gesto que n\u00e3o se repete. A saudade \u00e9 a prova mais cabal de que o amor n\u00e3o se extingue com a \u00faltima respira\u00e7\u00e3o. Ele se transforma, migra do tato para a mem\u00f3ria, do abra\u00e7o para a invoca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Escrever sobre os mortos, neste 2 de novembro, n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de necrofilia. \u00c9, antes, uma declara\u00e7\u00e3o de que a vida \u00e9 maior que o seu t\u00e9rmino. O que permanece, quando o corpo vira p\u00f3 e o nome vira inscri\u00e7\u00e3o, \u00e9 o que foi semeado no solo alheio: o exemplo, o amor, a li\u00e7\u00e3o, a hist\u00f3ria contada, o riso ecoado. A mem\u00f3ria, quando bem escrita no livro de nossa alma, \u00e9 uma forma de eternidade.<\/p>\n<p class=\"ds-markdown-paragraph\">Que este 2 de novembro nos encontre, portanto, n\u00e3o cabisbaixos, mas em estado de escuta. Que cada um de n\u00f3s, \u00e0 sua maneira, visite n\u00e3o apenas um t\u00famulo, mas a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. E que, no sil\u00eancio sagrado deste dia, possamos ouvir o sussurro t\u00eanue e perene daqueles que, tendo partido, seguem sendo a mat\u00e9ria de que somos feitos. Porque a maior homenagem n\u00e3o \u00e9 chorar a partida, mas viver a heran\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Onde a saudade se faz verbo e a mem\u00f3ria, eternidade. &nbsp; N\u00e3o \u00e9 apenas uma data no calend\u00e1rio. \u00c9 uma topografia interior, uma paisagem de aus\u00eancias que se faz presente. O Dia de Finados n\u00e3o se anuncia com estrondo, mas com um sil\u00eancio. 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