{"id":2092,"date":"2025-10-25T16:34:10","date_gmt":"2025-10-25T19:34:10","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2092"},"modified":"2025-10-25T16:34:10","modified_gmt":"2025-10-25T19:34:10","slug":"quando-o-corpo-aprende-a-voar-com-os-pes-fincados-no-abismo-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2092","title":{"rendered":"Quando o corpo aprende a voar com os p\u00e9s fincados no abismo. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"610\" data-end=\"1453\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Aquele que j\u00e1 esteve do outro lado da pele, onde os nomes se dissolvem como sal na boca do tempo e s\u00f3 resta o sopro, sabe que o abismo n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia, mas espa\u00e7o onde a alma aprende a respirar sem ilus\u00e3o. Ele tocou o avesso da exist\u00eancia com dedos sangrados e olhos exaustos, e ali n\u00e3o encontrou apenas o frio do abandono, mas o calor exato da pr\u00f3pria presen\u00e7a, uma brasa oculta que resistia sob o entulho. Caminhou por \u00e1guas antigas, onde o tempo n\u00e3o era medida, mas pressentimento, sem farol \u00e0 vista, guiado apenas por lampejos interiores, vest\u00edgios de uma inf\u00e2ncia quase nua, onde o imposs\u00edvel ainda era ch\u00e3o e as cicatrizes ainda n\u00e3o tinham nome. Construiu gal\u00e9s com as m\u00e3os cruas, sem gritos, sem alarde, movido apenas pela convic\u00e7\u00e3o muda de que estava vivo, e de que o ato de seguir, mesmo sem garantias, j\u00e1 era uma forma de eternidade.<\/p>\n<p data-start=\"1455\" data-end=\"2122\">Ele viu desabar os templos onde repousavam antigas cren\u00e7as. Viu ru\u00edrem os altares de uma esperan\u00e7a esculpida em vidro fatigado. Libertou-se de presen\u00e7as que pareciam eternas, deixou cair os pap\u00e9is que antes encenavam a pr\u00f3pria identidade e abandonou promessas que apenas decoravam o vazio. E ainda assim, seu cora\u00e7\u00e3o, tambor antigo de rituais esquecidos, seguiu batendo entre as ru\u00ednas. Sua alma, desfiada como v\u00e9u de luto ancestral, continuou entoando, mesmo na escurid\u00e3o, um canto que s\u00f3 os que caminham s\u00f3s compreendem. J\u00e1 n\u00e3o esperava milagres. Caminhava com a firmeza dos que sabem que o caminho j\u00e1 est\u00e1 sob os p\u00e9s, pois foram os pr\u00f3prios p\u00e9s que o desenharam.<\/p>\n<p data-start=\"2124\" data-end=\"2625\">N\u00e3o era mais conduzido por ventos alheios. O corpo havia decorado os trilhos. Os p\u00e9s sabiam conversar com as pedras. O ritmo da respira\u00e7\u00e3o se harmonizava com o sil\u00eancio que existe no interior das \u00e1rvores. J\u00e1 n\u00e3o buscava sinaliza\u00e7\u00e3o exterior. Cada cicatriz havia se tornado um mapa. Cada queda, uma li\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal. Cada perda, uma janela aberta. Havia nele a presen\u00e7a serena de quem conhece o pr\u00f3prio territ\u00f3rio, mesmo que feito de ru\u00ednas, mesmo que habitado por fantasmas j\u00e1 reconhecidos e nomeados.<\/p>\n<p data-start=\"2627\" data-end=\"3173\">E se por vezes percebia em si uma certa conten\u00e7\u00e3o, um retraimento das exuber\u00e2ncias antigas, isso n\u00e3o o diminu\u00eda, o intensificava. Era menos dispon\u00edvel para distra\u00e7\u00f5es, mais afinado com a subst\u00e2ncia. Menos atento ao aplauso, mais escutador do pr\u00f3prio sil\u00eancio. Era menos superf\u00edcie, mais subst\u00e2ncia. Menos reflexo, mais fonte. E isso n\u00e3o era fraqueza: era precis\u00e3o. Era s\u00edntese. Era n\u00facleo. A exuber\u00e2ncia havia se recolhido para dentro como uma fogueira que arde em brasa, e ali, no centro do seu ser, a luz n\u00e3o se apagava, apenas se aprofundava.<\/p>\n<p data-start=\"3175\" data-end=\"3603\">Sua liberdade n\u00e3o era feita de escolhas barulhentas, mas de perman\u00eancia interior. Estava em p\u00e9, n\u00e3o porque algu\u00e9m o sustentava, mas porque ele mesmo erguera seu eixo, pedra sobre pedra, tempo sobre tempo. J\u00e1 n\u00e3o mendigava presen\u00e7a. N\u00e3o ansiava por testemunhas. A pr\u00f3pria respira\u00e7\u00e3o era suficiente. Seu canto existia, mesmo sem plateia. A m\u00fasica era \u00edntima, mas inteira. A dan\u00e7a acontecia, mesmo que os olhos do mundo n\u00e3o vissem.<\/p>\n<p data-start=\"3605\" data-end=\"4130\">E o mundo, \u00e0s vezes, passava por ele como quem passa por uma \u00e1rvore antiga sem saber que ela carrega frutos secretos. Porque sua grandeza n\u00e3o reluzia, queimava. N\u00e3o se exibia, emanava. Sua grandeza era subterr\u00e2nea, feita de ra\u00edzes profundas, de seiva lenta, de gestos n\u00e3o perform\u00e1ticos. Apenas quem tivesse olhos treinados pela dor e pela beleza seria capaz de enxergar. Havia nele um ser que n\u00e3o apenas havia atravessado o fogo, mas o integrara. Um ser que, mesmo marcado, guardara intacta a ternura. E isso era sua for\u00e7a.<\/p>\n<p data-start=\"4132\" data-end=\"4351\">Por isso, aquele que atravessou a dor com lucidez n\u00e3o se quebrou, se consagrou. N\u00e3o se fez menor, tornou-se eterno. Criou ra\u00edzes que descem at\u00e9 o centro do mundo. E quem tem raiz n\u00e3o desaparece, n\u00e3o recua, n\u00e3o desaba.<\/p>\n<p data-start=\"4353\" data-end=\"4394\">Cresce. Agudo e incandescido. Sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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