{"id":2088,"date":"2025-10-24T21:55:56","date_gmt":"2025-10-25T00:55:56","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2088"},"modified":"2025-10-24T21:55:56","modified_gmt":"2025-10-25T00:55:56","slug":"conversas-de-1-2-minuto-47-charlas-portuguesas-i-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2088","title":{"rendered":"Conversas de 1\/2 minuto (47) \u2013 Charlas portuguesas -I. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 <\/em><\/strong>J\u00e1 de volta. Ir \u00e9 bom mas voltar \u00e9 melhor. Muito. E seguem mais conversas, agora sobre Portugal e afins, em livro que estou escrevendo (t\u00edtulo da coluna). Homenagem, hoje, \u00e0s\u00a0<em>Charlas\u00a0<\/em>(conversas)\u00a0<em>Portuguesas<\/em>, romance epistolar de Soror Mariana Vaz Alcoforado e seu amor imposs\u00edvel com o cavaleiro franc\u00eas Noel Bouton, Marqu\u00eas de Chamilly, na Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o. Publicado, em 1669, por Lavergne de Guilleragges.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>ALDEIA DE PIAS,<\/strong>\u00a0<em>freguesia de Mon\u00e7\u00e3o (Alto Minho).<\/em>\u00a0Primeira p\u00e1gina do Jornal de Not\u00edcias (Porto) fala em evento gastron\u00f4mico que iria realizar-se, nos dias 17\/18\/19 de mar\u00e7o de 2023, com essa manchete<\/p>\n<p>\u2012 Mon\u00e7\u00e3o quebra jejum de 3 anos e reedita Feira da Foda.<\/p>\n<p>A localidade, hoje quase sem habitantes (76 hab\/km<sup>2<\/sup>), voltou em 2021 a ter C\u00f3digo Postal; e, novamente, a constar dos mapas, de onde havia desaparecido. S\u00f3 para lembrar, seu nome n\u00e3o vem dos t\u00famulos que se veem \u00e0 borda de um caminho local, sob arcos imemoriais, e sim de um convento de mulheres pias (piedosas) que havia no local, tornando ainda mais estranho esse nome da Feira. Nela, prato mais famoso \u00e9 o cordeiro assado ao forno, servido sobretudo na P\u00e1scoa. Para evitar mal-entendidos, bom lembrar que a cidadezinha fica bem distante de outra,\u00a0<em>Cu de Judas<\/em>, sem habitantes, na Ilha de S\u00e3o Miguel (A\u00e7ores), perdida no meio do Oceano Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Almirante AM\u00c9RICO THOMAZ,<\/strong>\u00a0<em>13\u00ba presidente de Portugal,\u00a0<\/em>\u00faltimo do Estado Novo; o mesmo que, logo depois da\u00a0<em>Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos<\/em>, acabou exilado no Rio. Se o Brasil teve um presidente (Jair) Messias, Portugal se gaba de um (Am\u00e9rico) Deus. Em conversa com o general\u00edssimo Franco, da Espanha, disse<\/p>\n<p>\u2012 A\u00a0<em>mi me gustam las cazadas<\/em>\u00a0(de animais, queria referir).<\/p>\n<p>O espanhol n\u00e3o entendeu que ca\u00e7ada, na sua l\u00edngua, \u00e9\u00a0<em>caceria.<\/em>\u00a0E tentou responder, a partir do que imaginou,<\/p>\n<p>\u2012\u00a0<em>Ah, si? E las solteras, non<\/em>?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0ANA MARIA MACHADO,\u00a0<\/strong><em>da ABL.\u00a0<\/em>No elevador da Rua de Santa Justa, que liga o antigo Convento do Carmo \u00e0 baixa de Lisboa, fotografou bilhete que lhe deram quando pagou a passagem. Com\u00a0<em>Instru\u00e7\u00f5es para Viagem<\/em><\/p>\n<p>\u2013 Ao viajar de p\u00e9, afaste as pernas e tenha-as bem plantadas. Segure-se com firmeza, sobretudo nas arrancadas e nas curvas.<\/p>\n<p>E ficou sem entender. Que n\u00e3o havia bancos, no local, todos teriam mesmo que \u201cviajar de p\u00e9\u201d. E \u201ccurvas\u201d, num elevador?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>ANTONIO CEZAR PELUSO,\u00a0<\/strong><em>ministro do Supremo.\u00a0<\/em>No Tavares Rico, mais antigo restaurante de Portugal. Um caf\u00e9 de bilhar fundado (1784) por Nicolau Massa, convertido em restaurante (1823) pelos irm\u00e3os Joaquim e Ant\u00f3nio Tavares. L\u00e1 se reuniam escritores da\u00a0<em>Gera\u00e7\u00e3o de (18)70\u00a0<\/em>\u2013 Ant\u00f3nio C\u00e2ndido, Carlos F\u00e9lix, o Conde de Sabugosa, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortig\u00e3o, no grupo intitulado\u00a0<em>Os<\/em>\u00a0<em>Vencidos na Vida.\u00a0<\/em>Liderado por E\u00e7a de Queiroz, que o definia como um\u00a0<em>Grupo Jantante.\u00a0<\/em>Todos sonhando influenciar o rei D. Carlos na constru\u00e7\u00e3o de um novo Portugal. At\u00e9 que veio o Regic\u00eddio (em 01\/02\/1908) quando tombou, D. Carlos, no terreiro do Pa\u00e7o, sob as balas de Manoel (dos Reis da Silva) Bu\u00ed\u00e7a e Alfredo (Lu\u00eds da) Costa. Ap\u00f3s o que seu grupo se desfez. Estavam o ministro e o desembargador (de S\u00e3o Paulo) Luiz Carlos Azevedo, com suas mulheres. Recebeu card\u00e1pio e, querendo agilizar os pedidos, perguntou ao\u00a0<em>ma\u00eetre<\/em><\/p>\n<p>\u2013 O senhor teria outro?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o.<\/p>\n<p>Apontou um, em mesa pr\u00f3xima,<\/p>\n<p>\u2013 Estou vendo aquele ali.<\/p>\n<p>\u2013 Pois \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>ANT\u00d3NIO COSTA,\u00a0<\/strong><em>primeiro-ministro.<\/em>\u00a0Em Lisboa (\u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es gerais de 30\/01\/2022) vi, num poste, cartaz com esse aviso aos motoristas<\/p>\n<p>\u2012 Cuidado, zona de acidentes a 2.000 m.<\/p>\n<p>Por baixo outro cartaz, com foto de Ant\u00f3nio Costa e seu lema de campanha<\/p>\n<p>\u2012 Continuamos a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>AP\u00d3CRIFO DO POETA ALEIXO.\u00a0<\/strong>Ap\u00f3crifos s\u00e3o cita\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tem autenticidade comprovada. Assim \u00e9 conhecido um do poeta popular (Ant\u00f3nio Fernandes) Aleixo (1899-1949), guardador de rebanhos e cantor de feiras,<\/p>\n<p>\u2012 Quando os olhos cansam<\/p>\n<p>As pernas dan\u00e7am<\/p>\n<p>As peles crescem<\/p>\n<p>Os colh\u00f5es descem<\/p>\n<p>O nariz pinga<\/p>\n<p>E a pi\u00e7a minga<\/p>\n<p>Deixa-te de baz\u00f3fias<\/p>\n<p>Que a miss\u00e3o est\u00e1 finda.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>* * *<\/p>\n<p>Igualmente do poeta Aleixo, est\u00e1 em\u00a0<em>Este livro que vos deixo,\u00a0<\/em>usando ger\u00fandio (algo raro, num portugu\u00eas), \u00e9 essa quadrinha<\/p>\n<p>\u2012 H\u00e1 tanto burro mandando<\/p>\n<p>Em homens de intelig\u00eancia<\/p>\n<p>Que, \u00e0s vezes, chego pensando<\/p>\n<p>Que a burrice \u00e9 uma ci\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>COUTOS DE VISEU<\/strong>. Em 12\/01\/2018 li, no Jornal do Centro,\u00a0\u00a0<em>Aviso<\/em>\u00a0sobre\u00a0<em>Dias de Falecimento e de Acesso ao Cemit\u00e9rio<\/em>\u00a0de Coutos. A mat\u00e9ria, com bras\u00e3o do\u00a0<em>concelho,<\/em>\u00a0dizia<\/p>\n<p>\u2013 O cemit\u00e9rio s\u00f3 est\u00e1 aberto ao fim de semana, das 8h00 \u00e0s 20h00 no ver\u00e3o e das 9h00 \u00e0s 18h00 no inverno.<\/p>\n<p>\u2013 Os cidad\u00e3os s\u00f3 podem falecer quinta-feira e sexta-feira, para permitir que os funerais ocorram s\u00e1bado ou domingo.<\/p>\n<p>\u2013 O falecimento noutros dias ser\u00e1 considerado ato de desobedi\u00eancia civil sujeito a contraordena\u00e7\u00e3o, caso o falecido seja reincidente.<\/p>\n<p>Depois vim a saber que a Junta da Freguesia de Coutos de Viseu est\u00e1 processando o jornal pela\u00a0<em>rebaldaria\u00a0<\/em>(canalhice, patifaria) de publicar uma p\u00e1gina de humor como se fosse algo s\u00e9rio. E o presidente da Junta declarou que<\/p>\n<p>\u2012 O jornal est\u00e1 abusivamente a usar da her\u00e1ldica para causar danos \u00e0 imagem da freguesia.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o que completou<\/p>\n<p>\u2013 Filhos da puta, deviam era morrer todos.<\/p>\n<p>Faltou s\u00f3 informar se preferia que isso ocorresse quinta ou sexta-feira.<\/p>\n<p><strong>DIAMANTINO MIRANDA,<\/strong><em>\u00a0ex-jogador e treinador de futebol,\u00a0<\/em>hoje comentarista da CMTV. Em debate na televis\u00e3o sobre desmandos no Benfica, depois reportado no One Football, declarou<\/p>\n<p>\u2012 Se cada corrupto aqui andasse com uma l\u00e2mpada no cu, Portugal parecia Las Vegas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FRANCISCO DUARTE DE AZEVEDO,<\/strong>\u00a0<em>conselheiro da Embaixada de Portugal no Brasil.<\/em>\u00a0Vai ao Shopping Center Recife (Pernambuco) para comprar meias, e a balconista desejava ter informa\u00e7\u00f5es complementares para atender melhor seu pedido. Reconhecendo aquele cliente como portugu\u00eas, e imitando um sotaque lusitano, falou<\/p>\n<p>\u2012 Diga mais.<\/p>\n<p>\u2012 Mais.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FERNANDO ANT\u00d4NIO GON\u00c7ALVES,\u00a0<\/strong><em>pensador.\u00a0<\/em>Numa sapataria do Chiado, na baixa de Lisboa, pergunta o pre\u00e7o e acha caro<\/p>\n<p>\u2013 Trezentos e vinte euros por um sapato?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, senhor doutor, pelos dois p\u00e9s.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>FLAVIO BIERRENBACH,\u00a0<\/strong><em>ministro do STM.\u00a0<\/em>No restaurante\u00a0<em>A Severa<\/em>, de Lisboa, famoso pelo turismo de fados e guitarradas, ele e o ministro (da Justi\u00e7a) Jos\u00e9 Carlos Dias mais esposas. Vendo chouri\u00e7os com batatas\u00a0<em>a murro<\/em>, na mesa vizinha, pede ao gar\u00e7om<\/p>\n<p>\u2013 Queremos aquele prato.<\/p>\n<p>\u2013 Lamento mas n\u00e3o poder\u00e1 ser, que j\u00e1 est\u00e1 servido a outros clientes.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0GILDA MATTOSO,\u00a0<\/strong><em>jornalista.\u00a0<\/em>Caetano Veloso, no Porto, pede que ligue para o cineasta Manuel de Oliveira. Atende mulher, a gritar,<\/p>\n<p>\u2012 Minha querida!, Manoel est\u00e1 em \u00c1frica!, buscando loca\u00e7\u00f5es para o pr\u00f3ximo filme!<\/p>\n<p>\u2012 Que coisa boa.<\/p>\n<p>\u2012 Boa para quem?!<\/p>\n<p>\u2012 Estou ligando s\u00f3 para convidar para o show de Caetano.<\/p>\n<p>\u2012 E a Beth\u00e2nia?!<\/p>\n<p>\u2012 Est\u00e1 no Rio.<\/p>\n<p>\u2012 Ent\u00e3o n\u00e3o vou!, que gosto mesmo \u00e9 da Bet\u00e2nia!<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>GLEIDE BEIR\u00d3,<\/strong><em>\u00a0artista pl\u00e1stica.\u00a0<\/em>Anotou, em cabine telef\u00f4nica, essas instru\u00e7\u00f5es<\/p>\n<ol>\n<li>\n<ol>\n<li>Tire o auscultador do gancho.<\/li>\n<li>Ponha no ouvido.<\/li>\n<li>Marque um n\u00famero de cada vez.<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>E ficou sem entender como poderia discar os 9 n\u00fameros do telem\u00f3vel, ao mesmo tempo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JESSIER QUIRINO,\u00a0<\/strong><em>poeta.\u00a0<\/em>Em Lisboa, fotografou propaganda de \u00f3tica onde se via dois amigos conversando<\/p>\n<p>\u2013 Vais fazer o qu\u00ea?, amanh\u00e3 de manh\u00e3.<\/p>\n<p>\u2013 Vou comprar \u00f3culos.<\/p>\n<p>\u2013 E de tarde?<\/p>\n<p>\u2013 Vou ver.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JO\u00c3O MADUREIRA TEIXEIRA,\u00a0<\/strong><em>empres\u00e1rio<\/em>. Encontrou em Alc\u00e2ntara, no restaurante Solar dos Nunes (dos irm\u00e3os Suzana e Z\u00e9 T\u00f3), o amigo de juventude Albano Pereira Dias de Magalh\u00e3es; que quase n\u00e3o reconheceu dado estar j\u00e1 com rosto gasto, careca, barriga enorme. E disse o que protocolarmente se diz, nessas ocasi\u00f5es,<\/p>\n<p>\u2012 Voc\u00ea n\u00e3o mudou nada, Albano, est\u00e1 \u00f3timo.<\/p>\n<p>\u2012 E voc\u00ea continua o mesmo, Jo\u00e3o, a exagerar muito.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JO\u00c3O PAULO SACADURA,<\/strong>\u00a0<em>jornalista.\u00a0<\/em>Enviou p\u00e1gina do seman\u00e1rio salazarista\u00a0<em>Agora\u00a0<\/em>(mar\u00e7o de 1961)<\/p>\n<p>\u2013\u00a0<em>MENINAS DE CAL\u00c7AS<\/em>. Consta que no Liceu Infanta D. Maria apareceu h\u00e1 dias uma menina de cal\u00e7as \u00e0 homem para assistir \u00e0s aulas. A reitora, pessoa recta, mandou-a imediatamente para casa. Felizmente ainda temos professorado digno que sabe impor o respeito.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JO\u00c3O RAMADA,<\/strong>\u00a0<em>com antiqu\u00e1rio<\/em>\u00a0<em>no bairro lisboeta do Alvalade.<\/em>\u00a0Ouviu em Tr\u00e1s-os-Montes, sua terra natal, o padre da freguesia come\u00e7ar um serm\u00e3o assim<\/p>\n<p>\u2013 Caros fi\u00e9is. Juro, pela felicidade dos meus filhos, que nunca pequei nesta vida.<\/p>\n<p><strong>\u00a0JO\u00c3O REGO,\u00a0<\/strong><em>fil\u00f3sofo.<\/em>\u00a0Na recep\u00e7\u00e3o da Residencial Florescente (\u00e0 Rua das Portas de Santo Ant\u00e3o), querendo saber se iria poder caminhar,<\/p>\n<p>\u2013 Amigo, voc\u00ea acha que amanh\u00e3 vai fazer sol?<\/p>\n<p>\u2013 Olhe, senhor, aqui em Lisboa h\u00e1 sempre sol. Embora, de vez em quando, algumas nuvens se metam entre o sol e a gente.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JOS\u00c9 BRAND\u00c3O,\u00a0<\/strong><em>arquiteto.\u00a0<\/em>Jura ser verdade que na sua cidade, Porto, certo cidad\u00e3o (chamemos de Jos\u00e9) foi ao Pingo Doce para comprar azeite. Deixou a carteira em casa e levou, com ele, s\u00f3 uma c\u00e9dula de 10 euros que j\u00e1 no caixa, quando ia pagar, escapou da m\u00e3o; e um cidad\u00e3o, atr\u00e1s dele na fila, gentilmente pegou. J\u00e1 se preparando para agradecer, Jos\u00e9 viu aquele estranho p\u00f4r o dinheiro no bolso da pr\u00f3pria camisa; justificando, a partir de antigo prov\u00e9rbio portugu\u00eas, j\u00e1 em desuso,<\/p>\n<p>\u2013 O que est\u00e1 no ch\u00e3o \u00e9 de quem lhe p\u00f5e a m\u00e3o.<\/p>\n<p>E n\u00e3o devolveu. Para indigna\u00e7\u00e3o de todos que presenciaram a cena. Depois de algum tempo, quando o tal senhor j\u00e1 se dirigia para seu ve\u00edculo, decidiu ir atr\u00e1s. Para fazer nem sabia o qu\u00ea. No que foi seguido por pequena multid\u00e3o composta por caixa, outros funcion\u00e1rios e clientes. Em frente \u00e0 luxuosa caminhonete o tal senhor p\u00f4s as duas sacolas no ch\u00e3o, tirou do bolso a chave, tocou nela e a porta do bagageiro come\u00e7ou lentamente a subir. Foi quando Jos\u00e9 teve uma brilhante ideia, abaixou-se e agarrou uma sacola em cada bra\u00e7o, com pronta rea\u00e7\u00e3o do outro<\/p>\n<p>\u2013 Elas s\u00e3o minhas.<\/p>\n<p>\u2013 Corre\u00e7\u00e3o, senhor doutor, o que est\u00e1 no ch\u00e3o \u00e9 de quem lhe p\u00f5e a m\u00e3o.<\/p>\n<p>E saiu correndo com\u00a0<em>suas\u00a0compras<\/em>. Recebendo aplausos do p\u00fablico que, solid\u00e1rio, ficou segurando o outro, impedindo fosse Jos\u00e9 por ele perseguido.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>JOS\u00c9 CARLOS DE VASCONCELOS,\u00a0<\/strong><em>jornalista e advogado.\u00a0<\/em>Em Coimbra, estavam a passear Jos\u00e9 Carlos (diretor do Jornal de Letras), natural de Freamunde, Porto; Paulo Quintela (germanista, tradutor de Goethe e Rilke), de Bragan\u00e7a, Tr\u00e1s-os-Montes; e Vitorino Nem\u00e9sio (poeta, da revista Presen\u00e7a), de Praia da Vit\u00f3ria, A\u00e7ores. Ocorre que, sem perceber, entraram em propriedade privada, conhecida como S\u00e3o Marcos (hoje, pertencente \u00e0 universidade local). Foi quando apareceu um tipo que os censurou rudemente<\/p>\n<p>\u2013 Andam por aqui e n\u00e3o sabem que est\u00e3o a invadir terra de terceiros?<\/p>\n<p>Quintela, considerando-se ofendido por seu tom de voz, falou em nome dos amigos<\/p>\n<p>\u2013 E quem \u00e9 o senhor?<\/p>\n<p>O outro, n\u00e3o se sabia ent\u00e3o, era da Casa de Bragan\u00e7a \u2013 fundada pelo Rei Dom Jo\u00e3o I, mestre de Avis, nos anos 1400. Caindo Filipe IV (em Portugal Filipe III,\u00a0<em>por conta do fuso hor\u00e1rio\u00a0<\/em>se diz brincando) um antepassado, Dom Jo\u00e3o IV, Duque de Bragan\u00e7a, at\u00e9 rei foi (em 1640). Bragan\u00e7a, como Dom Pedro I do Brasil \u2013 Pedro de Alc\u00e2ntara Francisco Ant\u00f3nio Jo\u00e3o Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim Jos\u00e9 Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim\u00a0<em>de Bragan\u00e7a<\/em>\u00a0e Bourbon. Por isso, com toda pompa de quem ainda se considerava com direitos ao trono portugu\u00eas, encheu o peito<\/p>\n<p>\u2013 Sou Dom Duarte Pio de Bragan\u00e7a.<\/p>\n<p>Com \u00eanfase no\u00a0<em>de Bragan\u00e7a<\/em>. S\u00f3 para ouvir Quintela responder, sem lhe dar maior import\u00e2ncia,<\/p>\n<p>\u2013 De Bragan\u00e7a? Como de Bragan\u00e7a? De l\u00e1 sou eu e n\u00e3o o conhe\u00e7o de lugar nenhum.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0JOS\u00c9 OT\u00c1VIO CARVALHO,<\/strong>\u00a0<em>advogado\u00a0<\/em>e\u00a0<em>tenor.<\/em>\u00a0Vinham Gl\u00f3ria e ele caminhando pela Rua das Oliveiras, \u00e0 Cidade Invicta (Porto), quando viram no Pipa Velha essa placa<\/p>\n<p>\u2012 Se bebe para esquecer, pague adiantado.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>J\u00daLIA PINHEIRO,<\/strong><em>\u00a0apresentadora de TV.<\/em>\u00a0A Ana Maria Braga de l\u00e1. Em seu programa matinal da SIC falava de minha cole\u00e7\u00e3o com objetos de Fernando Pessoa<\/p>\n<p>\u2013 O Cavalcanti foi pondo a m\u00e3o em tudo?<\/p>\n<p>\u2013 Pondo a m\u00e3o?, n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 E n\u00e3o foi?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o. Recebi de presente ou comprei.<\/p>\n<p>\u2013 Mas n\u00e3o foi o que eu disse?<\/p>\n<p>S\u00f3 para lembrar, J\u00falia tornou-se conhecida por um programa sat\u00edrico da SIC (no qual participava, tamb\u00e9m, o jornalista Victor Moura Pinto), a\u00a0<em>Noite da M\u00e1 L\u00edngua<\/em>. E eu estava com um p\u00e9 atr\u00e1s. Depois me informaram que, em Portugal,\u00a0<em>por a<\/em>\u00a0<em>m\u00e3o<\/em>\u00a0significa\u00a0<em>adquirir<\/em>. Problema \u00e9 que, no Brasil, n\u00e3o. A l\u00edngua \u00e9 uma s\u00f3; mas, por vezes, duas. Ou tr\u00eas, ou quatro, ou cinco.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LAURINDO FERREIRA,\u00a0<\/strong><em>jornalista.\u00a0<\/em>Mandou an\u00fancio no Goyanna (num. 153), de 10.12.1922,<\/p>\n<p><strong>\u2012\u00a0<\/strong>Effectuou-se no dia 6 do mez corrente o enlace matrimonial do querido mo\u00e7o Luiz Cornelio da Fonseca Lima, agricultor, com a senhorita Ignacia Rabello, prendada, filha do nosso saudoso amigo Senador Jos\u00e9 Rabello e de sua virtuosa consorte. O acto civil effectuou-se no Lindo Amor, em caza de rezidencia da digna genitora da nubente. Os rec\u00e9m-casados seguiram ap\u00f3s os actos para a sua excelente morada no Engenho Jacar\u00e9, onde fixar\u00e3o rezidencia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>LIVRARIA BERTRAND,<\/strong>\u00a0<em>Rua Garrett<\/em>, Lisboa, fundada em 1732, mais antiga livraria do mundo (segundo o Guinness Book). Na montra (vitrine), livro sobre Fernando Pessoa. Pedi \u00e0 vendedora, apontando,<\/p>\n<p>\u2012 Por favor, queria esse livro.<\/p>\n<p>E ela, depois de consultar o computador,<\/p>\n<p>\u2012 Escusas, n\u00e3o temos.<\/p>\n<p>\u2012 O exemplar est\u00e1 na montra.<\/p>\n<p>\u2012 Pois sim, mas na casa n\u00e3o h\u00e1 mais.<\/p>\n<p>\u2013 Ent\u00e3o, qual o sentido de exibir?<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o sei.<\/p>\n<p>\u2012 Basta abrir a portinha e me vender.<\/p>\n<p>\u2012 Isso n\u00e3o posso fazer.<\/p>\n<p>D\u00e1 para entender?<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>MANUEL BANDEIRA,<\/strong><em>\u00a0poeta, da ABL.<\/em>\u00a0Nunca lan\u00e7ou um livro em Portugal. Nem mesmo seu\u00a0<em>Poesia,\u00a0<\/em>editado por l\u00e1, mereceu isso. Talvez por ter pref\u00e1cio de Henrique Galv\u00e3o, feroz opositor de Salazar. O fato que nos interessa foi contado por confrade na ABL. Segundo ele tudo se deu, numa livraria carioca, em fila para aut\u00f3grafos. Chega jovem portugu\u00eas e p\u00f5e o livro, que acabara de comprar, na sua frente. Sem saber de quem se tratava, para a dedicat\u00f3ria, nosso poeta perguntou<\/p>\n<p>\u2013 Por favor, que nome ponho?<\/p>\n<p>\u2013 Manuel Bandeira, ora essa.<\/p>\n<p>Homessa, poderia dizer, lembrando express\u00e3o muito frequente nos di\u00e1logos de E\u00e7a de Queiroz.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>MANUEL FONSECA,\u00a0<\/strong><em>editor<\/em>. \u00a0Em seu\u00a0<em>O pequeno livro dos grandes insultos<\/em>\u00a0lembra uma boa cole\u00e7\u00e3o dos que se dizem na<em>\u00a0terrinha<\/em>. Seguem dois exemplos<\/p>\n<p>\u2012 O Cam\u00f5es era zarolho,<\/p>\n<p>Mas ilustre portugu\u00eas:<\/p>\n<p>Via mais s\u00f3 com um olho<\/p>\n<p>Do que n\u00f3s com todos tr\u00eas.<\/p>\n<p>\u2012 A cagar fiz um cigarro,<\/p>\n<p>A cagar o acendi,<\/p>\n<p>A cagar o fumei todo,<\/p>\n<p>A fumar caguei para ti.<\/p>\n<p><em><strong>P.S. Continua numa pr\u00f3xima coluna.<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u2013\u00a0 J\u00e1 de volta. Ir \u00e9 bom mas voltar \u00e9 melhor. Muito. 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