{"id":2083,"date":"2025-10-23T20:53:53","date_gmt":"2025-10-23T23:53:53","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2083"},"modified":"2025-10-24T21:41:11","modified_gmt":"2025-10-25T00:41:11","slug":"o-guardiao-das-ausencias-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=2083","title":{"rendered":"O Guardi\u00e3o das Aus\u00eancias. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>Garibaldi Ludwig n\u00e3o ofertava coisa alguma. N\u00e3o vendia esperan\u00e7as, tampouco prometia reden\u00e7\u00e3o. Era como uma prece dita ao vento, como a sombra de um corpo que j\u00e1 partiu. Apenas entregava aus\u00eancia, e o fazia com a ternura solene de quem sabe que o vazio tamb\u00e9m precisa ser cuidado.<\/p>\n<p>N\u00e3o falava em consolo, porque compreendia que o consolo, \u00e0s vezes, trai a dor leg\u00edtima. N\u00e3o acompanhava ningu\u00e9m at\u00e9 o fim de um processo, pois cria que a alma precisa caminhar sozinha at\u00e9 o abismo que lhe pertence. Seu of\u00edcio era outro, impercept\u00edvel \u00e0 pressa dos vivos, sutil como a poeira que dan\u00e7a nos feixes de luz nas manh\u00e3s silenciosas.<\/p>\n<p>Garibaldi tomava conta de livros que dormiam em bibliotecas esquecidas \u2014 aquelas onde as p\u00e1ginas perderam os dedos que as folheavam, e o tempo se assentava como v\u00e9u sobre cada lombada. Lia devagar, com os olhos abertos como portas e a alma desarmada como quem aceita o que d\u00f3i. Respirava o p\u00f3 como quem inala lembran\u00e7as, e assim, tornava-se parte do que repousa no esquecimento.<\/p>\n<p>Sentava-se em esta\u00e7\u00f5es onde os bancos rangem como articula\u00e7\u00f5es cansadas e os trilhos j\u00e1 n\u00e3o sabem para onde levam. Pegava vag\u00f5es vazios, seguia em viagens sem destino, como um n\u00e1ufrago que encontrou no ferro sua jangada. Pela janela, via os espectros do cotidiano: rostos cansados, alegrias vencidas, paix\u00f5es apagadas pelo t\u00e9dio das cidades que passavam.<\/p>\n<p>Vestia-se com a sobriedade dos que n\u00e3o precisam ser anunciados: cal\u00e7a de brim, camisa clara, chap\u00e9u de palha, como se ainda vivesse num tempo anterior ao ru\u00eddo. Nos ombros, a poeira dos caminhos que ningu\u00e9m mais pisa. Chegava como as esta\u00e7\u00f5es do ano: sem an\u00fancio, mas com inevit\u00e1vel precis\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o era contratado. Era pressentido.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, aparecia num botequim esquecido no fim da cidade. Sentava-se diante de uma garrafa abandonada e tomava longos goles, densos e lentos, como quem bebe o passado com rever\u00eancia. No canto da parede, uma radiola de fichas sussurrava m\u00fasicas ancestrais. Garibaldi as ouvia como ladainhas de um mundo antigo, e quando uma l\u00e1grima escorria, n\u00e3o era tristeza: era mem\u00f3ria. Um reconhecimento \u00edntimo: \u201cSim, eu me lembro de quando tudo isso ainda do\u00eda.\u201d<\/p>\n<p>Numa prateleira empoeirada, instrumentos adormecido, bandolins, viol\u00f5es, cavaquinhos, violinos. Ele nunca os tocava. Apenas os contemplava como quem vela um corpo amado, como quem escuta a m\u00fasica que persiste mesmo ap\u00f3s o \u00faltimo acorde.<\/p>\n<p>Em certo ver\u00e3o, ficou tr\u00eas dias no banco de tr\u00e1s de um cinema desativado. \u00c0 noite, diziam, ouvia-se o estalar de pipocas imagin\u00e1rias, um riso antigo preso no projetor. Noutra ocasi\u00e3o, passou madrugadas em vig\u00edlia diante de um a\u00e7ude seco, fitando a superf\u00edcie como se aguardasse o retorno de um barco que nunca existiu, mas que, de algum modo, ainda precisava chegar.<\/p>\n<p>Entrava em casas \u00e0 venda havia d\u00e9cadas. Sentava-se na cadeira de balan\u00e7o e lia um livro que n\u00e3o fechava. Ao cair da noite, sa\u00eda em sil\u00eancio, deixando um bot\u00e3o de rosa seca sobre o batente, como um selo sagrado, como quem diz: \u201caqui, um amor passou.\u201d<\/p>\n<p>Nos enterros de desconhecidos, Garibaldi era presen\u00e7a muda. Sentava-se \u00e0 margem dos enlutados, como quem escuta os murm\u00farios do mundo invis\u00edvel. Ningu\u00e9m o convidava. Ningu\u00e9m o impedia. Era como um farol encoberto pela n\u00e9voa: orientava sem ser visto.<\/p>\n<p>Com o tempo, tornou-se lenda. Chamavam-no de \u201co guardi\u00e3o das aus\u00eancias\u201d. As crian\u00e7as o seguiam de longe, como quem v\u00ea um alquimista de sil\u00eancios. Os velhos o reverenciavam, reconheciam nele a linhagem secreta dos que sabem perder sem se despeda\u00e7ar.<\/p>\n<p>Nunca aceitou dinheiro. Quando algu\u00e9m, num gesto de gratid\u00e3o, insistia, ele sorria com ternura e dizia:<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o cobro por lembrar o que foi amado.<\/p>\n<p>Garibaldi ensinava sem palavras que a aus\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o oposto da presen\u00e7a, \u00e9 sua continua\u00e7\u00e3o invis\u00edvel.<\/p>\n<p>Certa vez, uma senhora lhe perguntou:<\/p>\n<p>\u2014 Por que o senhor faz isso?<\/p>\n<p>Ele tirou o chap\u00e9u, fitou o ch\u00e3o de terra batida e respondeu com a serenidade de quem j\u00e1 n\u00e3o pertence a este s\u00e9culo:<\/p>\n<p>\u2014 Porque algu\u00e9m precisa ficar onde o tempo passou.<\/p>\n<p>E foi s\u00f3. Nunca mais voltou.<\/p>\n<p>Dizem que hoje ele habita ru\u00ednas, igrejas esvaziadas, galp\u00f5es tomados pelo mato. N\u00e3o para restaur\u00e1-los, mas para impedir que o esquecimento seja total. Para que, por um breve instante, o mundo ainda se lembre de que ali, um dia, algo pulsou.<\/p>\n<p>Em tempos de tanto ru\u00eddo, Garibaldi Ludwig era a lembran\u00e7a viva de que at\u00e9 o vazio merece companhia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 Garibaldi Ludwig n\u00e3o ofertava coisa alguma. N\u00e3o vendia esperan\u00e7as, tampouco prometia reden\u00e7\u00e3o. Era como uma prece dita ao vento, como a sombra de um corpo que j\u00e1 partiu. 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