{"id":1957,"date":"2025-10-11T22:51:51","date_gmt":"2025-10-12T01:51:51","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1957"},"modified":"2025-10-11T22:51:51","modified_gmt":"2025-10-12T01:51:51","slug":"o-quarto-de-fernando-pessoa-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1957","title":{"rendered":"O Quarto de Fernando Pessoa. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 &#8211;\u00a0 Lisboa. <\/strong><\/em>Semana passada falei do amigo Fernando Pessoa. E como estamos na sua cidade, para ele s\u00f3 \u201cuma eterna verdade vazia e perfeita\u201d (<em>Lisbon Revisited I<\/em>), j\u00e1 digo que, durante os 10 anos que consumi escrevendo as 800 p\u00e1ginas de\u00a0<em>Fernando Pessoa, uma quase autobiografia<\/em>, fui a Lisboa (exatamente) 30 vezes.<\/p>\n<p>Nada a reclamar, ao contr\u00e1rio. Foi sempre bom. E trata-se do livro, sobre Pessoa, mais vendido e mais traduzido no mundo (12 pa\u00edses). Digo s\u00f3 para me gabar, deve ser a idade.<\/p>\n<p>Nessas idas e vindas, deram-se fatos pitorescos. Relato aqui s\u00f3 um, entre muitos. Quando pretendi visitar o quarto em que viveu, ainda crian\u00e7a, no Largo de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<p>O endere\u00e7o do apartamento era n\u00famero 4\u00a0<em>de pol\u00edcia<\/em>, assim se diz ainda hoje, quarto andar\u00a0<em>esquerdo\u00a0<\/em>(de quem sai do elevador ou da escada). O edif\u00edcio pertencia, ent\u00e3o, \u00e0 Fidelidade Mundial Seguros. Cheguei na portaria, mostrei os rascunhos do livro e pedi para subir. O porteiro, Fernando Jos\u00e9 da Costa Ara\u00fajo, respondeu sem nenhuma simpatia<\/p>\n<p><em>\u2012 N\u00e3o tenho autoriza\u00e7\u00e3o para deixar o sr. dr. subir.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Por favor, gostaria de falar com o diretor da empresa ou sua secret\u00e1ria.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 O sr. dr. deve se dirigir \u00e0 Sede.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Por favor, informe o telefone.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 N\u00e3o tenho autoriza\u00e7\u00e3o para isso.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Pode emprestar (apontei) as P\u00e1ginas Amarelas?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 N\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Ocorre que, precisamente ap\u00f3s sua \u00faltima frase, abriu a porta do elevador. Bem na minha frente. Ent\u00e3o lhe disse<\/p>\n<p><em>\u2013 Por favor chame a pol\u00edcia para me prender que, sem sua autoriza\u00e7\u00e3o, estou subindo ao quarto andar.<\/em><\/p>\n<p>E subi mesmo. Para ver o Tejo brilhando em duas janelas de seu quarto. E o\u00a0<em>sino da minha aldeia<\/em>\u00a0tocando, em frente, no outro lado da Rua Serpa Pinto. Pessoa lembra dele em poema famoso (<em>sem t\u00edtulo, sem data<\/em>):<\/p>\n<p><em>\u2012 \u00d3 sino da minha aldeia,<\/em><\/p>\n<p><em>Dolente na tarde calma,<\/em><\/p>\n<p><em>Cada tua badalada<\/em><\/p>\n<p><em>Soa dentro da minha alma.<\/em><\/p>\n<p><em>E \u00e9 t\u00e3o lento o teu soar,<\/em><\/p>\n<p><em>T\u00e3o como triste da vida,<\/em><\/p>\n<p><em>Que j\u00e1 a primeira pancada<\/em><\/p>\n<p><em>Tem o som de repetida.<\/em><\/p>\n<p><em>Por mais que me tanjas perto<\/em><\/p>\n<p><em>Quando passo, sempre errante,<\/em><\/p>\n<p><em>\u00c9s para mim como um sonho.<\/em><\/p>\n<p><em>Soas-me na alma distante.<\/em><\/p>\n<p><em>A cada pancada tua<\/em><\/p>\n<p><em>Vibrante no c\u00e9u aberto,<\/em><\/p>\n<p><em>Sinto mais longe o passado,<\/em><\/p>\n<p><em>Sinto a saudade mais perto.<\/em><\/p>\n<p>Nenhuma d\u00favida de ser aquele mesmo. \u201cO sino da minha aldeia \u00e9 o da Igreja dos M\u00e1rtires, ali no Chiado\u201d (Pessoa, carta de 11\/12\/1931 para Gaspar Sim\u00f5es, amigo e depois bi\u00f3grafo). \u00danica que conhe\u00e7o onde os sinos ficam n\u00e3o \u00e0 frente, mas nos fundos. Ao sair do elevador, na volta, o seguran\u00e7a estava com cara de poucos amigos<\/p>\n<p><em>\u2012 O sr. dr. subiu sem minha autoriza\u00e7\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Foi.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 E agora, o que hei de fazer?<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 O sr. chama a pol\u00edcia, vou sentar, esperamos e ela decide se me prende. Ou o senhor me deixa ir.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 N\u00e3o sei, sr. dr.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2012 Eu sei.<\/em><\/p>\n<p>Dito isto, lhe dei\u00a0<em>boa tarde\u00a0<\/em>e fui embora. Deu tudo certo. Gra\u00e7as. Adeus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 &#8211;\u00a0 Lisboa. Semana passada falei do amigo Fernando Pessoa. 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