{"id":1920,"date":"2025-10-09T00:16:04","date_gmt":"2025-10-09T03:16:04","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1920"},"modified":"2025-10-09T00:16:04","modified_gmt":"2025-10-09T03:16:04","slug":"eu-espero-a-tua-volta-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1920","title":{"rendered":"Eu espero a tua volta. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"584\" data-end=\"1558\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>\u00a0 Ainda deixo a janela entreaberta, n\u00e3o por mero h\u00e1bito, n\u00e3o por distra\u00e7\u00e3o ou rotina autom\u00e1tica dos dias, mas por essa teimosia delicada de quem insiste em abrir uma fresta no tempo para que a alma, exausta de tanto recordar, encontre um espa\u00e7o por onde possa respirar tua aus\u00eancia e, quem sabe, receber tua volta. H\u00e1 um ritual oculto nessa abertura silenciosa, um gesto sagrado que repito como quem reza sem palavras, como quem oferece o pr\u00f3prio peito ao vento, esperando que nele chegue o perfume da tua pele, o sussurro da tua voz, o eco mais t\u00eanue do teu nome se misturando \u00e0 brisa, como se a natureza soubesse da tua falta e conspirasse a meu favor com pequenas epifanias. Cada fim de tarde se tornou, desde a tua partida, um altar improvisado onde acendo velas invis\u00edveis e repouso o peso do meu sil\u00eancio, essa dor mansa e cont\u00ednua que aprendeu a me habitar sem destruir, que queima como uma febre antiga, mas nunca arde o suficiente para apagar o que de ti ainda resta.<\/p>\n<p data-start=\"1560\" data-end=\"2508\">Aquela cadeira onde costumavas sentar, corpo sereno e olhar perdido entre as p\u00e1ginas de um livro e os labirintos da tua pr\u00f3pria alma, permanece no mesmo lugar, como se esperasse tamb\u00e9m, como se o m\u00f3vel tivesse aprendido a amar. Ali, onde tua voz soava baixa, quase em segredo, como se temesses acordar os anjos ou perturbar a santidade da poesia, agora repousa o eco do que foste, a lembran\u00e7a sonora do teu riso transl\u00facido, aquele riso que parecia vir de um lugar onde as palavras n\u00e3o existem, onde s\u00f3 a luz fala. Tua risada, leve como cristal e intensa como fogo, carregava um dom que poucos t\u00eam: ela n\u00e3o apenas iluminava o teu rosto, mas incendiava a atmosfera, como se uma divindade tivesse acendido uma vela dentro da tua boca apenas para guiar os perdidos que, como eu, se encontravam ao te olhar. E os teus olhos, ah, teus olhos. Eles n\u00e3o miravam, eles mergulhavam. Eram abismos d\u00f3ceis, po\u00e7os de sil\u00eancio onde o mundo se afogava em mist\u00e9rio.<\/p>\n<p data-start=\"2510\" data-end=\"3078\">Havia neles uma profundidade que fazia o tempo perder o f\u00f4lego, uma esp\u00e9cie de eternidade quieta que calava o barulho do mundo. Quando me fitavas, havia um estremecimento no ar, como se os ponteiros do rel\u00f3gio se ajoelhassem e o universo suspendesse a respira\u00e7\u00e3o para n\u00e3o interromper o instante. E nesse olhar que durava al\u00e9m do olhar, que transcendia o vis\u00edvel, n\u00f3s dois deix\u00e1vamos de ser dois, dissolv\u00edamo-nos em um s\u00f3 sentimento feito de espanto, como se f\u00f4ssemos a mesma alma repartida em dois corpos fr\u00e1geis, unidos apenas pela beleza do que n\u00e3o se pode explicar.<\/p>\n<p data-start=\"3080\" data-end=\"3794\">Mesmo depois da tua partida, que n\u00e3o sei se foi geogr\u00e1fica ou espiritual, concreta ou m\u00edstica, a casa permaneceu impregnada de ti. As paredes continuam te ouvindo. \u00c0s vezes o ch\u00e3o geme de um jeito que parece ecoar teus passos ausentes. H\u00e1 noites em que a porta range e penso, por um instante febril, que \u00e9s tu, chegando com aquele teu riso aceso, largo, do tamanho da lua cheia. E no jardim, h\u00e1 flores que desabrocham fora do tempo, como se tua presen\u00e7a invis\u00edvel ainda lhes soprasse os segredos da primavera. Aqui, o tempo j\u00e1 n\u00e3o se mede em minutos, ele se derrama em mem\u00f3rias. Cada perfume esquecido que volta, cada m\u00fasica que toca quando estou distra\u00eddo, \u00e9 um recado teu, um bilhete et\u00e9reo assinado com saudade.<\/p>\n<p data-start=\"3796\" data-end=\"4447\">Dizem por a\u00ed que \u00e9 loucura esperar o que n\u00e3o tem data, que \u00e9 insano cultivar esperan\u00e7as onde s\u00f3 h\u00e1 sil\u00eancio. Mas o que sabem eles do que \u00e9 amar com a alma inteira, do que \u00e9 entregar o corpo ao vazio com a f\u00e9 dos que cr\u00eaem no imposs\u00edvel? Amar, meu amor, n\u00e3o \u00e9 apenas dividir uma cama ou uma rotina, \u00e9 continuar acendendo a luz para quem partiu, \u00e9 manter o caf\u00e9 quente como se o tempo pudesse recuar, \u00e9 escrever cartas que talvez nunca ser\u00e3o lidas, mas que ainda assim precisam ser escritas porque carregam o que \u00e9 mais urgente em mim. Amar \u00e9 viver num fuso hor\u00e1rio descompassado, onde a saudade dita os segundos e o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o respeita os calend\u00e1rios.<\/p>\n<p data-start=\"4449\" data-end=\"5143\">Eu te espero. N\u00e3o com desespero, n\u00e3o com pressa, mas com essa esp\u00e9cie de f\u00faria tranquila que s\u00f3 os que amam profundamente conhecem. Essa espera que n\u00e3o grita, mas permanece, que arruma as gavetas como quem organiza as lembran\u00e7as, que ajeita travesseiros como se ainda fosses deitar ali, que fala contigo mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 resposta, porque h\u00e1 amor que n\u00e3o precisa de retorno para existir. Amar \u00e9 saber que mesmo que os corpos se percam, h\u00e1 uma presen\u00e7a que continua caminhando dentro da gente, uma respira\u00e7\u00e3o compartilhada no invis\u00edvel. H\u00e1 palavras que nunca foram ditas, mas que j\u00e1 nasceram entendidas. H\u00e1 olhares que continuam nos vigiando, mesmo depois que os olhos se fecharam para sempre.<\/p>\n<p data-start=\"5145\" data-end=\"5480\">Tu \u00e9s o que me move, o que me revela, o que d\u00e1 sentido ao que ainda sou. O que os olhos veem, o tempo apaga, mas o que o cora\u00e7\u00e3o sente, esse o tempo aprende a respeitar. Por isso, enquanto houver brisa, enquanto o sil\u00eancio continuar sussurrando teu nome, enquanto a janela seguir aberta como um gesto de f\u00e9, eu estarei aqui. Esperando.<\/p>\n<p data-start=\"5482\" data-end=\"5862\">E quando fecho os olhos, meu amor, tu j\u00e1 passeias no voo dos meus sonhos. E pela fresta por onde entra o vento, j\u00e1 vislumbro a eternidade da tua volta. Eu te amo com esse desassossego sagrado que s\u00f3 conhece quem vive uma aus\u00eancia povoada. Vem. Vem depressa. Porque teu sonho, eu carrego comigo. E dentro de mim, ainda h\u00e1 um mundo inteiro que s\u00f3 respira quando te imagina voltando.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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