{"id":1912,"date":"2025-10-08T13:36:39","date_gmt":"2025-10-08T16:36:39","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1912"},"modified":"2025-10-08T22:32:19","modified_gmt":"2025-10-09T01:32:19","slug":"a-muralha-da-vergonha-quando-o-privado-devora-o-publico-em-pontal-do-maracaipe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1912","title":{"rendered":"A muralha da vergonha: quando o privado devora o p\u00fablico em Pontal do Maraca\u00edpe. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<div class=\"wp-block-media-text__content\"><\/div>\n<\/div>\n<p data-start=\"519\" data-end=\"540\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>A praia do Pontal de Maraca\u00edpe, em Ipojuca, Pernambuco, tornou-se palco de um epis\u00f3dio que ultrapassa a esfera da irregularidade ambiental para se inscrever na hist\u00f3ria simb\u00f3lica das distor\u00e7\u00f5es nacionais. Um muro, erguido com troncos de coqueiro sob a justificativa de conter o avan\u00e7o do mar, avan\u00e7ou sobre uma faixa de dom\u00ednio p\u00fablico, invadiu \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o e restringiu o acesso livre de moradores e visitantes. O laudo pericial da Justi\u00e7a Federal \u00e9 inequ\u00edvoco quanto aos danos ambientais e \u00e0 ilegalidade da obra. Mas o verdadeiro muro \u00e9 outro: o que separa o poder econ\u00f4mico da consci\u00eancia moral.<\/p>\n<p data-start=\"1149\" data-end=\"1574\">O gesto de cravar troncos de coqueiros, a pr\u00f3pria carne da paisagem tropical, na areia do litoral \u00e9, por si s\u00f3, uma contradi\u00e7\u00e3o moral e est\u00e9tica. A natureza foi usada contra si mesma. O mesmo coqueiro que d\u00e1 sombra, alimento e abrigo ao povo tornou-se instrumento de exclus\u00e3o. \u00c9 o retrato fiel de um tempo em que o homem, movido pela \u00e2nsia de possuir, transforma o que \u00e9 comum em fronteira e o que \u00e9 natural em propriedade.<\/p>\n<p data-start=\"1576\" data-end=\"2030\">Alexis de Tocqueville advertiu que o maior risco das democracias \u00e9 a tirania dos interesses, quando o desejo particular sobrep\u00f5e-se \u00e0 raz\u00e3o p\u00fablica. O muro de Maraca\u00edpe \u00e9 a express\u00e3o f\u00edsica dessa advert\u00eancia: uma barreira erguida em nome da seguran\u00e7a, mas sustentada pela coniv\u00eancia e pela omiss\u00e3o do poder p\u00fablico. A fronteira ali tra\u00e7ada \u00e9 menos geogr\u00e1fica e mais moral, delimita o territ\u00f3rio onde termina o bem comum e come\u00e7a o imp\u00e9rio do privil\u00e9gio.<\/p>\n<p data-start=\"2032\" data-end=\"2473\">Thomas Hobbes, ao descrever o estado de natureza, dizia que o homem \u00e9 o lobo do pr\u00f3prio homem. O Estado, portanto, nasce para domar essa selvageria. Mas quando o Estado \u00e9 c\u00famplice, e n\u00e3o guardi\u00e3o, da desigualdade, ele devolve a sociedade ao estado primitivo de domina\u00e7\u00e3o, em que a for\u00e7a e a influ\u00eancia valem mais do que a lei. A muralha do Pontal \u00e9 o retrato de um Leviat\u00e3 cansado, que j\u00e1 n\u00e3o protege os fracos, apenas negocia com os fortes.<\/p>\n<p data-start=\"2475\" data-end=\"2862\">Simone Weil, uma das consci\u00eancias mais puras do s\u00e9culo XX, escreveu que o enraizamento \u00e9 a necessidade mais profunda da alma humana. O muro de Maraca\u00edpe fere esse enraizamento ao afastar a comunidade do seu territ\u00f3rio simb\u00f3lico e afetivo. A praia, que sempre foi espa\u00e7o de conviv\u00eancia, torna-se territ\u00f3rio interditado. A alma do povo \u00e9 desenraizada em nome de uma falsa conten\u00e7\u00e3o do mar.<\/p>\n<p data-start=\"2864\" data-end=\"3235\">Albert Camus lembrava que o mal come\u00e7a quando o homem aceita a injusti\u00e7a como parte natural da vida. As muralhas erguidas pelo ego\u00edsmo s\u00e3o constru\u00eddas primeiro no esp\u00edrito, depois na areia. O muro do Pontal nasceu antes na indiferen\u00e7a dos que o poderiam impedir. O concreto moral precede o f\u00edsico. A madeira, ali, \u00e9 apenas o instrumento vis\u00edvel da cegueira institucional.<\/p>\n<p data-start=\"3237\" data-end=\"3739\">Edgar Morin observa que a crise da civiliza\u00e7\u00e3o moderna \u00e9, acima de tudo, uma crise de complexidade: reduzimos o que \u00e9 humano a esquemas simplificados, o coletivo ao interesse e o sagrado ao utilit\u00e1rio. O caso de Maraca\u00edpe mostra essa simplifica\u00e7\u00e3o tr\u00e1gica. Uma praia, s\u00edmbolo da liberdade e da comunh\u00e3o, \u00e9 transformada em mercadoria. O mar, met\u00e1fora universal da fluidez e da partilha, \u00e9 fendido por um muro de madeira que pretende deter o que \u00e9 indeten\u00edvel: o direito natural de ir, vir e pertencer.<\/p>\n<p data-start=\"3741\" data-end=\"4165\">Zygmunt Bauman falava de um tempo l\u00edquido, em que os la\u00e7os sociais se dissolvem e tudo se torna consumo. No Brasil, a liquidez se inverteu: os muros s\u00e3o s\u00f3lidos, a \u00e9tica \u00e9 que se tornou l\u00edquida. Cada tronco fincado na areia \u00e9 uma estaca da indiferen\u00e7a, um prego simb\u00f3lico na ideia de rep\u00fablica. O que se ergue ali n\u00e3o \u00e9 apenas uma barreira f\u00edsica, mas uma forma de apartheid costeiro, um ensaio de privatiza\u00e7\u00e3o da natureza.<\/p>\n<p data-start=\"4167\" data-end=\"4458\">Santo Agostinho afirmou que sem justi\u00e7a os reinos se convertem em bandos de saqueadores. O muro de Maraca\u00edpe \u00e9 a par\u00e1bola moderna dessa advert\u00eancia: a apropria\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de defesa, a viol\u00eancia travestida de ordem. A justi\u00e7a, quando hesita, torna-se c\u00famplice da injusti\u00e7a que n\u00e3o combate.<\/p>\n<p data-start=\"4460\" data-end=\"4790\">A praia \u00e9 o territ\u00f3rio mais democr\u00e1tico da Terra. O mar n\u00e3o reconhece castas, fortunas ou sobrenomes. Diante dele, todos somos iguais. Ao cercar o mar com troncos, o homem nega essa igualdade e reescreve a paisagem em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio. \u00c9 a vit\u00f3ria ef\u00eamera do privil\u00e9gio sobre a natureza e, sobretudo, sobre o esp\u00edrito humano.<\/p>\n<p data-start=\"4792\" data-end=\"5184\">O muro de Maraca\u00edpe n\u00e3o ser\u00e1 lembrado apenas como uma infra\u00e7\u00e3o ambiental, mas como um sintoma moral do pa\u00eds que o permitiu. A luta pela sua derrubada \u00e9 mais do que uma causa jur\u00eddica: \u00e9 um ato de reconcilia\u00e7\u00e3o entre o homem e o seu dever c\u00edvico. Enquanto a madeira estiver fincada na areia, o Brasil continuar\u00e1 dividido entre os que t\u00eam acesso e os que apenas contemplam o horizonte de longe.<\/p>\n<p data-start=\"5186\" data-end=\"5412\">O mar, por\u00e9m, \u00e9 paciente. Ele n\u00e3o se apressa, mas n\u00e3o esquece. As ondas voltam, e com elas a justi\u00e7a natural das coisas. Porque nada, nem mesmo o poder, \u00e9 mais eterno que o movimento do mar e a consci\u00eancia desperta de um povo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 A praia do Pontal de Maraca\u00edpe, em Ipojuca, Pernambuco, tornou-se palco de um epis\u00f3dio que ultrapassa a esfera da irregularidade ambiental para se inscrever na hist\u00f3ria simb\u00f3lica das distor\u00e7\u00f5es nacionais. 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