{"id":1881,"date":"2025-10-04T21:21:29","date_gmt":"2025-10-05T00:21:29","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1881"},"modified":"2025-10-05T02:04:30","modified_gmt":"2025-10-05T05:04:30","slug":"bienal-do-livro-onde-a-materia-prima-e-o-livro-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1881","title":{"rendered":"BIENAL DE PERNAMBUCO : ONDE A MAT\u00c9RIA-PRIMA \u00c9 O LIVRO. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<h3 data-start=\"803\" data-end=\"1165\">A XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco celebra 30 anos de hist\u00f3ria e presta homenagem a Josu\u00e9 de Castro, reafirmando o poder da leitura como for\u00e7a civilizat\u00f3ria.<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1882\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462566402_1627933917761844_959919638782711891_n-300x226.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462566402_1627933917761844_959919638782711891_n-300x226.jpg 300w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/462566402_1627933917761844_959919638782711891_n.jpg 476w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/> <strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>A XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco avan\u00e7a com vigor em Olinda, reafirmando o valor do livro como uma das \u00faltimas resist\u00eancias do pensamento diante do ru\u00eddo contempor\u00e2neo. Mais do que uma feira, \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia, uma convoca\u00e7\u00e3o \u00e0 escuta do verbo, uma casa erguida com o material mais antigo e mais essencial da civiliza\u00e7\u00e3o: a palavra.<\/p>\n<p data-start=\"1167\" data-end=\"1690\">Em tempos em que a velocidade suplanta a compreens\u00e3o e a informa\u00e7\u00e3o se despe de sentido, \u00e9 comovente observar milhares de pessoas reunidas em torno de algo t\u00e3o simples e t\u00e3o poderoso quanto um livro. Como escreveu Jorge Luis Borges, \u201cde todos os instrumentos do homem, o mais surpreendente \u00e9, sem d\u00favida, o livro: os outros s\u00e3o extens\u00f5es do corpo; o livro \u00e9 uma extens\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o e da mem\u00f3ria.\u201d \u00c9 essa extens\u00e3o de mem\u00f3ria e imagina\u00e7\u00e3o que a Bienal, h\u00e1 trinta anos, vem defendendo como patrim\u00f4nio coletivo e espiritual.<\/p>\n<p data-start=\"1692\" data-end=\"2037\">A lei que a reconheceu neste ano como Patrim\u00f4nio Cultural Imaterial do Recife \u00e9 mais do que um gesto de reconhecimento; \u00e9 uma declara\u00e7\u00e3o p\u00fablica de que a leitura continua sendo um ato de civiliza\u00e7\u00e3o. Pernambuco, terra de poetas e rebeldes, reafirma-se como guardi\u00e3o da linguagem, como territ\u00f3rio em que o verbo ainda tem peso e responsabilidade.<\/p>\n<p data-start=\"2039\" data-end=\"2676\">O homenageado desta edi\u00e7\u00e3o, Josu\u00e9 de Castro, representa de forma exemplar a fus\u00e3o entre ci\u00eancia, literatura e humanismo. M\u00e9dico, ge\u00f3grafo, pensador universal, Josu\u00e9 entendeu antes de muitos que a fome n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno biol\u00f3gico, mas pol\u00edtico. Autor de <em data-start=\"2289\" data-end=\"2308\">Geografia da Fome<\/em>, traduziu em palavras a dor coletiva de um povo, convertendo a pesquisa em consci\u00eancia, e o diagn\u00f3stico em den\u00fancia. Em sua obra, a escrita n\u00e3o se limita a descrever o mundo, mas tenta transform\u00e1-lo. Por isso, seu nome ressoa com tanta propriedade neste momento em que o Brasil parece necessitar de intelectuais que escrevam n\u00e3o apenas para explicar, mas para agir.<\/p>\n<p data-start=\"2678\" data-end=\"2992\">\u201cEnquanto houver um homem faminto, a civiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma farsa\u201d, escreveu Josu\u00e9. Essa senten\u00e7a resume a coragem \u00e9tica de quem fez da palavra um gesto de combate e da leitura uma forma de resist\u00eancia. Honrar Josu\u00e9 de Castro na Bienal \u00e9 reconhecer que a literatura, em sua ess\u00eancia, \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de justi\u00e7a.<\/p>\n<p data-start=\"2994\" data-end=\"3373\">A Bienal \u00e9 um espelho do tempo. Em seus corredores, o leitor reencontra o poder da lentid\u00e3o e do sil\u00eancio. Kafka dizia que \u201cum livro deve ser o machado que quebra o mar gelado dentro de n\u00f3s\u201d. Essa \u00e9 talvez a defini\u00e7\u00e3o mais pura da experi\u00eancia liter\u00e1ria: o livro como ruptura interior, como revela\u00e7\u00e3o de uma verdade que dorme sob o cotidiano. Ler \u00e9, portanto, um ato de despertar.<\/p>\n<p data-start=\"3375\" data-end=\"3817\">A literatura, como lembrava Italo Calvino, \u201c\u00e9 a prova de que a vida n\u00e3o basta\u201d. E de fato, o que seria da exist\u00eancia sem o ref\u00fagio das palavras, sem o direito de sonhar por meio de vozes alheias? A Bienal convida o p\u00fablico a retomar esse gesto primitivo e nobre: abrir um livro e se permitir habitar outras consci\u00eancias. Ler \u00e9 atravessar fronteiras sem precisar de passaporte. \u00c9 o exerc\u00edcio mais \u00edntimo e mais livre que a humanidade inventou.<\/p>\n<p data-start=\"3819\" data-end=\"4197\">A for\u00e7a do livro n\u00e3o est\u00e1 apenas no que ele cont\u00e9m, mas no que provoca. Cada leitor o reescreve \u00e0 sua maneira, completando a obra com sua pr\u00f3pria experi\u00eancia. Roland Barthes dizia que \u201ca leitura \u00e9 o espa\u00e7o onde se encontram o escritor e o leitor, sem que nenhum deles se anule\u201d. \u00c9 esse encontro que a Bienal celebra: o di\u00e1logo entre o autor que oferece e o leitor que reinventa.<\/p>\n<p data-start=\"4199\" data-end=\"4517\">Na paisagem ruidosa da cultura digital, o livro permanece como o objeto mais silencioso e mais subversivo que existe. Ele n\u00e3o imp\u00f5e sons nem imagens; prop\u00f5e mundos. \u201cA leitura \u00e9 uma amizade\u201d, escreveu Marcel Proust. E talvez seja esse o maior legado da Bienal: lembrar que o livro, antes de tudo, \u00e9 uma forma de afeto.<\/p>\n<p data-start=\"4519\" data-end=\"4787\">Josu\u00e9 de Castro, Borges, Kafka, Calvino, Proust \u2014 todos convergem num mesmo ponto: a cren\u00e7a de que a palavra \u00e9 o instrumento pelo qual o homem tenta compreender sua condi\u00e7\u00e3o. A Bienal \u00e9 a celebra\u00e7\u00e3o dessa tentativa, desse esfor\u00e7o milenar de dar sentido ao indiz\u00edvel.<\/p>\n<p data-start=\"4789\" data-end=\"5075\">E quando as luzes do evento se apagarem, quando os estandes forem desmontados e o burburinho se calar, restar\u00e1 o essencial: o leitor com seu livro. Ali, sozinho, mas acompanhado por s\u00e9culos de pensamento, ele perpetua a Bienal em sil\u00eancio, cumprindo o mais belo dos gestos humanos: ler.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco celebra 30 anos de hist\u00f3ria e presta homenagem a Josu\u00e9 de Castro, reafirmando o poder da leitura como for\u00e7a civilizat\u00f3ria. Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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