{"id":1757,"date":"2025-09-20T23:44:42","date_gmt":"2025-09-21T02:44:42","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1757"},"modified":"2025-09-20T23:44:42","modified_gmt":"2025-09-21T02:44:42","slug":"verissimo-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1757","title":{"rendered":"Ver\u00edssimo!!! Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1585\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\" \/>\u00a0 <strong>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0 <\/strong>Somos hoje um Brasil radicalizado, fraturado, cada vez mais longe do pa\u00eds cordial sonhado por tantos.\u00a0<em>Urbi et orbi<\/em>, o mundo inteiro segue nessa trilha. Mata-se nos Estados Unidos e celebra-se essas mortes, por aqui, alegremente. Rindo. Um escritor ga\u00facho at\u00e9 d\u00e1 parab\u00e9ns, aos dois filhinhos do finado, que n\u00e3o v\u00e3o mais precisar conviver com ele nos pr\u00f3ximos anos. M\u00e9dicos, que tem a fun\u00e7\u00e3o de salvar vidas, celebram a pontaria do atirador.<\/p>\n<p>Dou uma pausa, nesse tempo de horror, para falar sobre pessoas. De quem quero bem. E j\u00e1 lamento, amigo leitor, essa prociss\u00e3o de mortos. N\u00e3o \u00e9 justo. Alguns na terra, mais pertinho de n\u00f3s, e essas perdas doem como um punhal no peito. Outros longe, que n\u00e3o v\u00edamos sempre, e nem por isso menos queridos. Pena. Por isso decidi, aqui, s\u00f3 lembrar de amigos. Lembran\u00e7as tristes, mas boas.<\/p>\n<p>Primeiro Jaguar, j\u00e1 falei nele. Agora Silvio Tendler. Nos \u00faltimos tempos, com enormes barbas brancas, mais parecia um Papai Noel. Com cadeira de rodas, em vez dos tradicionais tren\u00f3s. E, entre as duas perdas, Ver\u00edssimo. Uma trindade sant\u00edssima. Saudades deles. Permitam, nestas p\u00e1ginas, algumas palavras sobre o ga\u00facho.<\/p>\n<p>Luis Fernando Ver\u00edssimo, entre muitas qualidades raras, escrevia como um semi-Deus. E era um saxofonista de grandes m\u00e9ritos. At\u00e9 creio que esse \u00faltimo elogio lhe deixaria mais feliz que os anteriores. Para al\u00e9m, e sobretudo, tratava-se de uma pessoa boa. De \u00edndole boa. Fraterno. E que sabia rir. Algu\u00e9m muito especial, enfim. Sem par. Impar. \u00danico. Calado quase sempre mas, e se algo assim for poss\u00edvel, de um sil\u00eancio muito inteligente. Genial.<\/p>\n<p>Todos j\u00e1 falaram sobre ele. Falta, por aqui, esse pobre devoto seu. E o fa\u00e7o, agora, com o cora\u00e7\u00e3o ainda em sangue. Por se tratar de amizade antiga, tornando a dor dessa perda maior ainda. E j\u00e1 digo que, \u00e0 mem\u00f3ria, vem lembran\u00e7as.<\/p>\n<p>Como nos tempos em que Paris era Paris, uma esp\u00e9cie de centro cultural do mundo. Estava dispon\u00edvel, por l\u00e1, um velho edif\u00edcio de 6 andares e Luis Fernando inventou de juntar 6 amigos na empreitada. J\u00e1 tinha 4 comprometidos: ele, Millor, Chico Caruso (se a mem\u00f3ria n\u00e3o falha) e n\u00f3s. A ideia era, em seguida, reformar tudo \u2013 energia, elevador, \u00e1gua; para, em seguida, sortear as alturas. S\u00f3 que houve problemas com os vendedores, n\u00e3o deu certo, pena.<\/p>\n<p>Depois, inspirado na sua ideia, at\u00e9 que tentei sozinho comprar o segundo andar do\u00a0<em>Les Deux Magots<\/em>\u00a0(Duas Estatuetas Chinesas, nome esquisito para nome de um Caf\u00e9). Em frente \u00e0 igrejinha da Saint-Germain-des-Pr\u00e9s. Onde todo fim de semana tem, com orquestras de c\u00e2mara, m\u00fasica barroca das boas com Vivaldi, Pachelbel, Scarlati; al\u00e9m, claro, Bach (maior de todos).<\/p>\n<p>N\u00e3o a mais rica, nem a mais famosa, s\u00f3 que (assim considero) a mais charmosa de Paris. Bem perto da encantadora Pra\u00e7a de Furstenberg, t\u00e3o pequena que \u00e9 mais conhecida como\u00a0<em>Placette<\/em>\u00a0(pracinha). No Quartier Latin, cora\u00e7\u00e3o do 16<sup>\u00e8me<\/sup>. Tamb\u00e9m n\u00e3o deu certo, paci\u00eancia, dona Lecticia vetou. Preferia Lisboa e, hoje, at\u00e9 agrade\u00e7o por isso.<\/p>\n<p>Teve mais sorte Luis Fernando, com ajuda que veio do jornalista Reali J\u00fanior. E acabou comprando, sem parcerias, um apartamento na Rua Fresnel \u2013 que come\u00e7a na Av. Albert de Mun e acaba nas escadarias da Rue de la Manutention, por tr\u00e1s da Embaixada do Iran. Perto da Torre Eiffel, uma bela vista. Parab\u00e9ns para L\u00facia, querida L\u00facia, e toda a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>V\u00e1rias vezes perguntei a raz\u00e3o de n\u00e3o querer entrar na Academia Brasileira de Letras. Creio que tudo se deu por conta de seu pai, o grande \u00c9rico Ver\u00edssimo \u2012 autor da trilogia\u00a0<em>O tempo e o vento<\/em>\u00a0e, mais, dezenas de outros grandes livros. Dando-se n\u00e3o ter o velho admitido, algum dia, ir para l\u00e1. N\u00e3o por falta de insist\u00eancia dos confrades, claro.<\/p>\n<p>Historinha curiosa ocorreu quando Vianna Moog, cadeira 4 da ABL, pegou avi\u00e3o e foi at\u00e9 Porto Alegre insistir para que fosse candidato. Quando esgotaram os argumentos de recusar, foi ao extremo e respondeu \u201cS\u00f3 se for na sua vaga\u201d. Fim do convite, que n\u00e3o era t\u00e3o grande assim o desejo do amigo.<\/p>\n<p>Certo que, sem d\u00favida poss\u00edvel, todos n\u00f3s na Casa receber\u00edamos Luis Fernando de bra\u00e7os abertos. E como candidato \u00fanico, caso se inscrevesse, que ningu\u00e9m seria doido para disputar com ele. Um Pr\u00edncipe das Letras!!! A vers\u00e3o que deu, para essa n\u00e3o inscri\u00e7\u00e3o, foi c\u00f4mica. Dando-se ter descoberto que a espada entregue para pendurar no Fard\u00e3o, durante a cerim\u00f4nia de posse, n\u00e3o poderia ser levada para casa. Teria que ser devolvida. E isso, para ele, seria inaceit\u00e1vel. S\u00f3 mesmo Luis Fernando\u2026<\/p>\n<p>Durante muitos anos, todos os janeiros, passava temporadas em nossa casa de praia na Lagoa Azul. Junto com amigos. Pena que esses tempos hoje se foram, retidos hoje s\u00f3 no cora\u00e7\u00e3o. Recordo uma dessas vezes, quando fomos jantar no Beijupir\u00e1 (em Porto de Galinhas); e o ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, por sinal pernambucano, ao ver o ga\u00facho entrando gritou<\/p>\n<p><em>\u2013 Luis Fernando Ver\u00edssimo, amigo velho, o que h\u00e1 de novo?<\/em><\/p>\n<p>Sil\u00eancio absoluto. Todas as mesas pararam suas conversas, na espera da resposta. Dava para ouvir as moscas. E nosso grande escritor, que como j\u00e1 se disse antes n\u00e3o gosta de falar, deu resposta criada, na hora, depois muito usada por toda gente<\/p>\n<p><em>\u00a0\u2013 O que h\u00e1 de novo, Deputado, \u00e9 essa nossa amizade.<\/em><\/p>\n<p>Com palmas gerais. Agora, depois desse derrame que o levou \u00e0 UTI, tudo ficou mais dif\u00edcil para ele. L\u00facia, querida L\u00facia, companheira por 61 anos (invejas, que Maria Lecticia e eu temos s\u00f3 54), nos contou que o trombo comprometeu sua fala.<\/p>\n<p>O que \u00e9 injusto. Algu\u00e9m que viveu a vida entre palavras n\u00e3o conseguir mais falar. Como foi educado nos Estados Unidos, sendo alfabetizado em ingl\u00eas (at\u00e9 dizia ter lido mais livros, nessa l\u00edngua, que em portugu\u00eas), no hospital pediram que pelo menos tentasse dizer algo em ingl\u00eas. Para ver se haveria resposta. Em v\u00e3o. Tristeza tanta.<\/p>\n<p>Como despedida, lembro texto que Millor Fernandes escreveu para os\u00a0<em>Cadernos de Literatura Brasileira,<\/em>\u00a0do Instituto Moreira Sales, em que falava nele (e em todos n\u00f3s):<\/p>\n<p>\u201cA \u00faltima vez em que estivemos juntos (com Ariano Suassuna) foi o momento mais extraordin\u00e1rio. Na casa de nosso comum amigo Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho, jornalista, escritor e caus\u00eddico (a ordem \u00e9 a do leitor), numa praia de quatro quil\u00f4metros de extens\u00e3o, em Porto de Galinhas. Ficamos l\u00e1 horas, conversando dentro d\u2019\u00e1gua, num mar indiz\u00edvel mas que vou tentar dizer.<\/p>\n<p>\u201cA meu lado, dentro das \u00e1guas claras, a presen\u00e7a absolutamente surreal de Ariano, secundado por (apertem os cintos!) Luis Fernando Ver\u00edssimo. E eu ali, galera, me boquiabrindo diante da loquacidade brilhante de Ariano Suassuna e me boquifechando diante do mutismo perturbador de Ver\u00edssimo, mostrando, como sempre, que n\u00e3o \u00e9 homem de jogar conversa fora. Ao redor a meteorologia, no seu melhor, enviando leves pancadas de chuva em momentos preciosos e vento sempre fresco, com dezoito n\u00f3s e alguns la\u00e7os \u2012 os da amizade\u201d.<\/p>\n<p>Adeus, amigo querido. Esse\u00a0<em>la\u00e7os da amizade<\/em>\u00a0permanecer\u00e3o, para sempre. Nos veremos, algum dia, em algum lugar que ainda n\u00e3o sei.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. 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