{"id":1707,"date":"2025-09-13T20:38:50","date_gmt":"2025-09-13T23:38:50","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707"},"modified":"2025-09-13T20:38:50","modified_gmt":"2025-09-13T23:38:50","slug":"a-inquisicao-no-brasil-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707","title":{"rendered":"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<div class=\"byline\"><\/div>\n<div class=\"entry-content\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-174539\" src=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1.webp\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\" \/>\u00a0\u00a0<strong>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0\u00a0<\/strong>\u00a0Na \u00faltima semana vimos, aqui nestas p\u00e1ginas, como nasceu o Tribunal do Santo Of\u00edcio na Fran\u00e7a (em Orleans, 1022); e como se espraiou, primeiro para Espanha (em 1478) e depois a Portugal (em 1536). Registramos tamb\u00e9m como funcionava, em Autos de F\u00e9 que semearam o terror nessas terras.<\/p>\n<p>Eram tempos duros, amigo leitor. Em que os tribunais estavam a servi\u00e7o nem sempre da religi\u00e3o cat\u00f3lica, tamb\u00e9m atendendo \u00e0 pol\u00edtica e a interesses econ\u00f4micos privados. Como se cada inquisidor tivesse bolsos recheados e cora\u00e7\u00f5es empedernidos. Mais grave \u00e9 que, nas suas senten\u00e7as, nada lembrava o Deus em nome de quem diziam agir. Os documentos daquele termo n\u00e3o deixam qualquer d\u00favida. Falta ver, agora, a continua\u00e7\u00e3o disso tudo. E como atingiu o Brasil, inclusive nosso Pernambuco.<\/p>\n<p>Condenados, na Inquisi\u00e7\u00e3o, eram divididos entre\u00a0<em>Reconciliados<\/em>\u00a0? aqueles que, depois das penit\u00eancias, voltavam a frequentar a Igreja, explicitando o dom\u00ednio da f\u00e9 sobre a heresia; e\u00a0<em>Relaxados<\/em>\u00a0? condenados que eram com frequ\u00eancia executados, com a morte se dando por garrote ou na fogueira. Todos obrigados a usar um\u00a0<em>H\u00e1bito Penitencial<\/em>\u00a0chamado\u00a0<em>Sambenito<\/em>, com imagens de fogo que variavam: chamas para cima, no caso dos\u00a0<em>Reconciliados<\/em>; e para baixo, no dos\u00a0<em>Relaxados<\/em>.<\/p>\n<p>Apenas entre 1543 e 1684 foram condenados, em Portugal, 19.247 infi\u00e9is, dos quais 1.379 acabaram indo antecipadamente para o inferno. \u00a0S\u00f3 n\u00e3o era fun\u00e7\u00e3o do Santo Of\u00edcio punir crimes comuns, como homic\u00eddio ou roubo, que continuaram permanecendo responsabilidade da Justi\u00e7a Secular. Ao Santo Of\u00edcio cabia, somente, os considerados her\u00e9ticos.<\/p>\n<p>A partir de 1560, a Inquisi\u00e7\u00e3o estendeu seus bra\u00e7os al\u00e9m das terras continentais portuguesas, para atingir todos os seus territ\u00f3rios ultramarinos. Especialmente col\u00f4nias africanas, entre elas destaque para Goa (\u00cdndia) e o Brasil, lugares onde foi t\u00e3o atuante como em sua sede europeia. Mesmo n\u00e3o chegando, o Santo Of\u00edcio, a criar Tribunais de Inquisi\u00e7\u00e3o fora de Portugal.<\/p>\n<p>Respons\u00e1vel pelos processos, nesses outros lugares, continuou sendo sempre o Tribunal de Lisboa. Enquanto, no Brasil, tudo se operava com visita\u00e7\u00f5es de mission\u00e1rios Jesu\u00edtas que tinham a miss\u00e3o de fazer inspe\u00e7\u00e3o para observ\u00e2ncia da f\u00e9 e dos bons costumes. Primeiras expedi\u00e7\u00f5es de Visitadore<em>s<\/em>, ao Brasil, ocorreram em 1591 e 1595 ? envolvendo Bahia, Goi\u00e1s, Para\u00edba e Pernambuco.<\/p>\n<p>Esses Visitadores<em>,<\/em>\u00a0ao chegar, concediam 30 dias para que os moradores locais apresentassem den\u00fancias ou se declarassem arrependidos. Eram fixados,\u00a0nas portas das igrejas,\u00a0<em>Monit\u00f3rios<\/em>\u00a0com informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre os crimes que deveriam ser denunciados ? bigamia, blasf\u00eamia, feiti\u00e7aria, islamismo, protestantismo, sodomia, solicita\u00e7\u00e3o (ass\u00e9dio), quaisquer outros atos que ofendessem a f\u00e9 crist\u00e3 e, sobretudo, juda\u00edsmo (desses delitos, o mais rent\u00e1vel \u00e0 coroa portuguesa).<\/p>\n<p>\u201cMonit\u00f3rio do Inquisidor Geral, per que manda a todas as pessoas que souberem d\u2019outras, que forem culpadas no crime de heresia, e apostasia, o venh\u00e3o denunciar em termo de trinta dias\u201d; e \u201cse algumas pessoas, ou pessoa, tem livros, e escrituras, para fazer os ditos cercos, e inven\u00e7\u00f5es dos diabos, como dito he, ou outros alguns livros, ou livro, reprovados pela Sancta Madre de Deus\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas monit\u00f3rios, tamb\u00e9m v\u00e1rios\u00a0<em>\u00c9ditos<\/em>, pelos quais os visitadores obtinham informa\u00e7\u00f5es que pudessem embasar seus processos. Entre eles, sobretudo,\u00a0<em>\u00c9ditos de Gra\u00e7a,<\/em>\u00a0listando uma s\u00e9rie de heresias que poderiam ser confessadas pelos habitantes locais; e\u00a0<em>\u00c9ditos de F\u00e9,<\/em>\u00a0com descri\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas a serem denunciadas. Em todos os casos, prevendo penas brandas para os acusados. Sendo comum que os locais aproveitassem esse tempo, concedido pelos\u00a0<em>\u00c9ditos<\/em>, para fazer confiss\u00f5es espont\u00e2neas;\u00a0evitando, assim, os riscos de excomunh\u00e3o ou confisco de bens.<\/p>\n<p>Confiss\u00f5es aconteciam perante os Visitadores, aos quais deveria dizer \u201ctudo o que souberem de vista ou de ouvida, que qualquer pessoa tenha feito, dito ou cometido contra a nossa Santa F\u00e9 Cat\u00f3lica\u201d, sob pena de \u201cexcomunh\u00e3o maior\u201d.<\/p>\n<p>Na Bahia, sobretudo, a um Visitador conhecido apenas como Heitor (o padre Heitor Furtado de Mendon\u00e7a), por vezes com a presen\u00e7a de autoridades locais, como o bispo Ant\u00f3nio Barreiros, o provincial dos jesu\u00edtas Mar\u00e7al Beliarte e o reitor do col\u00e9gio, padre Fern\u00e3o Cardim.<\/p>\n<p>Enquanto, em Goi\u00e1s, o Visitador conhecido mais simplesmente como Alexandre (o padre Alexandre Marqueza do Valle) decidia tudo sem ouvir ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Quando veio ao \u201cEstado do Brazil\u201d (Bahia) o j\u00e1 referido\u00a0<em>Visitador do Santo Of\u00edcio<\/em>\u00a0Heitor Furtado de Mendon\u00e7a instalou-se, na sociedade local, um clima de ang\u00fastia e pavor. Ao longo dessa visita\u00e7\u00e3o muitos dos habitantes, em sua maioria crist\u00e3os-novos, foram denunciados ou confessaram seus pecados. E acabaram sofrendo penas duras.<\/p>\n<p>\u00c0s casas de morada desse Visitador chegou inclusive, para se autodenunciar, Bartolomeu Fragoso, primeiro poeta do Brasil. Ele, e n\u00e3o Bento Teixeira com sua\u00a0<em>Prosopopeia<\/em>, como consta (at\u00e9 agora) em nossos livros de hist\u00f3ria. Com a inten\u00e7\u00e3o de ter os benef\u00edcios indicados nos\u00a0<em>\u00c9ditos,<\/em>\u00a0por estar \u201cdentro do\u00a0<em>Tempo da Gra\u00e7a<\/em>\u201d ? o prazo de um m\u00eas posterior \u00e0 chegada do Visitador do Santo Of\u00edcio, como vimos. \u201cE por dizer que queria confessar sua culpa, recebeu o juramento dos Santos Evangelhos, em que p\u00f4s sua m\u00e3o direita, sob cargo de prometer confessar a verdade\u201d.<\/p>\n<p>A Bartolomeu \u201cfoi logo perguntado pela doutrina crist\u00e3 e disse o credo e o padre nosso\u201d. Ali, \u201cfez confiss\u00e3o inteira e verdadeira, mas antes negou e calou, as ditas blasf\u00eamias com certeza, mantendo, ainda, sua palavra, mas n\u00e3o disse quando blasfemou\u201d. J\u00e1 como r\u00e9u, acabou sofrendo penas, segundo os c\u00f3digos da \u00e9poca em raz\u00e3o de serem \u201cas den\u00fancias que sofreu provas suficientes de incidir no crime de heresia\u201d. E, condenado ao ex\u00edlio, nunca mais se ouviu falar dele.<\/p>\n<p>A Inquisi\u00e7\u00e3o, pouco a pouco, ganhou autonomia em nossas terras. Den\u00fancias eram enviadas, pelos mission\u00e1rios jesu\u00edtas, diretamente ao Tribunal de Lisboa; e depois de analisadas retornavam para, fosse o caso, a expedi\u00e7\u00e3o dos correspondentes mandatos de encarceramento. O que ocorreu s\u00f3 poucas vezes. Que as mais importantes e numerosas pris\u00f5es continuaram sendo feitas por Visitadores, membros do clero locais, comiss\u00e1rios e seus familiares, sem nenhum crit\u00e9rio ou limite, ausentes quaisquer determina\u00e7\u00f5es de al\u00e9m-mar. Em decis\u00f5es individuais (monocr\u00e1ticas, hoje se diria), sem ser poss\u00edvel qualquer revis\u00e3o. E, nos casos todos, com a generosa complac\u00eancia da Coroa.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, estima-se (n\u00e3o h\u00e1 documentos oficiais, para atestar os n\u00fameros exatos) terem ocorrido cerca de 700 den\u00fancias e 200 pris\u00f5es. Em tudo se revelando n\u00e3o apenas o poder sem limites do Inquisidor, como tamb\u00e9m de seus mandados, os visitadores.<\/p>\n<p>Essas persegui\u00e7\u00f5es perduraram at\u00e9 quando chegou ao poder o secret\u00e1rio de estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e da Guerra, depois secret\u00e1rio do Reino (correspondente a um primeiro-ministro), Sebasti\u00e3o Jos\u00e9 de Carvalho e Melo, o Marqu\u00eas de Pombal.<\/p>\n<p>Foi ele quem aboliu a escravatura, em 1761 (mas s\u00f3 no Portugal continental, sem se estender ao Brasil e outros dom\u00ednios portugueses). E imp\u00f4s, em 1774, o Estatuto do Tribunal da Coroa ? suprimindo processos sigilosos, torturas, excomunh\u00e3o com uma \u00fanica testemunha, bem como a inabilita\u00e7\u00e3o dos condenados, n\u00e3o mais se devendo fazer distin\u00e7\u00f5es entre crist\u00e3os-velhos (tradicionais fam\u00edlias da terra) e crist\u00e3os-novos (como eram conhecidos os judeus). Passando o Santo Of\u00edcio, a partir de ent\u00e3o, a ser considerado apenas como um tribunal r\u00e9gio e nada mais. Afinal extinto, em 1821, \u00e0s v\u00e9speras da Independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>Um olhar sereno sobre esse tempo vai permitir avaliar se tanto \u00f3dio, \u201co mais longo dos prazeres\u201d segundo Byron (<em>Don Juan<\/em>); viol\u00eancia, um \u201cfogo que se consome depressa\u201d segundo Shakespeare (<em>Ricardo II<\/em>); e nenhuma disposi\u00e7\u00e3o para perdoar, mesmo sabendo que \u201cperdoar o vencido \u00e9 o triunfo da vit\u00f3ria\u201d, segundo Lope de Vega (<em>O piedoso aragon\u00eas<\/em>), fez bem a Portugal e ao Brasil. Por se sentir, nos dias que correm, ser grande a tenta\u00e7\u00e3o dos atuais usu\u00e1rios do poder em reproduzir esse passado infausto.<\/p>\n<p>Os inquisidores do passado, mesmo aqueles elogiados ou endeusados por alguns de seus pares na \u00e9poca, est\u00e3o nos livros atuais em meio a duras cr\u00edticas, reprimendas e maldi\u00e7\u00f5es. E estamos todos (muito) curiosos para ver como ser\u00e3o lembrados esses de hoje, no futuro. Porque, na li\u00e7\u00e3o do padre Ant\u00f3nio Vieira (<em>Serm\u00f5es<\/em>), \u201cQuem faz mal, foge da luz, e n\u00e3o quer que o vejam\u201d.<\/p>\n<p>Encare\u00e7o v\u00eania para encerrar esse texto, triste, com uma vis\u00e3o otimista. Lembrando os Evangelhos. Quando ensinam que \u201cn\u00e3o h\u00e1 mal que dure para sempre\u201d (Apocalipse 21.4.27), \u201cnem noite que nunca se acabe\u201d (Salmos 30.5). Bom n\u00e3o esquecer disso, leitor amigo. Tudo passa. Homens bons, gestos generosos, virtudes, tudo passa. Mas tamb\u00e9m poderosos, a maldade humana, os sentimentos mais vis, tudo passa. Podem confiar.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em><strong>ARMANDO<\/strong>.\u00a0Ontem (11\/09) o dr. Armando Monteiro Filho, pai de Maria Lect\u00edcia, estaria fazendo 100 anos. A data foi comemorada com missa na Madre de Deus. Uma homenagem merecida, por todos os seus m\u00e9ritos. Dado ser uma pessoa generosa, doce e convergente sempre, nas mais variadas situa\u00e7\u00f5es. E reto no proceder. N\u00e3o apenas grande empres\u00e1rio, provou tamb\u00e9m dr. Armando que \u00e9 poss\u00edvel ser homem p\u00fablico sem ocupar cargos p\u00fablicos (mesmo tendo sido secret\u00e1rio de Via\u00e7\u00e3o e Obras P\u00fablicas em Pernambuco, Deputado Federal e ministro da Agricultura de Jo\u00e3o Goulart, quando apresentou projeto de avan\u00e7ada Reforma Agr\u00e1ria). E mostrou que ainda se pode atuar nesse campo, aqui no Brasil, com \u00e9tica. Por mais raro que seja, nos dias de hoje. Um exemplo a ser copiado. Para sempre seja louvado, pois.\u00a0 Saudades dele.<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0\u00a0\u00a0Na \u00faltima semana vimos, aqui nestas p\u00e1ginas, como nasceu o Tribunal do Santo Of\u00edcio na Fran\u00e7a (em Orleans, 1022); [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,76],"tags":[],"class_list":["post-1707","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-opiniao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u00a0\u00a0Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0\u00a0\u00a0Na \u00faltima semana vimos, aqui nestas p\u00e1ginas, como nasceu o Tribunal do Santo Of\u00edcio na Fran\u00e7a (em Orleans, 1022); [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-09-13T23:38:50+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"147\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/webp\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707\",\"name\":\"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp\",\"datePublished\":\"2025-09-13T23:38:50+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp\",\"contentUrl\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp\",\"width\":300,\"height\":147},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho -","og_description":"\u00a0\u00a0Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0\u00a0\u00a0Na \u00faltima semana vimos, aqui nestas p\u00e1ginas, como nasceu o Tribunal do Santo Of\u00edcio na Fran\u00e7a (em Orleans, 1022); [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707","article_published_time":"2025-09-13T23:38:50+00:00","og_image":[{"width":300,"height":147,"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp","type":"image\/webp"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707","name":"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho -","isPartOf":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp","datePublished":"2025-09-13T23:38:50+00:00","author":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#primaryimage","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp","contentUrl":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1-2.webp","width":300,"height":147},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1707#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A Inquisi\u00e7\u00e3o no Brasil. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1707"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1707\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1708,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1707\/revisions\/1708"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}