{"id":1697,"date":"2025-09-11T17:52:56","date_gmt":"2025-09-11T20:52:56","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1697"},"modified":"2025-09-11T18:30:03","modified_gmt":"2025-09-11T21:30:03","slug":"carpina-entre-a-liberdade-do-hino-e-a-recolonizacao-do-presente-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1697","title":{"rendered":"Carpina: entre a liberdade do hino e a recoloniza\u00e7\u00e3o do presente. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"192\" data-end=\"1430\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1700\" src=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/download-65-235x300.jpeg\" alt=\"\" width=\"235\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/download-65-235x300.jpeg 235w, https:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/download-65.jpeg 426w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/>\u00a0 <strong data-start=\"149\" data-end=\"168\">Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013<\/strong>\u00a0\u00a0Carpina amanhece hoje com a pompa de suas 97 velas acesas, celebrando oficialmente sua emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, declarada pela Lei Estadual n\u00ba 1.931, de 11 de setembro de 1928, quando a antiga Ch\u00e3 do Carpina, j\u00e1 rebatizada Floresta dos Le\u00f5es, libertou-se do dom\u00ednio de Paudalho e Nazar\u00e9 da Mata para assumir o destino com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Nascia o munic\u00edpio, instalado no ano seguinte, como fruto de uma luta coletiva, marcada por nomes que jamais devem ser esquecidos: Armando Gayoso, o deputado que empurrou a hist\u00f3ria no papel; Francisco Jos\u00e9 Chateaubriand, que cunhou a identidade simb\u00f3lica; Odair Santana, Ant\u00f4nio Bezerra de Menezes, entre tantos outros herdeiros da coragem que ergueram o ber\u00e7o de uma cidade que n\u00e3o queria ser ap\u00eandice de ningu\u00e9m. E, no entanto, quase cem anos depois, Carpina parece devolvida \u00e0 casa de onde lutou para sair. N\u00e3o por decreto, mas por aus\u00eancia. Por um sil\u00eancio c\u00edvico que permitiu que a governan\u00e7a de hoje fosse entregue nas m\u00e3os de pol\u00edticos paudalhenses, homens que n\u00e3o conhecem a alma dessa terra, que n\u00e3o carregam na fala o sotaque da mem\u00f3ria, que n\u00e3o pisaram descal\u00e7os no ch\u00e3o quente da pra\u00e7a Joaquim Nabuco nem ouviram seus av\u00f3s contar as hist\u00f3rias da ferrovia, da cana, da feira, da floresta.<\/p>\n<p data-start=\"1432\" data-end=\"2496\">O hino da cidade, em seu entusiasmo fundacional, soa hoje como uma pe\u00e7a ir\u00f4nica. \u201cOntem escrava embora, hoje liberta sou\u201d , entoa o verso com voz altiva, mas o eco nos devolve uma d\u00favida inquieta. Libertos de quem, se hoje somos novamente conduzidos por m\u00e3os de fora? Que liberdade \u00e9 essa que n\u00e3o conhece o rosto dos que governa? O progresso de Carpina n\u00e3o raiou por inteiro quando \u00e9 gerido por estranhos afetivos, homens que veem esta terra como uma extens\u00e3o de sua ambi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, n\u00e3o como lar, n\u00e3o como raiz, n\u00e3o como semente. Seria c\u00f4mico, n\u00e3o fosse tr\u00e1gico, que ap\u00f3s quase um s\u00e9culo de luta por autonomia, a cidade tenha sido entregue novamente \u00e0 l\u00f3gica de uma domina\u00e7\u00e3o externa, por m\u00e3os que n\u00e3o cultivaram a identidade carpinense, que n\u00e3o entendem a simbologia do nome Floresta dos Le\u00f5es, que confundem lideran\u00e7a com tutela. Carpina n\u00e3o \u00e9 col\u00f4nia. N\u00e3o \u00e9 sat\u00e9lite. N\u00e3o \u00e9 distrito. E no entanto, o que vemos? Um povo governado por ausentes hist\u00f3ricos, por herdeiros de outra bandeira, que n\u00e3o t\u00eam nenhum compromisso sentimental com a constru\u00e7\u00e3o dessa terra.<\/p>\n<p data-start=\"2498\" data-end=\"3456\">Como se sentiriam hoje os que lutaram por essa liberdade? Aqueles homens que enfrentaram a burocracia da prov\u00edncia, os que reuniram assinaturas, escreveram abaixo-assinados, articularam com deputados e autoridades, que ergueram esse munic\u00edpio com as pr\u00f3prias m\u00e3os, como se esculpe uma ideia no barro? Sentiriam vergonha, talvez. Sentiriam revolta. Ou um tipo mais fino de m\u00e1goa: a de ver que sua luta foi esquecida, e que as institui\u00e7\u00f5es que nasceram para preservar a autonomia agora se calam diante da presen\u00e7a de forasteiros no poder. Seriam esses os mesmos que sonharam o hino que hoje entoamos? O mesmo que, com esperan\u00e7a sincera, proclamava o nascimento da justi\u00e7a, da liberdade, da esperan\u00e7a, depois de um tempo de escravid\u00e3o? H\u00e1 ironias que a hist\u00f3ria escreve com tinta cruel. A maior delas talvez seja esta: ap\u00f3s 97 anos de independ\u00eancia, Carpina volta a ser governada pelos mesmos senhores do passado, sem que um s\u00f3 grito ecoe com a for\u00e7a dos le\u00f5es.<\/p>\n<p data-start=\"3458\" data-end=\"4889\">D\u00f3i ao cora\u00e7\u00e3o perceber que os destinos de Carpina estejam, hoje, nas m\u00e3os de quem um dia a escravizou, n\u00e3o apenas politicamente, mas simbolicamente, negando-lhe o direito de sonhar com os pr\u00f3prios olhos. Onde est\u00e3o agora os ecos das serenatas na Rua da Igreja, os passos apressados de quem descia da Esta\u00e7\u00e3o Ferrovi\u00e1ria com a marmita de alum\u00ednio, os sorrisos largos dos domingos no Clube dos Lenhadores, Espanadores e Colonial? Onde ecoam os gritos da juventude nas arquibancadas do Est\u00e1dio Oswaldo Freire, o brilho das noites dando voltas pela cidade para de soslaio olhar para a sua paquera ou amor plat\u00f4nico, as vozes encantadas dos alunos do Col\u00e9gio Santa Cruz e da Escola Salesiana e do Jos\u00ea de Lima J\u00fanior? Em que canto se esconderam as cores dos carnavais que tingiam as ruas de can\u00e7\u00f5es e gritos embriagados de sonhos e de amores. Era frevo dentro do cora\u00e7\u00e3o dos foli\u00f5es, e os estandartes que arrepiavam o frevo nas avenidas? Como esquecer as missas na Matriz de S\u00e3o Jos\u00e9, o alarido das feiras no centro, os abra\u00e7os nas cal\u00e7adas da Pra\u00e7a Joaquim Nabuco, onde cada banco era um ponto de encontro e cada esquina, uma mem\u00f3ria viva? Carpina \u00e9 feita de gente que tem nome, cheiro, afeto e lembran\u00e7a. Gente como Dona Tila, como Seu Pirulito, como\u00a0 mestre Solon do mamulengo, senhor Marcolino do fandango, doutor Gentil, como tantos outros que, mesmo sem mandatos, governavam com ternura o cotidiano dessa terra. E \u00e9 essa Carpina profunda, amorosa e invis\u00edvel que hoje chora em sil\u00eancio, ao ver que os que a comandam n\u00e3o sabem pronunciar sua alma, n\u00e3o reconhecem seus fantasmas doces, n\u00e3o carregam na fala o barro antigo do qual essa cidade foi moldada.<\/p>\n<p data-start=\"4891\" data-end=\"5513\">Ainda assim, h\u00e1 tempo. O tempo de despertar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o da comemora\u00e7\u00e3o, mas da consci\u00eancia. Que esta data, 11 de setembro, n\u00e3o seja apenas n\u00famero e fanfarra, mas um chamado \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 dignidade. Que os filhos desta terra reconhe\u00e7am que liberdade se cuida, se exerce, se protege. E que a Floresta dos Le\u00f5es, ainda que silenciada por um instante, segue viva na lembran\u00e7a de seus verdadeiros guardi\u00f5es , os que sentem Carpina n\u00e3o como territ\u00f3rio, mas como sangue, ch\u00e3o, hist\u00f3ria. Porque n\u00e3o h\u00e1 hino, nem data, nem governador que resista ao grito de um povo que decide, uma vez mais, n\u00e3o ser governado por quem nunca o amou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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