{"id":1479,"date":"2025-08-14T03:17:58","date_gmt":"2025-08-14T06:17:58","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1479"},"modified":"2025-08-14T03:17:58","modified_gmt":"2025-08-14T06:17:58","slug":"trazia-no-corpo-a-sombra-do-que-ficou-do-passado-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1479","title":{"rendered":"Trazia no corpo a sombra do que ficou do passado. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"280\" data-end=\"332\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-173405\" src=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/489730973_656073943888321_9174316108227917775_n-227x300.jpg\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"300\" \/>\u00a0 \u00a0 <strong data-start=\"149\" data-end=\"168\">Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Havia dias em que ele n\u00e3o sabia bem onde estava, n\u00e3o por falta de localiza\u00e7\u00e3o, pois o corpo sabia do ch\u00e3o que pisava, das paredes que o cercavam, do teto que se mantinha suspenso sobre a cabe\u00e7a. Mas dentro, em outro lugar onde os mapas n\u00e3o alcan\u00e7am, havia um desvio, uma aus\u00eancia de dire\u00e7\u00e3o que lhe apagava o norte, como se o compasso interno houvesse se partido silenciosamente numa madrugada qualquer, enquanto dormia. Era nesses dias que a solid\u00e3o, aquela que n\u00e3o se anuncia com aus\u00eancias vis\u00edveis, mas se instala como umidade antiga nas paredes da alma, tomava conta dos seus sil\u00eancios. N\u00e3o era a solid\u00e3o do corpo, essa \u00e9 suport\u00e1vel, \u00e0s vezes at\u00e9 desej\u00e1vel, mas aquela outra, mais lenta e mais funda, que escava por dentro, fazendo morada sem aviso, como um h\u00f3spede indesejado que j\u00e1 trouxe as malas e se espalhou nos c\u00f4modos do cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"1177\" data-end=\"2002\">Ele andava assim, como quem carrega um luto sem morto, uma dor sem ferida, um choro sem l\u00e1grimas. Porque o pranto, embora presente, n\u00e3o descia pelo rosto, n\u00e3o se fazia vis\u00edvel, preferia escorrer por dentro, em veios mudos, como se tivesse vergonha de existir. O peito do\u00eda, n\u00e3o como um impacto, mas como um aperto cont\u00ednuo, como se algo interno o pressionasse para fora, sem urg\u00eancia, mas com insist\u00eancia, dia ap\u00f3s dia. Era uma tristeza sem nome, um n\u00f3 que nem as palavras desfaziam, nem o sono, nem os abra\u00e7os que j\u00e1 n\u00e3o estavam ali. \u00c0s vezes pensava em dormir, noutras resistia ao cansa\u00e7o como quem vigia um territ\u00f3rio em guerra, achando que a vig\u00edlia, mesmo infrut\u00edfera, seria uma forma de permanecer, de n\u00e3o se entregar por completo ao naufr\u00e1gio. A verdade, pensava baixinho, \u00e9 que n\u00e3o sabia o que fazer com tanto sentir.<\/p>\n<p data-start=\"2004\" data-end=\"2941\">N\u00e3o sei, amor, ele dizia para ningu\u00e9m, ou talvez para um eco que vivia dentro de si, uma voz antiga que ainda respondia, mesmo sem presen\u00e7a. Era uma conversa com a aus\u00eancia, um mon\u00f3logo com o v\u00e1cuo, uma tentativa de di\u00e1logo com a dor, essa companheira silenciosa que se assentara como um m\u00f3vel antigo num canto escuro da alma. Um daqueles que ningu\u00e9m ousa mover, nem doar, nem destruir, porque dentro dele h\u00e1 algo que j\u00e1 foi, mas que ainda pulsa como lembran\u00e7a mal cicatrizada. E quanto mais ele buscava um nome, um sentido, uma l\u00f3gica, mais se perdia nesse labirinto feito de sentimentos sem alfabeto. A vida, \u00e0s vezes, parecia cruel n\u00e3o pela for\u00e7a, mas pela sutileza com que esvaziava os dias, como se escorresse tempo pelas frestas, deixando para tr\u00e1s apenas perguntas que n\u00e3o encontravam repouso. E ele, sem b\u00fassola, tateava as pr\u00f3prias l\u00e1grimas invis\u00edveis na tentativa de encontrar, quem sabe, um ch\u00e3o onde pudesse descansar a alma.<\/p>\n<p data-start=\"2943\" data-end=\"3397\">A dor era real, ainda que sem espet\u00e1culo. N\u00e3o havia grito, nem drama, nem corte. Havia apenas esse peso mudo, esse sil\u00eancio espesso que o acompanhava como sombra. E mesmo assim, apesar do cansa\u00e7o, ele seguia. Seguia porque havia, no fundo do n\u00e3o saber, uma forma de coragem que se manifesta apenas nos que caminham sem certeza alguma, apenas com a esperan\u00e7a remota de que, em algum ponto do caminho, o peso se transforme em palavra e o abismo, em poesia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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