{"id":1360,"date":"2025-08-03T23:45:00","date_gmt":"2025-08-04T02:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1360"},"modified":"2025-08-04T22:14:33","modified_gmt":"2025-08-05T01:14:33","slug":"o-recife-esta-morrendo-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1360","title":{"rendered":"O Recife est\u00e1 morrendo. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"273\" data-end=\"641\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-174319\" src=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/462562856_2457397397798111_6719032111439857149_n-1-150x150-1.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" srcset=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/462562856_2457397397798111_6719032111439857149_n-1-150x150-1.jpg 150w, https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/462562856_2457397397798111_6719032111439857149_n-1-150x150-1-144x144.jpg 144w\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" \/>\u00a0\u00a0<strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 &#8211;\u00a0 <\/strong>A cidade que j\u00e1 foi farol de liberdade, palco de revolu\u00e7\u00f5es e ber\u00e7o de gigantes da cultura brasileira, hoje agoniza em sil\u00eancio. O Recife est\u00e1 morrendo. E ningu\u00e9m parece disposto a socorr\u00ea-lo. O centro hist\u00f3rico, que um dia foi o cora\u00e7\u00e3o pulsante de Pernambuco, vive agora um processo de implos\u00e3o silenciosa, promovida por abandono, descaso e omiss\u00e3o do poder p\u00fablico.<\/p>\n<p data-start=\"643\" data-end=\"1002\">Pra\u00e7a do Sebo. Pra\u00e7a do Di\u00e1rio. Rua do Imperador. Avenida Guararapes. Lugares onde a cidade respirava cultura, com\u00e9rcio, encontros, livros, caf\u00e9s, ideias. Hoje, essas ruas est\u00e3o desertas. Lojas fechadas, fachadas em ru\u00ednas, marquises prestes a cair, sombras onde antes havia brilho. As pedras portuguesas que cal\u00e7avam o orgulho agora sustentam o esquecimento.<\/p>\n<p data-start=\"1004\" data-end=\"1486\">O livreiro Jos\u00e9 Brand\u00e3o, que por d\u00e9cadas foi guardi\u00e3o da mem\u00f3ria liter\u00e1ria do Recife na Pra\u00e7a da Roda, j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 mais entre n\u00f3s. Mas sua aus\u00eancia grita. Entre pilhas de livros, ele testemunhou o apogeu e o decl\u00ednio da vida cultural do centro. Ali, onde a poesia circulava como brisa, hoje o sil\u00eancio \u00e9 mais alto que qualquer verso. Brand\u00e3o partiu, e com ele parece ter ido uma parte da alma do Recife. Sua banca est\u00e1 vazia, e o vazio n\u00e3o \u00e9 apenas f\u00edsico. \u00c9 simb\u00f3lico. \u00c9 um alerta.<\/p>\n<p data-start=\"1488\" data-end=\"1807\">Os sebistas antigos foram sumindo. Os eventos culturais, desaparecendo. Os pr\u00e9dios, apodrecendo. A Pra\u00e7a do Di\u00e1rio est\u00e1 irreconhec\u00edvel. A Avenida Guararapes parece uma cidade abandonada depois de um furac\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 a guerra que destruiu. Foi a aus\u00eancia. Foi o poder p\u00fablico que se esqueceu. Ou pior: que fingiu esquecer.<\/p>\n<p data-start=\"1809\" data-end=\"2208\">Cad\u00ea o prefeito Jo\u00e3o Campos? Onde est\u00e3o os vereadores eleitos com votos recifenses? Onde est\u00e3o os deputados estaduais e federais que caminharam pelas ruas da cidade pedindo voto e hoje passam de carro escuro pelas mesmas ruas sem sequer abaixar o vidro? Onde est\u00e3o os secret\u00e1rios de cultura, de urbanismo, de patrim\u00f4nio? Por que todos eles calam? A quem interessa o sil\u00eancio sobre a morte do Recife?<\/p>\n<p data-start=\"2210\" data-end=\"2589\">Enquanto isso, especuladores esperam. Investidores frios, encastelados em ar condicionados, sabem que pr\u00e9dios velhos caem sozinhos. E quando caem, limpam o terreno para um novo neg\u00f3cio. Quanto mais o centro se esvazia, mais lucrativo se torna para quem deseja apag\u00e1-lo. Um projeto de gentrifica\u00e7\u00e3o come\u00e7a sempre com o abandono. E aqui o abandono n\u00e3o foi acidente. Foi estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p data-start=\"2591\" data-end=\"3169\">Mas Recife n\u00e3o \u00e9 um terreno. Recife \u00e9 hist\u00f3ria. Recife \u00e9 suor. \u00c9 povo. \u00c9 luta. \u00c9 ferida aberta que lateja em cada esquina. Recife \u00e9 a mem\u00f3ria de Greg\u00f3rio Bezerra a\u00e7oitado em pra\u00e7a p\u00fablica. \u00c9 a voz de Cristina Tavares enfrentando a ditadura. \u00c9 o corpo de Frei Caneca tombando por liberdade. \u00c9 o grito de Dandara, o sonho de Paulo Freire, o poema azul de Carlos Pena Filho, a cer\u00e2mica de Francisco Brennand, o passo de Capiba, o canto de Luiz Gonzaga. \u00c9 tamb\u00e9m a pena de Oleg\u00e1rio Mariano e os olhos de Mauro Mota olhando, com melancolia, o Recife se suicidar domingo ap\u00f3s domingo.<\/p>\n<p data-start=\"3171\" data-end=\"3388\">Recife \u00e9 tudo isso e \u00e9 muito mais. E est\u00e1 morrendo diante de nossos olhos. Est\u00e1 sendo enforcado lentamente por quem deveria proteg\u00ea-lo. A cidade est\u00e1 calada, mas n\u00e3o por escolha. Est\u00e1 sem voz porque a est\u00e3o sufocando.<\/p>\n<p data-start=\"3390\" data-end=\"3746\">O poeta Mauro Mota j\u00e1 havia previsto esse luto urbano quando escreveu: &#8220;Assumo-me o suic\u00eddio do domingo no Recife, o domingo jogando-se da torre do Di\u00e1rio na m\u00fasica do carrilh\u00e3o batendo meia-noite.&#8221; E Ascenso Ferreira completou: &#8220;Sozinho, de noite, nas ruas desertas do velho Recife, que atr\u00e1s do arruado deserto ficou, crian\u00e7a, de novo, eu sinto que sou.&#8221;<\/p>\n<p data-start=\"3748\" data-end=\"3843\">Agora, essa tristeza deixou de ser poesia para se tornar fato. N\u00e3o s\u00e3o mais versos. S\u00e3o ru\u00ednas.<\/p>\n<p data-start=\"3845\" data-end=\"4084\">N\u00e3o se trata de saudade do passado. Trata-se de lutar por um futuro que respeite o que fomos. Que conserve o que ainda temos. Que revitalize sem apagar. Que inclua o povo e n\u00e3o os expulse. Que devolva ao centro o que ele sempre teve: vida.<\/p>\n<p data-start=\"4086\" data-end=\"4304\">A omiss\u00e3o diante da morte do Recife \u00e9 crime. \u00c9 trai\u00e7\u00e3o. \u00c9 covardia. E ser\u00e1 lembrada na hist\u00f3ria. Mas tamb\u00e9m \u00e9 tempo de resist\u00eancia. De erguer a voz. De chamar o povo de volta \u00e0s ruas. De gritar contra tudo que a\u00ed est\u00e1.<\/p>\n<p data-start=\"4306\" data-end=\"4465\">Porque o Recife \u00e9 maior do que os que o negligenciam. E ainda pode renascer. Mas para isso, \u00e9 preciso que algu\u00e9m diga. Que algu\u00e9m escreva. Que algu\u00e9m denuncie.<\/p>\n<p data-start=\"4467\" data-end=\"4511\">E aqui est\u00e1 escrito: o Recife est\u00e1 morrendo.<\/p>\n<p data-start=\"4513\" data-end=\"4678\">Mas enquanto houver mem\u00f3ria, enquanto houver palavras, enquanto houver algu\u00e9m disposto a amar essa cidade com o punho cerrado e o cora\u00e7\u00e3o aberto, o Recife resistir\u00e1.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 &#8211;\u00a0 A cidade que j\u00e1 foi farol de liberdade, palco de revolu\u00e7\u00f5es e ber\u00e7o de gigantes da cultura brasileira, hoje agoniza em sil\u00eancio. O Recife est\u00e1 morrendo. E ningu\u00e9m parece disposto a socorr\u00ea-lo. 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