{"id":1350,"date":"2025-08-03T02:23:05","date_gmt":"2025-08-03T05:23:05","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1350"},"modified":"2025-08-03T02:23:35","modified_gmt":"2025-08-03T05:23:35","slug":"piripaque-por-jose-paulo-cavalcanti-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1350","title":{"rendered":"Piripaque. Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/11f77e6d8a8e346bc312bf2719fc2e63-2-300x147-1.webp\" \/>\u00a0 \u00a0<strong>Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0 \u00a0<\/strong>Escreveu o amigo e mestre engenheiro S\u00f3crates Times de Carvalho Neto. Talvez inspirado por artigo sobre outro amigo, Man\u00e9 Tatu, que contou dos horrores que sofreu num exame que fez,\u00a0<em>Cintilografia<\/em>. O texto me mandou at\u00e9 com t\u00edtulo,\u00a0<em>Piripaque<\/em>, e assim fica para todos os fins de Direito.<\/p>\n<p>Afinal, que quer dizer isso exatamente? A palavra, apesar de seu uso comum, (ainda) n\u00e3o foi dicionarizada. Est\u00e1 na fila junto com outras, ainda em an\u00e1lise, como cordonel (lona t\u00eaxtil), disania (dificuldade em sair da cama), microssono (sono breve), pejotiza\u00e7\u00e3o (contrata\u00e7\u00e3o de trabalhador como pessoa jur\u00eddica), recl\u00ednio (a\u00e7\u00e3o de reclinar), retrofiltagem (moderniza\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios antigos), terrir (g\u00eanero de filme), tokeniza\u00e7\u00e3o (substitui\u00e7\u00e3o de dados sens\u00edveis por c\u00f3digos aleat\u00f3rios). At\u00e9 lembrei o tal Piripaque a Ricardo Cavaliere, confrade que \u00e9 Coordenador da Comunica\u00e7\u00e3o de Lexicografia em nossa Academia Brasileira de Letras.<\/p>\n<p>Ao que se sabe, sua etimologia sugere que derivou de\u00a0<em>Billie and Park<\/em>, termo hospitalar que evoluiu para\u00a0<em>Blipark<\/em>\u00a0e depois, no Brasil, a dito\u00a0<em>Piripaque<\/em>. Inspirada na express\u00e3o\u00a0<em>Histeric<\/em>\u00a0(ou\u00a0<em>Hy<\/em>), aplicada aos que estiverem \u00e0 beira de um ataque de nervos. Como se deu com o dito S\u00f3crates.<\/p>\n<p>Lembrei conto de Afr\u00e2nio Peixoto,\u00a0<em>Ato de f\u00e9<\/em>, em que disse dos exames m\u00e9dicos serem \u201ctortura que o humanismo medieval adotou, legado \u00e0s idades modernas como remanescente de uma inquisi\u00e7\u00e3o\u201d. Talvez seja mesmo. E sigamos com S\u00f3crates:<\/p>\n<p>\u201cComo de h\u00e1bito, acordei na madrugada para fazer xixi. Tomei \u00e1gua, para garantir que me levantaria novamente. Imagino seja uma maneira original de confirmar que ainda estou vivo. Mas acordei exausto.<\/p>\n<p>Essa introdu\u00e7\u00e3o parece coisa de b\u00eabado, mas voc\u00ea ir\u00e1 entender. Acho. N\u00e3o me sentia bem. Sem conseguir dormir na primeira e, menos ainda, na segunda mijada. Quando acordei, agora para tomar caf\u00e9 e outras coisas, teve in\u00edcio uma aventura que nem Ulisses acorrentado poderia dizer que foi superior em sofrimentos, atrocidades e novas descobertas.<\/p>\n<p>Suor frio, cansa\u00e7o extremo com o menor esfor\u00e7o e o cora\u00e7\u00e3o tentando sair pela boca. Mas sem encontrar o caminho, ainda bem. Minha mulher sugeriu verificar a press\u00e3o. Mediu tr\u00eas vezes e estava, na m\u00e9dia, 13\/9; s\u00f3 que o batimento card\u00edaco era de 120. Da\u00ed para frente. Nossa filha resolveu telefonar para o irm\u00e3o, que \u00e9 m\u00e9dico e estava j\u00e1 se preparando para ir a Gravat\u00e1 com nossos netos.<\/p>\n<p>Ele chegou, avaliou press\u00e3o e batimento card\u00edaco. Fez manobras que imaginei serem tentativa de me matar e, como n\u00e3o conseguiu, afirmou\u00a0<em>Vamos para uma emerg\u00eancia cardiol\u00f3gica que o batimento vai a 150 e oscila<\/em>. Achei que fazia sentido e n\u00e3o haveria surpresa porque n\u00e3o tenho opini\u00e3o firme, imagine meu pobre cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nosso neto mais velho estava tentando sondar se eu iria morrer, o mais novo se ir\u00edamos para Gravat\u00e1. O ca\u00e7ula estava mais certo, n\u00e3o era o melhor dia para morrer. No hospital, esse filho me deixou em frente \u00e0 emerg\u00eancia e foi estacionar o carro. Antes, me orientou o que dizer ao entrar na emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Na primeira abordagem, um gentil atendente falou qualquer coisa como\u00a0<em>Seja bem-vindo, \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o t\u00ea-lo aqui\u2026<\/em>. Acho que foi isso, n\u00e3o sei, apenas repeti o que meu filho orientou. A partir de certa idade, pai deve obedecer a filho sem discutir. O atendente respondeu com fisionomia de quem encarou fantasma \u00e0s 11h da manh\u00e3,\u00a0<em>Fique aqui!<\/em>, correu e me colocou numa cadeira de rodas. Imaginei: ou \u00e9 uma senha infal\u00edvel ou estou andando por obra e gra\u00e7a do Senhor, eufemismo para\u00a0<em>tu morreu e n\u00e3o sabe<\/em>.<\/p>\n<p>Num clique, a recepcionista me deu senha. Imaginei fosse do necrot\u00e9rio, mas era da\u00a0<em>triagem<\/em>. A\u00a0<em>triadora<\/em>\u00a0chamou meu anjo da guarda e falou\u00a0<em>box 29!<\/em>. Ele saiu correndo e, no box 29, j\u00e1 havia algu\u00e9m. Mais um monte de familiares. Ele n\u00e3o falou nada, nem eu, mas nossos olhares falaram,\u00a0<em>puta que pariu futebol clube!<\/em><\/p>\n<p>Meu anjo da guarda, brasileiro, n\u00e3o questionou o engano, n\u00e3o reclamou e se virou nos 30. Foi em frente at\u00e9 encontrar um box vazio, o 31 L\u00e1, me deitou e foda-se quem iria para o tal box 31. V\u00e1 morrer em outro box! que cheguei primeiro, seu filho da puta.<\/p>\n<p>Uma mocinha, linda e gentil, acho que cabelos brancos e fragilidade s\u00e3o armas, teve a aten\u00e7\u00e3o de me informar que iria fazer um eletrocardiograma. Foi r\u00e1pida. Puxou uma fita de papel, colocou na vertical ou horizontal n\u00e3o lembro, e perguntou\u00a0<em>O senhor j\u00e1 enfartou?<\/em>\u00a0Respondi\u00a0<em>n\u00e3o<\/em>, mas \u00e9 melhor repetir depois dessa pergunta. Ela n\u00e3o achou gra\u00e7a.<\/p>\n<p>Entrou um sujeito jovem, firme nas a\u00e7\u00f5es, tentando me convencer que essa porra toda n\u00e3o era nada especial. N\u00e3o foi assim que falou, mas pimenta no c\u00fa dos outros\u2026 Repetiu a manobra mec\u00e2nica executada por meu filho. A cama de nossa casa \u00e9 o melhor lugar para morrer, garanto. Ent\u00e3o!, chegou o tal filho. Colocou uma cal\u00e7a jeans sobre a bermuda e manteve os chinelos. Era isso ou entraria descal\u00e7o na emerg\u00eancia. Foram contempor\u00e2neos, meu filho e o cardiologista. O que isso significa? Rigorosamente, coisa nenhuma.<\/p>\n<p>O tal cardiologista executou outra manobra e\u2026 nada. Ficou sem gra\u00e7a e afirmou\u00a0<em>Nunca perdi a retomada da frequ\u00eancia card\u00edaca com as manobras, acho que temos que usar medicamento<\/em>. Afirmei que derrota n\u00e3o assusta torcedor do N\u00e1utico.<\/p>\n<p>Eu estava sendo monitorado, em tempo real, com aquela\u00a0<em>mini tv<\/em>\u00a0que transmite ao vivo a morte. Sabia disso pelo movimento do globo ocular dos coveiros no box 31 e, tamb\u00e9m, porque me interessei pelo espet\u00e1culo. Recomendo. Se n\u00e3o estiver em coma, claro. O cardiologista, provavelmente por conta da presen\u00e7a do colega de resid\u00eancia, perguntou\u00a0<em>Vamos fazer nova tentativa?<\/em><\/p>\n<p>Eu senti cheiro de indecis\u00e3o (eufemismo para cheiro de merda) e n\u00e3o deixei ningu\u00e9m decidir, n\u00e3o delego merda, merda fa\u00e7o eu, a gl\u00f3ria \u00e9 minha e o desastre \u00e9 uma gl\u00f3ria por livrar todos da decis\u00e3o. Foda-se! Com calma, defini: n\u00e3o tente nova manobra, eu quero que seja administrado algum\u00a0<em>medicamento<\/em>.<\/p>\n<p>Chegou um enfermeiro que teve aula com meu filho, quando era plantonista em outro hospital. Nova festa. Eu s\u00f3 olhando e pensando na farra dos funerais irlandeses, comida, bebida, encontro com velhos amigos, roupa de casamento e enterro, mas eu ainda estava vivo. O cardiologista falou o nome da droga,\u00a0<em>Adenosina,<\/em>\u00a0que seria providenciada. E, em seguida, tentou me explicar o que ocorreria. Se bem percebi, havia um curto-circuito no controle dos batimentos card\u00edacos, provocando um descompasso que atende por arritmia.<\/p>\n<p>N\u00e3o entendi o por qu\u00ea da tens\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o. Mas era razo\u00e1vel. O cardiologista falou\u00a0<em>A droga vai parar seu cora\u00e7\u00e3o por 2 a 4 segundos, \u00e9 como morrer nesse momento<\/em>.\u00a0<em>Todos relatam que h\u00e1 um mal-estar grande, mas passageiro. Topa?\u00a0<\/em>Sim, vai ser interessante para ir treinando. Era s\u00f3 o que faltava, um torcedor do N\u00e1utico ter medo de droga.<\/p>\n<p>A tal porta se abriu, entrou uma enfermeira com a droga e um coveiro arrastando um desfibrilador. Olhei praquela merda e para meu filho, um escroto; que, com fisionomia de quem pede outro chope, afirmou\u00a0<em>Fica tranquilo, isso \u00e9 protocolo<\/em>. Injetaram a tal droga da morte\u00a0<em>pr\u00eat-\u00e0-porter<\/em>\u00a0e o cardiologista falou\u00a0<em>Come\u00e7ou!<\/em>. Contei, mentalmente: 1001, 1002, 1003\u2026 nada\u2026 ent\u00e3o 1004. A frustra\u00e7\u00e3o foi tal que perguntei: acabou?<\/p>\n<p>Havia acabado a administra\u00e7\u00e3o da droga da morte de brincadeirinha, recurso que deveria ter um nome de impacto mas n\u00e3o tem. Acho que os m\u00e9dicos s\u00f3 se interessam pela morte pra valer. N\u00e3o senti nenhuma diferen\u00e7a entre estar vivo ou morto, continuo fazendo as mesmas merdas.<\/p>\n<p>A outra op\u00e7\u00e3o, menos prov\u00e1vel, \u00e9 que estou morto e n\u00e3o sei, vivendo num mundo paralelo. Na segunda op\u00e7\u00e3o, espero que n\u00e3o tenha influ\u00eancia no mundo dos vivos e que nada do que escrevi seja lido. Beijos do Al\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Lembrei outro texto, agora de Mill\u00f4r (<em>A B\u00edblia do caos<\/em>), \u201cOs m\u00e9dicos n\u00e3o descobriram nada, mas recomendaram outros exames. Se eu aceitar fazer todos, e ficar bem quietinho, eles prometem achar alguma coisa\u201d. Pode ser. No caso relatado, em resumo, o amigo S\u00f3crates sobreviveu. Ainda bem. At\u00e9 agora, pelo menos. Gra\u00e7as. Adeus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0Por Jos\u00e9 Paulo Cavalcanti Filho \u00a0\u2013 \u00a0Escritor, poeta, membro das Academias Pernambucana de Letras, Brasileira de Letras e Portuguesa de Letras. \u00c9\u00a0 um dos maiores conhecedores da obra de Fernando Pessoa. Integrou a Comiss\u00e3o da Verdade\u00a0 \u00a0\u2013\u00a0 \u00a0Escreveu o amigo e mestre engenheiro S\u00f3crates Times de Carvalho Neto. 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