{"id":1315,"date":"2025-07-23T16:12:23","date_gmt":"2025-07-23T19:12:23","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1315"},"modified":"2025-07-23T16:12:23","modified_gmt":"2025-07-23T19:12:23","slug":"carlos-pena-filho-o-poeta-que-fez-de-pernambuco-o-seu-pais-sem-nunca-esquecer-portugal-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=1315","title":{"rendered":"Carlos Pena Filho: O Poeta Que Fez de Pernambuco o Seu Pa\u00eds, Sem Nunca Esquecer Portugal. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"352\" data-end=\"935\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-174378\" src=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/518955605_3605987026197891_396317480080964566_n-296x300.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 296px) 100vw, 296px\" srcset=\"https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/518955605_3605987026197891_396317480080964566_n-296x300.jpg 296w, https:\/\/flaviochaves.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/518955605_3605987026197891_396317480080964566_n.jpg 526w\" alt=\"\" width=\"296\" height=\"300\" \/>\u00a0\u00a0<strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013<\/strong>\u00a0\u00a0Na manh\u00e3 silente em que me deparei com a imagem de um menino de olhos vivos, cercado de afeto e mem\u00f3ria, entendi mais uma vez que a poesia n\u00e3o nasce apenas da palavra, mas da inf\u00e2ncia que a semeia. Era Carlos Pena Filho, com tr\u00eas anos de idade, ainda menino em terras portuguesas, posando para uma fotografia ao lado dos pais e dos av\u00f3s. A imagem foi postada por sua vi\u00fava, Tania Carneiro Le\u00e3o, guardi\u00e3 da mem\u00f3ria e do legado do poeta, que ali nos revelou tamb\u00e9m um desejo precioso: o de um museu dedicado a esse homem que viveu pouco, mas fez da vida uma eternidade po\u00e9tica.<\/p>\n<p data-start=\"937\" data-end=\"1455\">Carlos nasceu em Recife, \u00e9 verdade, mas passou parte fundamental da sua inf\u00e2ncia em Portugal, especialmente na P\u00f3voa de Varzim, em Vila do Conde, onde o tempo parecia correr com a leveza de um fado e a sombra dos pinheiros sussurrava versos antes mesmo de ele saber escrev\u00ea-los. Viveu l\u00e1 at\u00e9 os dez anos, tempo suficiente para fincar ra\u00edzes em duas p\u00e1trias: a da origem e a da escolha. E foi essa dualidade afetiva que moldou sua sensibilidade, sua cad\u00eancia verbal, o lirismo cristalino de seus poemas.<\/p>\n<p data-start=\"1457\" data-end=\"1899\">Na fotografia reencontrada, postada por Tania, vemos o pequeno Carlos rodeado por seus ancestrais: Carlos Souto Pena, o pai; Joaquim Gon\u00e7alves Pena, o av\u00f4; Laurinda Rosa Souto Pena, a av\u00f3; Laurinda Souto Pena, a m\u00e3e, que carregava, como num espelho de sangue e afeto, o mesmo nome da sogra, sua tia. Ali, naquele retrato de 1930, j\u00e1 se desenha o destino de um homem que escreveria como quem se despede, mesmo quando chegava.<\/p>\n<p data-start=\"1901\" data-end=\"2070\">Tania, ao abrir seus arquivos familiares em busca de manuscritos, encontrou muito mais que pap\u00e9is: encontrou um tempo suspenso. Como escreveu em sua comovente legenda:<\/p>\n<p data-start=\"1901\" data-end=\"2070\">\u00a0\u00a0<em data-start=\"2073\" data-end=\"2208\">\u201cTemos um acervo imenso de documentos, fotos, recortes de jornais e muitos outros assuntos, de Carlos Pena. Daria um museu familiar.\u201d<\/em><\/p>\n<p data-start=\"2212\" data-end=\"2457\">Sim, Tania. Daria e dar\u00e1. Porque Carlos Pena Filho n\u00e3o pertence apenas \u00e0 hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia, mas \u00e0 mem\u00f3ria mais l\u00edrica da literatura brasileira. Seu nome pulsa nas esquinas do Recife, como quem deixou um poema inacabado em cada madrugada.<\/p>\n<p data-start=\"2459\" data-end=\"2875\">Foi em Pernambuco, j\u00e1 mo\u00e7o, que Carlos fez morada definitiva. Aqui, entre bares, amigos, caf\u00e9s e becos iluminados pela boemia e pela lucidez, ele ergueu seu altar de versos. Poeta de \u201cSoneto do Desmantelo Azul\u201d, de \u201cA Morte Absoluta\u201d, de \u201cO Tempo da Busca\u201d, Pena Filho \u00e9 aquele que consagrou a cor azul como p\u00e1tria espiritual, uma cor que, em sua pena, era met\u00e1fora de esperan\u00e7a, de sonho e de finitude.<\/p>\n<p data-start=\"2877\" data-end=\"3188\">Carlos Pena morreu jovem, aos 31 anos, num acidente de carro, deixando a cidade e os amigos em estado de luto l\u00edrico. Mas sua poesia, impregnada de eleg\u00e2ncia, ironia e saudade, continua viva \u2014 como aquele menino na fotografia, olhando de frente para o futuro, sem saber que, com o tempo, se tornaria eternidade.<\/p>\n<p data-start=\"3190\" data-end=\"3513\">A ideia do museu \u00e9, portanto, mais do que justa: \u00e9 urgente. Que esse espa\u00e7o venha a existir para abrigar seus manuscritos, suas fotografias, suas cartas, seus sil\u00eancios. Que ali, entre paredes e vitrines, possamos escutar o eco de seus versos, e ver aquele menino de Portugal atravessar o oceano para ser poeta no Brasil.<\/p>\n<p data-start=\"3515\" data-end=\"3792\">Porque Carlos Pena Filho n\u00e3o morreu, apenas mudou de lugar. Est\u00e1 na tarde que se debru\u00e7a sobre o Capibaribe, no copo de u\u00edsque de um velho amigo, nos livros que ainda choram quando se abrem. Est\u00e1, sobretudo, no azul, esse tom que s\u00f3 ele sabia dizer sem precisar nomear.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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