{"id":3993,"date":"2026-06-20T19:44:43","date_gmt":"2026-06-20T22:44:43","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3993"},"modified":"2026-06-20T19:44:43","modified_gmt":"2026-06-20T22:44:43","slug":"a-fogueira-que-a-chuva-nao-apaga-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3993","title":{"rendered":"A fogueira que a chuva n\u00e3o apaga. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"303\" data-end=\"1067\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013\u00a0 <\/strong>Quando junho se aproxima do cora\u00e7\u00e3o do Nordeste, n\u00e3o \u00e9 apenas o calend\u00e1rio que muda de p\u00e1gina, nem somente a cidade que se veste de bandeirolas, milho verde, sanfona e clar\u00e3o de fogueira; \u00e9 a pr\u00f3pria mem\u00f3ria do povo que se levanta da cadeira antiga onde estava sentada, sacode a poeira do tempo, abre a porta da inf\u00e2ncia e chama cada um de n\u00f3s pelo nome, como se dissesse, com aquela voz mansa das coisas eternas, que nenhuma modernidade ser\u00e1 capaz de apagar completamente o cheiro do terreiro molhado, o gosto da canjica feita com paci\u00eancia, o barulho dos passos no ch\u00e3o de barro e a alegria simples de uma fam\u00edlia reunida ao redor do fogo, n\u00e3o para fugir da noite, mas para lembrar que at\u00e9 a escurid\u00e3o precisa respeitar a luz quando ela nasce da alma de um povo.<\/p>\n<p data-start=\"1069\" data-end=\"1712\">O S\u00e3o Jo\u00e3o, para n\u00f3s, nunca foi apenas uma festa marcada no programa oficial das cidades, nem um ajuntamento colorido para fotografia de rede social; o S\u00e3o Jo\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de p\u00e1tria sentimental do nordestino, um territ\u00f3rio \u00edntimo onde cabem os vivos e os que j\u00e1 partiram, os amores que ficaram pelo caminho, as promessas feitas aos santos, os meninos correndo entre fogos, as m\u00e3es preocupadas, os pais calados olhando a brasa, os av\u00f3s com os olhos cheios de passado e essa multid\u00e3o invis\u00edvel de lembran\u00e7as que aparece toda vez que uma sanfona puxa o primeiro acorde e o peito da gente, sem pedir licen\u00e7a \u00e0 raz\u00e3o, come\u00e7a a dan\u00e7ar por dentro.<\/p>\n<p data-start=\"1714\" data-end=\"2453\">Mesmo quando a chuva cai sobre as ruas, sobre os arraiais, sobre os telhados antigos e sobre as ladeiras onde o povo insiste em caminhar, existe uma fogueira que ela n\u00e3o consegue apagar, porque n\u00e3o foi acesa com graveto, querosene ou papel velho, mas com f\u00e9, saudade, resist\u00eancia e pertencimento; \u00e9 uma chama funda, guardada no peito dos que aprenderam desde cedo que a vida pode ser dura, mas n\u00e3o precisa ser seca, que o sofrimento pode visitar a casa, mas n\u00e3o tem o direito de expulsar a esperan\u00e7a, e que o Nordeste, tantas vezes ferido pela desigualdade e esquecido pelos discursos de ocasi\u00e3o, continua sendo esse milagre humano que transforma escassez em partilha, tristeza em cantoria, ch\u00e3o rachado em poesia e noite fria em encontro.<\/p>\n<p data-start=\"2455\" data-end=\"3177\">Talvez seja por isso que junho fale t\u00e3o profundamente conosco: porque ele devolve ao povo aquilo que o mundo apressado tenta roubar todos os dias, que \u00e9 o direito de sentir devagar, de lembrar sem vergonha, de celebrar sem luxo, de abra\u00e7ar sem pressa e de reconhecer, no rosto iluminado pela fogueira, a beleza de uma exist\u00eancia que n\u00e3o precisa ser perfeita para ser sagrada; e quando a sanfona chora, o tri\u00e2ngulo responde e a zabumba marca o compasso, n\u00e3o \u00e9 somente a m\u00fasica que se espalha pelo ar, \u00e9 uma escritura antiga sendo lida outra vez, uma carta de amor escrita pelo Nordeste para seus filhos, dizendo que ningu\u00e9m \u00e9 pobre quando ainda guarda uma lembran\u00e7a bonita, uma f\u00e9 acesa e uma mesa onde sempre cabe mais um.<\/p>\n<p data-start=\"3179\" data-end=\"3830\">A chuva pode molhar a festa, pode apressar os passos, pode apagar algumas brasas no meio do terreiro, pode fazer o povo correr para debaixo dos toldos e das marquises, mas n\u00e3o consegue vencer aquilo que junho desperta, porque a verdadeira fogueira do S\u00e3o Jo\u00e3o arde numa dimens\u00e3o que a \u00e1gua n\u00e3o alcan\u00e7a; ela queima no nome dos nossos antepassados, no riso das crian\u00e7as, na voz dos cantadores, no perfume do milho cozinhando, no vestido de chita rodando no sal\u00e3o, na ora\u00e7\u00e3o silenciosa de quem olha para o c\u00e9u e agradece, mesmo sem ter recebido tudo o que pediu, porque sabe que a vida, quando \u00e9 vivida com dignidade e ternura, j\u00e1 \u00e9 uma forma de milagre.<\/p>\n<p data-start=\"3832\" data-end=\"4404\">E assim seguimos, entre o clar\u00e3o e a chuva, entre a saudade e a esperan\u00e7a, entre o passado que nos chama e o futuro que nos cobra coragem, carregando dentro do peito essa chama nordestina que n\u00e3o se curva ao tempo, n\u00e3o se rende \u00e0 tristeza e n\u00e3o aceita ser apagada por nenhuma tempestade; porque o S\u00e3o Jo\u00e3o passa, as bandeiras se recolhem, a m\u00fasica silencia, a cinza esfria no ch\u00e3o, mas alguma coisa permanece acesa em n\u00f3s, como uma pequena estrela dom\u00e9stica, humilde e teimosa, lembrando que um povo que ainda sabe celebrar suas ra\u00edzes jamais estar\u00e1 completamente perdido.<\/p>\n<p data-start=\"4406\" data-end=\"4442\">Esse \u00e9 o fogo que a chuva n\u00e3o apaga.<\/p>\n<p data-start=\"4444\" data-end=\"4506\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">E \u00e9 nele que o Nordeste se aquece, se reconhece e se eterniza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. 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