{"id":3945,"date":"2026-06-18T21:09:09","date_gmt":"2026-06-19T00:09:09","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3945"},"modified":"2026-06-18T21:09:09","modified_gmt":"2026-06-19T00:09:09","slug":"raimundo-carrero-o-artesao-e-o-visionario","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3945","title":{"rendered":"Raimundo Carrero: o artes\u00e3o e o vision\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<div class=\"root\">\n<div class=\"grid w-full overflow-hidden print:!h-auto print:overflow-visible print:block\">\n<div class=\"flex min-h-0 min-w-0 w-full overflow-x-clip relative overflow-y-auto [scrollbar-gutter:stable] print:!overflow-visible\">\n<div id=\"main-content\" class=\"w-full relative min-w-0 h-full print:!h-auto\">\n<div class=\"h-full\" data-testid=\"chat-stale-nav-frame\">\n<div class=\"h-full\" data-testid=\"chat-stale-nav-inert\">\n<div class=\"flex flex-1 h-full w-full overflow-hidden max-md:relative md:-mt-[var(--df-header-h,0px)] md:h-[calc(100%+var(--df-header-h,0px))] print:!h-auto print:!overflow-visible print:!mt-0\">\n<div class=\"max-md:absolute top-0 right-0 bottom-0 left-0 z-20 draggable-none print:hidden md:flex-grow-0 md:flex-shrink-0 md:basis-0 overflow-hidden h-full md:pt-[var(--df-header-h,0px)] max-md:flex-1\">\n<div class=\"flex flex-col h-full\">\n<div class=\"flex-1 overflow-hidden h-full bg-bg-100\">\n<div class=\"flex h-full flex-col relative outline-none\" tabindex=\"-1\">\n<div class=\"flex-1 min-h-0 bg-bg-000 overflow-auto\">\n<div class=\"flex h-full flex-col\" data-skill-file-viewer=\"true\">\n<div class=\"min-h-0 flex-1\">\n<div class=\"h-full\">\n<div class=\"relative h-full\">\n<div class=\"absolute inset-0 overflow-auto\">\n<div class=\"relative\" data-prose-review-dockey=\"file:|::\/mnt\/user-data\/outputs\/artigo_raimundo_carrero.md\" data-prose-review-counts=\"0\/0\/0\/0\">\n<div id=\"wiggle-file-content\" class=\"outline-none focus-visible:shadow-focus mx-auto w-full max-w-3xl leading-[1.65rem] py-4 pl-6 md:py-6 md:pl-11 pr-16\" tabindex=\"0\">\n<div class=\"standard-markdown grid-cols-1 grid [&amp;_&gt;_*]:min-w-0 gap-3 font-claude-response\">\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"3:1-3:1087;46-1132\">Uma cena resume Raimundo Carrero melhor do que qualquer lista de pr\u00eamios, a do mestre debru\u00e7ado sobre uma \u00fanica frase de Juan Rulfo, lendo-a e relendo-a diante dos disc\u00edpulos da oficina dezenas de vezes, para mostrar quanto universo um escritor \u00e9 capaz de comprimir num punhado de palavras. Aquele homem que morreu na madrugada de ter\u00e7a-feira, aos setenta e oito anos, vencido por um c\u00e2ncer, dedicou metade da vida a ensinar com paci\u00eancia de artes\u00e3o a arte de erguer uma narrativa de dentro, e construiu em torno desse ensino uma das mais influentes oficinas de cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do pa\u00eds, de onde saiu boa parte de uma gera\u00e7\u00e3o de escritores brasileiros. E no entanto o mesmo homem que conhecia cada encaixe do of\u00edcio como um relojoeiro conhece a sua m\u00e1quina batizou os pr\u00f3prios livros de <em>A minha alma \u00e9 irm\u00e3 de Deus<\/em>, de <em>As Sombrias Ru\u00ednas da Alma<\/em>, de <em>Somos pedras que se consomem<\/em>, t\u00edtulos que pertencem menos ao estaleiro do artes\u00e3o do que ao orat\u00f3rio de um m\u00edstico. \u00c9 nessa rara amplitude, e n\u00e3o na enfiada de trof\u00e9us que os jornais repetir\u00e3o, que mora o segredo de quem ele foi.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"5:1-5:854;1134-1987\">Conv\u00e9m medir primeiro a extens\u00e3o do magist\u00e9rio, porque ele foi imenso e foi generoso. Em <em>Os Segredos da Fic\u00e7\u00e3o<\/em> e em <em>A Prepara\u00e7\u00e3o do Escritor<\/em>, Carrero fez algo que poucos escritores brasileiros tiveram a coragem de fazer, que foi abrir o pr\u00f3prio estaleiro e mostrar ao iniciante como se ergue uma narrativa de dentro, quais as vigas, quais os encaixes, onde a estrutura cede e onde sustenta. Ensinou que a literatura se conquista no trabalho di\u00e1rio, na paci\u00eancia ardente, no sofrimento luminoso da reescrita, e que o talento sem disciplina se perde como rio sem leito. Formou assim, ao longo de d\u00e9cadas, gera\u00e7\u00f5es inteiras de escritores que entraram na sua oficina com o desejo confuso de escrever e sa\u00edram dela com o dom\u00ednio do instrumento, e essa \u00e9 talvez a sua obra mais vasta, maior at\u00e9 do que a que assinou, porque se multiplicou em m\u00e3os alheias.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"7:1-7:735;1989-2723\">Seria reduzir Carrero \u00e0 metade menor de si mesmo, por\u00e9m, quem o lembrasse apenas como o professor do of\u00edcio, porque o escritor que havia nele era de uma estirpe rara, a dos que escrevem como quem reza ou delira. Quem leu <em>A minha alma \u00e9 irm\u00e3 de Deus<\/em> sabe que aquela prosa cerrada, alucinada por momentos, atravessada por uma respira\u00e7\u00e3o quase lit\u00fargica, vibra numa frequ\u00eancia que nenhuma t\u00e9cnica sozinha alcan\u00e7a. Pulsa nos seus melhores romances um assombro diante do mist\u00e9rio de existir, uma vertigem do sagrado que vem de muito fundo, de uma regi\u00e3o anterior \u00e0 p\u00e1gina, e que faz do leitor n\u00e3o algu\u00e9m que apenas acompanha uma hist\u00f3ria, mas algu\u00e9m que atravessa uma experi\u00eancia interior densa, por vezes sufocante, sempre inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"9:1-9:806;2725-3530\">E \u00e9 no encontro dessas duas for\u00e7as que est\u00e1 a grandeza singular de Raimundo Carrero, porque o rigor do artes\u00e3o e a vertigem do vision\u00e1rio, que em quase todos os escritores moram em campos separados e n\u00e3o raro inimigos, nele conviveram e se serviram um ao outro. A disciplina que ele ensinava n\u00e3o era a pris\u00e3o do assombro, era o seu ve\u00edculo, a forma cuidadosamente constru\u00edda para que aquilo que se v\u00ea no escuro chegasse inteiro ao leitor do outro lado do tempo. Pois a literatura, para os que a levam t\u00e3o a s\u00e9rio quanto ele a levou, \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o pelo qual a consci\u00eancia humana se torna suport\u00e1vel e transmiss\u00edvel, a recusa teimosa da esp\u00e9cie diante do sil\u00eancio e diante da morte, e Carrero soube como poucos que a emo\u00e7\u00e3o mais alta s\u00f3 atravessa de uma alma \u00e0 outra quando encontra a forma capaz de carreg\u00e1-la.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"11:1-11:633;3532-4164\">O sertanejo de Salgueiro que se contou entre os fundadores do Movimento Armorial trouxe da sua terra a convic\u00e7\u00e3o de que a alta literatura e a mat\u00e9ria viva do povo nordestino bebem na mesma fonte, e fez da obra inteira uma ponte entre o que se sente no fundo da alma e o que se constr\u00f3i \u00e0 luz da p\u00e1gina. Os disc\u00edpulos que formou receberam dele as duas heran\u00e7as ao mesmo tempo, a ferramenta e a rever\u00eancia, o esquadro e o espanto, e por isso a sua perman\u00eancia n\u00e3o depende das estantes nem da mem\u00f3ria curta dos pr\u00eamios, mas das m\u00e3os que ele ensinou a escrever, forma de imortalidade mais generosa e mais discreta do que qualquer outra.<\/p>\n<p class=\"font-claude-response-body break-words whitespace-normal\" data-sourcepos=\"13:1-13:749;4166-4914\">Quem quiser medir o tamanho do que Pernambuco perdeu na madrugada desta ter\u00e7a-feira n\u00e3o deve procur\u00e1-lo apenas nas prateleiras, onde os seus romances esperam os leitores capazes de suportar a sua intensidade, mas tamb\u00e9m naquela cena do mestre inclinado sobre uma \u00fanica frase, ensinando que cada palavra pesa e que nenhuma se p\u00f5e no papel por acaso. Foi assim, juntando o trabalho ao espanto, o esquadro \u00e0 vertigem, que Raimundo Carrero escreveu e ensinou a escrever, e \u00e9 assim que ele permanece, n\u00e3o como um nome a mais numa lista de premiados, mas como uma maneira inteira de levar a palavra a s\u00e9rio, que segue viva em cada um que com ele aprendeu. O sert\u00e3o que ele transformou em literatura continua aqui, intacto, \u00e0 espera de quem o saiba ouvir.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"contents print:hidden\">\n<div class=\"flex flex-col relative max-md:absolute max-md:inset-x-0 max-md:top-0 max-md:hidden md:z-0\">\n<div class=\"md:absolute md:right-0 md:top-0 z-20 max-md:w-fit max-md:self-end max-md:pointer-events-auto flex justify-end shrink-0 min-w-0 pr-3 items-center gap-1 !h-12 transition-opacity duration-150 ease-in-out md:opacity-0 md:pointer-events-none\" data-testid=\"wiggle-controls-actions\"><button id=\"base-ui-_r_me_\" class=\"cds-reset group\/btn relative isolate inline-flex shrink-0 items-center justify-center gap-1.5 whitespace-nowrap select-none cursor-[var(--cds-cursor-interactive)] aria-disabled:cursor-default data-[disabled]:cursor-default border-0 outline-none rounded h-control font-sans text-body font-medium [&amp;:disabled:not([aria-busy])]:opacity-50 disabled:pointer-events-none transition-shadow duration-fast focus-visible:shadow-focus text-primary aria-pressed:text-accent aspect-square w-control px-0\" type=\"button\" data-cds=\"Button\" aria-pressed=\"true\" aria-label=\"Arquivos\" data-testid=\"wiggle-controls-actions-toggle\"><span class=\"inline-flex items-center gap-1 \"><span data-cds=\"Icon\" aria-hidden=\"true\">\ue06c<\/span><\/span><\/button><button class=\"cds-reset group\/btn relative isolate inline-flex shrink-0 items-center justify-center gap-1.5 whitespace-nowrap select-none cursor-[var(--cds-cursor-interactive)] aria-disabled:cursor-default data-[disabled]:cursor-default border-0 outline-none rounded h-control font-sans text-body font-medium [&amp;:disabled:not([aria-busy])]:opacity-50 disabled:pointer-events-none transition-shadow duration-fast focus-visible:shadow-focus text-primary aria-pressed:text-accent px-md\" type=\"button\" data-cds=\"Button\" data-size=\"sm\" data-testid=\"wiggle-controls-actions-share\"><span class=\"inline-flex items-center gap-1 \">Compartilhar<\/span><\/button><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div tabindex=\"-1\" role=\"region\" aria-label=\"Notifica\u00e7\u00f5es (F8)\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma cena resume Raimundo Carrero melhor do que qualquer lista de pr\u00eamios, a do mestre debru\u00e7ado sobre uma \u00fanica frase de Juan Rulfo, lendo-a e relendo-a diante dos disc\u00edpulos da oficina dezenas de vezes, para mostrar quanto universo um escritor \u00e9 capaz de comprimir num punhado de palavras. 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