{"id":3922,"date":"2026-06-17T14:17:00","date_gmt":"2026-06-17T17:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922"},"modified":"2026-06-17T14:26:15","modified_gmt":"2026-06-17T17:26:15","slug":"a-carta-o-silencio-e-a-metafora-da-vida-por-flavio-chaves","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922","title":{"rendered":"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"187\" data-end=\"892\"><strong>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 <\/strong>Hoje acordei em fuga. Tentando me esconder do quanto rom\u00e2ntico costumo confessar, porque h\u00e1 sentimentos que a gente esconde n\u00e3o por covardia, mas por uma delicadeza antiga, como quem guarda uma fotografia amarelada dentro de um livro para que ningu\u00e9m veja, mas tamb\u00e9m para que o tempo n\u00e3o a destrua. Acordei assim, com o cora\u00e7\u00e3o feito uma varanda depois da chuva, molhado de lembran\u00e7as, olhando para longe, esperando que alguma coisa voltasse pela estrada, mesmo sabendo que certas voltas n\u00e3o dependem mais da vontade da gente, mas de uma dessas leis secretas da exist\u00eancia que Deus escreveu em sil\u00eancio e que n\u00f3s, pobres aprendizes da saudade, tentamos decifrar com l\u00e1grimas, cartas e met\u00e1foras.<\/p>\n<p data-start=\"894\" data-end=\"1417\">Porque talvez seja isso mesmo: a vida \u00e9 uma grande met\u00e1fora. A gente pensa que est\u00e1 vivendo fatos, mas est\u00e1 atravessando s\u00edmbolos. Uma porta que se fecha n\u00e3o \u00e9 apenas uma porta; \u00e9 um cap\u00edtulo que se recusa a continuar. Uma m\u00e3o que falta n\u00e3o \u00e9 apenas uma aus\u00eancia; \u00e9 um pa\u00eds inteiro que desaparece do mapa \u00edntimo da gente. Uma carta que n\u00e3o chega n\u00e3o \u00e9 apenas papel perdido no caminho; \u00e9 uma esperan\u00e7a que ficou sentada \u00e0 beira da estrada, olhando a poeira levantar, esperando por um mensageiro que talvez nunca tenha sa\u00eddo.<\/p>\n<p data-start=\"1419\" data-end=\"2033\">E eu fiquei pensando, com essa tristeza que hoje amanheceu dona de mim, se \u00e9 o sil\u00eancio da carta que d\u00f3i ou se \u00e9 a dor da carta que silencia; se na carta est\u00e1 a dor calada, dobrada em quatro, guardada no envelope do orgulho; ou se est\u00e1 na dor o sil\u00eancio da carta, como se o cora\u00e7\u00e3o fosse uma caixa de correio abandonada, cheia de palavras que ningu\u00e9m veio buscar. H\u00e1 perguntas que n\u00e3o querem resposta, querem apenas companhia. E esta, talvez, seja uma delas. Porque quem sofre de amor n\u00e3o procura explica\u00e7\u00e3o; procura um colo invis\u00edvel onde possa descansar a cabe\u00e7a sem ser julgado pela fragilidade de ainda sentir.<\/p>\n<p data-start=\"2035\" data-end=\"2608\">Senti-me como quem estende a m\u00e3o no escuro e n\u00e3o encontra outra para tocar. E n\u00e3o h\u00e1 solid\u00e3o maior do que essa: a solid\u00e3o de quem ainda tem ternura nos dedos, mas j\u00e1 n\u00e3o tem destino para o carinho. A casa pode estar cheia, a rua pode estar movimentada, o mundo pode gritar suas urg\u00eancias pela janela, mas dentro da gente existe um quarto fechado onde s\u00f3 mora o nome dela. E esse nome, quando passa, arrasta cadeiras, abre gavetas, derruba calend\u00e1rios, mexe em coisas que eu julgava arrumadas, como se a mem\u00f3ria fosse uma crian\u00e7a desobediente brincando com objetos sagrados.<\/p>\n<p data-start=\"2610\" data-end=\"3114\">Tudo que \u00e9 triste guerreia \u00e0s v\u00e9speras. A tristeza nunca chega de repente; ela manda seus sinais, seus emiss\u00e1rios, seus press\u00e1gios. Primeiro vem uma m\u00fasica que a gente n\u00e3o devia ouvir. Depois vem um perfume atravessando a rua como se tivesse alma. Em seguida, uma lembran\u00e7a se senta ao nosso lado sem pedir licen\u00e7a. E quando percebemos, a batalha j\u00e1 come\u00e7ou dentro do peito, com a saudade empunhando antigas bandeiras e o cora\u00e7\u00e3o, coitado, defendendo uma fortaleza que h\u00e1 muito tempo perdeu seus port\u00f5es.<\/p>\n<p data-start=\"3116\" data-end=\"3743\">Eu fui feliz um dia quando estava ao lado dela. E digo isso sem revolta, sem cobran\u00e7a, sem a pretens\u00e3o mesquinha de transformar o amor em d\u00edvida. Fui feliz porque a presen\u00e7a dela acendia em mim uma luz que eu n\u00e3o sabia possuir. Fui feliz porque h\u00e1 pessoas que n\u00e3o chegam apenas \u00e0 nossa vida; chegam \u00e0 nossa linguagem, mudam o modo como pronunciamos o mundo, reorganizam os m\u00f3veis da alma, ensinam ao sil\u00eancio uma m\u00fasica mais mansa. Com ela, at\u00e9 os dias comuns pareciam carregar um segredo. Uma tarde qualquer deixava de ser uma tarde qualquer. Um caf\u00e9 tinha gosto de eternidade. Um olhar bastava para absolver a semana inteira.<\/p>\n<p data-start=\"3745\" data-end=\"4247\">Mas h\u00e1 amores que, mesmo indo embora, n\u00e3o fazem barulho de partida. Saem devagar, como quem n\u00e3o quer acordar os m\u00f3veis da casa, e deixam atr\u00e1s de si uma aus\u00eancia disciplinada, educada, quase cruel, porque n\u00e3o grita, n\u00e3o quebra nada, n\u00e3o faz esc\u00e2ndalo; apenas permanece. E permanecer, \u00e0s vezes, d\u00f3i mais do que partir. O amor que se foi sem se retirar completamente vira esse retrato virado para a parede: a gente n\u00e3o olha, mas sabe que est\u00e1 ali; a gente n\u00e3o toca, mas sente sua moldura dentro do peito.<\/p>\n<p data-start=\"4249\" data-end=\"4894\">Por isso escrevo esta cr\u00f4nica como quem escreve uma carta que talvez n\u00e3o precise chegar. N\u00e3o para pedir volta, porque o amor, quando amadurece na dor, aprende tamb\u00e9m a n\u00e3o implorar o que deve ser livre. N\u00e3o para acusar o destino, porque o destino, esse velho escriba de m\u00e3os invis\u00edveis, escreve muitas vezes com uma tinta que s\u00f3 entendemos depois. Escrevo porque o cora\u00e7\u00e3o chora, e quando o cora\u00e7\u00e3o chora, a palavra vira len\u00e7o, vira ponte, vira ora\u00e7\u00e3o sem altar. Escrevo porque h\u00e1 dores que, se ficarem caladas, apodrecem; mas quando encontram a literatura, viram rio, viram c\u00e9u nublado, viram met\u00e1fora, viram uma forma digna de continuar de p\u00e9.<\/p>\n<p data-start=\"4896\" data-end=\"5393\">Mas a cr\u00f4nica, meu Deus, a cr\u00f4nica ainda \u00e9 uma forma de continuar amando sem pedir licen\u00e7a ao destino, nem pedir volta, mesmo que o cora\u00e7\u00e3o chore. Ela \u00e9 esse lugar onde a saudade pode entrar sem ser expulsa, onde o passado se senta \u00e0 mesa sem precisar explicar por que voltou, onde a aus\u00eancia ganha cadeira, copo d\u2019\u00e1gua e nome. A cr\u00f4nica n\u00e3o ressuscita o que se perdeu, mas impede que o perdido morra de qualquer jeito. Ela recolhe os cacos e, com paci\u00eancia de m\u00e3e, transforma ferida em linguagem.<\/p>\n<p data-start=\"5395\" data-end=\"5974\">Quem sabe se a vida n\u00e3o \u00e9 mesmo uma grande met\u00e1fora? Talvez amar seja atravessar uma ponte sabendo que, do outro lado, ningu\u00e9m prometeu perman\u00eancia. Talvez perder seja aprender que nem toda dist\u00e2ncia \u00e9 geogr\u00e1fica. Talvez sofrer seja descobrir que dentro de n\u00f3s existe uma capela pequena, escondida, onde ainda rezamos por aquilo que j\u00e1 n\u00e3o nos pertence. Talvez a carta seja o corpo da palavra, o sil\u00eancio seja sua alma, e a dor, esse p\u00e1ssaro escuro que pousa nos ombros da noite, seja apenas a maneira que o amor encontrou de continuar respirando quando j\u00e1 n\u00e3o pode mais abra\u00e7ar.<\/p>\n<p data-start=\"5976\" data-end=\"6299\">Hoje acordei mais rom\u00e2ntico do que sou, mais triste do que queria, mais humano do que ontem. E se isso \u00e9 fraqueza, aceito. Porque h\u00e1 uma coragem secreta em confessar a pr\u00f3pria saudade. H\u00e1 uma nobreza em n\u00e3o transformar aus\u00eancia em rancor. H\u00e1 uma grandeza em amar sem algemar, lembrar sem ferir, sofrer sem perder a ternura.<\/p>\n<p data-start=\"6301\" data-end=\"6765\">Que esta carta, portanto, n\u00e3o pe\u00e7a nada. Que ela apenas exista. Que seja como uma vela acesa na janela de uma casa distante: n\u00e3o obriga ningu\u00e9m a voltar, mas diz que ali ainda mora uma luz. Que seja como o mar falando sozinho \u00e0 noite: ningu\u00e9m responde, mas ele continua dizendo suas verdades \u00e0 areia. Que seja como a vida, essa imensa met\u00e1fora que nos fere e nos ensina, nos toma e nos devolve, nos quebra e, \u00e0s vezes, pelas m\u00e3os misteriosas da palavra, nos refaz.<\/p>\n<p data-start=\"6767\" data-end=\"6812\">Porque amar, mesmo em sil\u00eancio, ainda \u00e9 amar.<\/p>\n<p data-start=\"6814\" data-end=\"6892\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">E escrever, quando tudo d\u00f3i, \u00e9 a maneira mais bonita de n\u00e3o morrer por dentro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 Hoje acordei em fuga. Tentando me esconder do quanto rom\u00e2ntico costumo confessar, porque h\u00e1 sentimentos que a gente esconde n\u00e3o por covardia, mas por uma delicadeza antiga, como quem guarda uma fotografia amarelada dentro de um livro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3924,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1,35,46],"tags":[],"class_list":["post-3922","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-https-gazetapernambucana-com-page_id225","category-https-gazetapernambucana-com-page_id218","category-literatura"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.5 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves -<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves -\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 Hoje acordei em fuga. Tentando me esconder do quanto rom\u00e2ntico costumo confessar, porque h\u00e1 sentimentos que a gente esconde n\u00e3o por covardia, mas por uma delicadeza antiga, como quem guarda uma fotografia amarelada dentro de um livro [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-06-17T17:17:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-06-17T17:26:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"227\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"300\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"GP\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"GP\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"7 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922\",\"url\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922\",\"name\":\"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves -\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg\",\"datePublished\":\"2026-06-17T17:17:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-06-17T17:26:15+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#primaryimage\",\"url\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg\",\"contentUrl\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg\",\"width\":227,\"height\":300},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website\",\"url\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/\",\"name\":\"\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427\",\"name\":\"GP\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"GP\"},\"sameAs\":[\"http:\/\/gazetapernambucana.com\"],\"url\":\"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves -","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves -","og_description":"Por Fl\u00e1vio Chaves \u2013 Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras. Foi Delegado Federal\/Minc\u00a0 \u2013 Hoje acordei em fuga. Tentando me esconder do quanto rom\u00e2ntico costumo confessar, porque h\u00e1 sentimentos que a gente esconde n\u00e3o por covardia, mas por uma delicadeza antiga, como quem guarda uma fotografia amarelada dentro de um livro [&hellip;]","og_url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922","article_published_time":"2026-06-17T17:17:00+00:00","article_modified_time":"2026-06-17T17:26:15+00:00","og_image":[{"width":227,"height":300,"url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"GP","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"GP","Est. tempo de leitura":"7 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922","url":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922","name":"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves -","isPartOf":{"@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#primaryimage"},"thumbnailUrl":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg","datePublished":"2026-06-17T17:17:00+00:00","dateModified":"2026-06-17T17:26:15+00:00","author":{"@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#primaryimage","url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg","contentUrl":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/698764777_28004627145789538_3477695542182330252_n.jpg","width":227,"height":300},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/gazetapernambucana.com\/?p=3922#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"A carta, o sil\u00eancio e a met\u00e1fora da vida. Por Fl\u00e1vio Chaves"}]},{"@type":"WebSite","@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#website","url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/","name":"","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/188dc283325181ac2de4db1e9e987427","name":"GP","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/9dad78ff9a2d8b5742d11779f8a3f53b052320c550b2e1907882353c067bb111?s=96&d=mm&r=g","caption":"GP"},"sameAs":["http:\/\/gazetapernambucana.com"],"url":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/?author=1"}]}},"jetpack_publicize_connections":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3922","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3922"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3922\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3927,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3922\/revisions\/3927"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3924"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/gazetapernambucana.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}